quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

AEROPORTO INTERNACIONAL DE VIRACOPOS DESENVOLVERÁ PROJETO E-AWB

05/12/2013


Sistema otimizará liberação de cargas internacionais no terminal

 

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), começa a operar, a partir deste mês, o projeto e-AWB (Air Way Bill), um sistema que elimina as guias de papel e visa desburocratizar os processos de tramitação de cargas internacionais. Utilizado nos principais aeroportos do mundo, este sistema irá reduzir em 10% o tempo de desembarque das mercadorias no terminal.
Resultado de uma parceria entre a IATA (Associação Internacional de Transportes Aéreo) com a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos - com apoio da Receita Federal e das empresas Lufthansa e DB Schenker -, Viracopos será o primeiro aeroporto do país a adotar esta tecnologia.
"A homologação de Viracopos para a utilização do e-AWB trará mais agilidade às exportações
brasileiras, desburocratizar o processo, uma vez que desobriga a tramitação de cópias físicas do Conhecimento Aéreo, por meio da troca eletrônica dos dados entre os elos da cadeia logística, amparados por contratos regulamentados diretamente pela IATA e firmados entre as empresas participantes", explica Luiz Alberto Küster, diretor-presidente da Viracopos.

Inicialmente, o e-AWB será utilizado apenas na exportação. Para o início do próximo ano, a intenção é acrescentar novas empresas e rotas ao processo. Além disso, está previsto para o meio do que vem uma avaliação para implementação do sistema também na área de importação.

domingo, 3 de novembro de 2013

Antigo terminal da Pan Am em Nova York é demolido




Por DANIEL LEB SASAKI*
Demolição do terminal (Anthony Stramaglia/Divulgação)
Um símbolo dos tempos em que a aviação comercial era glamourosa está vindo abaixo. A Delta Air Lines e a Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, entidade que administra os aeroportos locais, decidiram aposentar o antigo Terminal 3 do Aeroporto Internacional John F. Kennedy, que durante 30 anos abrigou as operações da lendária Pan Am. O complexo está sendo demolido.
A Delta, que herdou a instalação em 1991, ano em que a Pan Am saiu do mercado, resolveu investir US$ 1,2 bilhão na expansão do Terminal 4, já em funcionamento. O motivo alegado: a infraestrutura antiga já não comportava com eficiência a quantidade de voos e as reclamações dos passageiros em relação ao desconforto eram frequentes.
Quando os planos para a demolição foram apresentados, em 2010, os nostálgicos reagiram. O antigo terminal, inaugurado em 1960 e mais tarde batizado Pan Am Worldport, é considerado um ícone da arquitetura space-age por causa de seu telhado com forma de disco voador.
Além disso, foi palco do nascimento da aviação a jato para as massas. Causou indignação o fato de ser destruído para dar lugar a uma área vazia para estacionamento de aviões. Em sua defesa, a Autoridade Portuária alegou que manter a estrutura seria inviável para um aeroporto que sofre com falta de espaço, como o JFK.
Ex-funcionários e admiradores da Pan Am formaram um grupo na internet para tentar reverter a decisão. Alistaram até mesmo a filha de um dos arquitetos do terminal.
Durante meses, entupiram os canais de comunicação da Delta e da Autoridade Portuária com mensagens de conteúdo preservacionista, e fizeram uma verdadeira cruzada junto a jornais e TVs locais. Também colheram depoimentos de personalidades, como Frank Abagnale Jr., o falsário que se passou por piloto nos anos 1960 e inspirou o filme “Prenda-me se for capaz” (2002), e o artista Milton Hebald, que projetou para a entrada do terminal uma escultura considerada, à época, a maior do mundo.
Terminal prestes a ser demolido (Anthony Stramaglia/Divulgação)
Tiveram pequenas vitórias. Por exemplo, em junho, o National Trust for Historic Preservation, entidade de relevância que defende a preservação de locais históricos, selecionou o terminal como um dos 11 Lugares Históricos Mais Ameaçados dos Estados Unidos, chamando a atenção dos norte-americanos para o assunto e propondo ações de salvamento.
Mas não foi o suficiente: os portões de embarque foram definitivamente fechados e em questão de dias os tratores entraram em cena.
Diante da crescente repercussão negativa, a Delta e a Autoridade Portuária dispararam um press release, afirmando que reconheciam a importância histórica do edifício. Comprometeram-se a criar uma homenagem ao Worldport no próprio aeroporto, incorporando artefatos, maquetes e fotografias. Mais um exemplo do poder das redes sociais.
O Worldport da Pan Am em 1961 (Jan Proctor/Wikimedia Commons)
Hoje, o cenário é de destruição. Em questão de meses, assim como a própria Pan Am, o Terminal 3 será só uma lembrança.

Daniel Leb Sasaki, jornalista, é autor do livro “Pouso forçado: a história por trás da destruição da Panair do Brasil pelo regime militar”

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Dono da Azul lança empresa de monitoramento inteligente


Nova empresa planeja oferecer sistemas com tecnologia Wi-Fi a preços competitivos

Agência Estado 
Agência Estado
Divulgação
A Vigzul foi lançada nesta quarta-feira (30) por David Neeleman, atual presidente da Azul
O fundador e presidente da Azul Linhas Aéreas, David Neeleman, lançou nesta quarta-feira (30), em evento em São Paulo a Vigzul, empresa de monitoramento inteligente para residências e pequenos varejos.
Com R$ 100 milhões de aporte do fundo de private equity Peterson Partners, do qual Neeleman é investidor, a nova companhia, com sede em Campinas (SP), quer oferecer a famílias de classe média sistemas de monitoramento com tecnologia Wi-Fi a preços competitivos.
"Temos, assim como a Azul, um plano de crescimento muito agressivo. Nos próximos seis anos, queremos estar em mais de 30 cidades do interior com mais de 400 mil habitantes", afirmou Paulo Amorim, presidente da nova empresa, que buscará replicar o mesmo modelo de gestão da companhia aérea de Neeleman, utilizando, por exemplo, o mesmo treinamento de call centers.
"Nosso padrão da Azul é serviço em todos os pontos de contato. Também queremos isso na Vigzul", diz Neeleman. A companhia foi inspirada na empresa americana de segurança Vivint, vendida em setembro do ano passado por US$ 2 bilhões.
A proposta é que "100% da cadeia de valor seja própria", dos vendedores aos técnicos, sem terceirização. O foco são cidades do interior. Porém, a estratégia da empresa para chegar às regiões metropolitanas será por meio de aquisições de outras pequenas companhias, que devem começar no ano que vem.

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