quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Conversa contra crise


Paralisação geral
A vida de Moreira Franco anda mais complicada a cada dia. Depois da ameaça de demissões de até 1 000 aeroviários pela TAM (Leia mais em: Pedido de socorro), hoje explodiu no país agreve nos aeroportos.
De manhã, Moreira recebeu o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas, Eduardo Sanovicz, e possivelmente se encontrará com os trabalhadores do setor.
Mas o que fazer para tentar contornar a crise do momento? Ao menos por enquanto, conversar, segundo Moreira:
- O Ministério do Trabalho está se movimentando no aspecto que lhe cabe. Nós vamos sentar e conversar e, quem sabe, identificar saídas no âmbito econômico do problema.
Por Lauro Jardim

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Os lobbies dos aeroportos

14:22 \ Brasil


Galeão: próxima concessão
Até agora, os lobbies das atuais concessionárias de Guarulhos e JK (Brasília) não conseguiram mudar uma vírgula da intenção do governo de proibi-los de participar dos leilões de concessão doGaleão e de Confins.
Em compensação, não têm por que perderem a esperança: a data do leilão ainda não foi marcada, embora espera-se que aconteça neste segundo semestre.
Por Lauro Jardim

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Mais dois


Mais um ponto para jatinhos
Além do aeroporto para jatos privados de São Paulo que está sendo anunciado esta semana (leia mais em Nos ares) , outros dois receberam esta semana o o.k. do governo federal. Um será instalado em Barretos pelo grupo JHSF e o outro na capital.
Por Lauro Jardim

terça-feira, 23 de julho de 2013

SP terá novo aeroporto para jatos executivos

Entrevista


Brasil Econômico   Érica Ribeiro e Paulo Henrique de Noronha (redacao@brasileconomico.com.br)
23/07/13 09:44
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Moreira Franco defende que os aeroportos mudem sua cultura de atendimento ao passageiro, que deve ser tratado como um cliente
Moreira Franco defende que os aeroportos mudem sua cultura de atendimento ao passageiro, que deve ser tratado como um cliente

Comunidade

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Segundo Wellington Franco, a medida vai desafogar a movimentação em Congonhas, Guarulhos e no Campo de Marte.

O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wellington Moreira Franco, vai assinar, nessa quinta-feira, autorização para construção de mais um aeroporto na região da Grande São Paulo, voltado para o mercado de aviação geral - helicópteros, táxis aéreos e jatos executivos.
Segundo o ministro, a medida vai desafogar a movimentação em Congonhas, Guarulhos e no Campo de Marte. Moreira Franco defende que os aeroportos mudem sua cultura de atendimento ao passageiro, que deve ser tratado como um cliente, pois ele paga pelos serviços.
Qual o balanço que o senhor faz dos nossos aeroportos na Copa das Confederações e agora na Jornada Mundial da Juventude?
O Estado brasileiro ficou muitos anos sem recursos para fazer investimentos. Com isso, não só a infraestrutura aeroportuária se degradou, mas também estradas, ferrovias, portos, a infraestrutura de um modo geral caiu muito. Só no segundo mandato do presidente Lula o poder público voltou a ter a capacidade de intervir, de ter programas, porque logo após a crise de 1982 veio uma crise monetária e fiscal e ficamos até 2008 em cima das dificuldades de recompor moeda, combater inflação, ter equilíbrio macroeconômico. Depois dessas conquistas, surge o Minha Casa Minha Vida e o PAC, entre outros programas. Agora, no governo Dilma, o governo montou um plano para enfrentar a crise aeroportuária, que consiste, primeiro, no programa de concessão dos principais aeroportos, com o objetivo de trazer para o ambiente aeroportuário brasileiro a cultura e o conhecimento da operação. Até então, era a Infraero que fazia tudo. Era um monopólio público e a culpa era sempre da Infraero e do governo. Só que hoje não é só o rico que viaja de avião, todo mundo viaja de avião, o cenário é outro. O Brasil é o terceiro mercado, depois de China e Estados Unidos. E isso dá a dimensão da pressão sobre a estrutura aeroportuária, que é muito deficiente ainda.
Por isso o caminho para a concessão dos aeroportos...

Quando se fez a concessão, primeiro tínhamos a consciência de que o capital público não é o suficiente. É preciso atrair a iniciativa privada. Em segundo lugar, é preciso trazer a cultura da operação de um aeroporto. Além disso, temos que acabar com o monopólio, seja público ou privado. E é preciso garantir ao passageiro o tratamento de cliente. Com o monopólio, não dava. Você entrava no aeroporto e era tratado como alguém que estava recebendo um favor, e pagava por tudo. E quando você atrai grupos estrangeiros para operar os aeroportos, você traz também uma cultura de cliente. E essa cultura vai atingir também o que ficar com a Infraero, pois os brasileiros vão comparar como está o aeroporto de Guarulhos, que é concedido, com o de Salvador, que é da Infraero.
Do ponto de vista do passageiro, o que incomoda mais?
A péssima qualidade do atendimento. Por exemplo, só agora teremos um plano de contingência para o fechamento dos aeroportos de Santos Dumont e Congonhas. Antes, o passageiro era informado que o aeroporto estava fechado, mas ficava sem saber se o comando era da empresa aérea ou da Infraero. E um ficava jogando a responsabilidade para o outro. O fundamental é que o passageiro tem que ser tratado como cliente, pois ele está pagando pelo serviço.
Há tempo hábil para se fazer mudanças no Galeão com licitações normais ou, por conta da proximidade da Copa, teremos que recorrer a contratações emergenciais de última hora?
A legislação licitatória já está pronta. Semana passada dei até uma resposta ao presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, que estava dizendo que precisávamos ter pressa em relação ao Galeão. Eu disse a ele para "ficar frio", porque, antes de 2016, nós vamos garantir ao passageiro brasileiro melhores condições de operação. Nós temos uma responsabilidade, que é garantir ao passageiro brasileiro uma melhor qualidade para o serviço que ele paga, e consequentemente quem vier para a Copa ou Olimpíada vai ser beneficiado com isso.
Como os aeroportos se saíram na Copa das Confedeações?

Se saíram muito bem. No jogo da final, o Santos Dumont teve o maior número de passageiros da história do aeroporto e não tivemos problemas. Todas as medidas foram tomadas para a vinda do Papa- que chegou ontem ao Rio. Temos planos de contingência para Santos Dumont e Galeão. Nosso desafio, repito, é garantir mudanças profundas na estrutura aeroportuária. Além das concessões, temos o PAC aeroportuário, que são obras em 20 aeroportos da Infraero. Algumas obras estão atrasadas porque os projetos de engenharia eram muito ruins, e temos problemas de licitação, pois os critérios não necessariamente nos dão a possibildiade de ter as melhores empresas, mas sim aquelas que têm o preço mais barato.
Quanto é que está se investindo no PAC dos aeroportos?

O conjunto dos investimentos, que pega as obras de concessão mais os 20 aeroportos da Infraero e o programa de aviação regional, dá algo em torno de R$ 16 bilhões a R$ 17 bilhões.

É possível mudar a Infraero? Porque não é só a questão de obras, tem o atendimento, a qualidade...

Queremos criar a Infraero Serviços, com a participação de operadores internacionais. Porque para a melhoria da produtividade - e melhor atendimento é uma questão de produtividade - você precisa de experiência, que a Infraero tem, mas precisa de conhecimento também. Creio que com o tempo teremos uma Infraero absolutamente inserida no mundo civil, com valores que são fundamentais: transparência, concorrência, respeito ao cliente, noção da prestação de serviço.

E a aviação regional?
O programa de aviação regional, que abrange 270 aeroportos, vai permitir que as pessoas possam usar esse modal para as suas atividades de modo geral. E haverá subsídios para baratear a passagem. A referência vai ser o preço da passagem de ônibus.
Qual seria o caminho para atrair mais empresas aéreas?
Temos hoje quatro empresas de maior porte e uma dezena de empresas de pequeno porte que se dedicam à atividade regional. Mas se não tivermos um negócio viável e robusto, vamos ter problemas. No Brasil e no mundo, o negócio de aviação é muito delicado. Aqui, temos o combustível de aviação mais caro do mundo porque o preço tem como referência o mercado internacional. O negócio da aviação é muito dependente do câmbio. Isso impacta no preço do combustível e do leasing, que é em dólar.
Havendo mais concorrência, já que tivemos mais empresas antes no país, o custo para o passageiro seria menor?

Se nós tivessemos mais empresas, melhoraria. Mas é o mercado que determina isso. No meu ponto de vista, é preciso uma política que permita que as empresas se robusteçam e que crie conduções mais atraentes para o setor.

Há espaço para mais aeroportos em São Paulo?
Na quinta-feira (25/07) nós vamos assinar uma autorização para construção na Grande São Paulo de um aeroporto para a aviação geral ( helicópteros, táxis aéreos e jatos executivos). E temos um estudo do Decea dizendo que há mercado para mais aeroportos em São Paulo.
Sobre a compra da TAP por uma empresa brasileira, talvez Avianca ou Azul, em que pé está isso?

Eu recebi o embaixador português semana passada e ele reafirmou o interesse do governo na venda da TAP. Existe por parte do governo brasileiro disposição para ajudar o grupo que queira comprar. A Avianca já havia demonstrado interesse.
Há dois meses o quadro político no Brasil dava como garantida a reeleição da presidente Dilma Roussef e de governadores do PMDB. Agora o quadro mudou. PT e PMDB falharam?

Mudou o quadro, sem dúvida. Há uma demanda muito clara por eficiência e moralidade. São dois princípios da administração pública na Constituição. Não diria que PT e PMDB falharam. No mundo todo existe hoje uma demanda por moralidade. A atuação pública impõe o engajamento com o princípio de servir ao público.Há uma demanda por transparência. As pessoas querem saber que decisões foram tomadas, para quê e para servir a quem.
O senhor acha que a reforma política vai dar resposta às ruas?

O que as ruas querem é eficiência e moralidade. E há outra constatação, que é mais ampla do que a reforma política. O nível de participação da sociedade está muito baixo. No mundo todo existe uma demanda pela criação de mecanismos de participação que sejam contemporâneos aos recursos tecnológicos colocados à disposição do cidadão. O cidadão tem hoje um volume de informação sobre o dia a dia da gestão pública que não é correspondido pelas possibilidades de participação. Os partidos representam muito pouco, as ruas dizem: "Vocês não me representam". A agenda normal do parlamento está distante do ambiente da rua, e isso não acontece só no Brasil.
Uma reforma política com essa sensação de falta de representatividade não pode resultar em um enfraquecimento dos partidos? É possível democracia forte com partidos enfraquecidos?

Cada vez mais temos que entender que todas as lantejoulas e paetês colocados em torno do exercício da função pública estão perdendo a consistência e o conteúdo. Isso significa que é preciso cuidar das coisas simples e diretas para resolver os problemas do dia a dia das pessoas em suas cidades.
O governador Sérgio Cabral, no Rio, foi um dos grandes afetados, pois continua sendo alvo de fortes manifestações populares. Será que ele conseguirá eleger seu sucessor?
Acho que sim, mas ainda é muito cedo para saber. Setembro (prazo máximo para que os políticos se filiem aos partidos para o próximo pleito) será um mês chave, quando teremos uma ideia melhor de todo o cenário político de 2014.
E a presidente Dilma, ainda tem chances para 2014?
Claro que sim.
Mesmo com a divisão interna do PMDB?
Hoje, nós praticamente não temos oposição, ela é fraca e não tem proposta de governo. Assim, é natural que surja uma oposição em nossas próprias bases. Me preocupa mais é a divisão interna no PT, que é o partido que tem maior representação no Estado. A divisão dos petistas traz inquietações para a base aliada. Mas eu não vejo outro futuro que não a continuidade da aliança dos atuais partidos da base.
Inclusive com o PSB do governador Eduardo Campos?
De toda a base aliada.
Quando o senhor estava na Secretaria de Assuntos Estratégicos, foi feita uma pesquisa sobre as aspirações da classe média. Ali já era possível perceber as raízes dessas manifestações?
Com certeza. Isso é fruto da formação de renda de uma classe média que entrou no mercado formal e passou a pagar imposto de renda. A maioria é de jovens, mulheres e negros que não tiveram a vivência de seus pais, mas por outro lado têm mais educação e contribuem mais com impostos. Por isso, se sentem mais protagonistas e no direito de exigir mais. Eles têm esse sentimento de "eu faço parte disso, eu existo" e, consequentemente, "eu quero".

domingo, 21 de julho de 2013

Nos ares

8:34 \ Economia


Investimento bilionário
São Paulo ganhará no fim de 2014 seu primeiro aeroporto privado exclusivo para jatos executivos e táxis aéreos. Na quinta-feira, será assinado o contrato de autorização do empreendimento de 1 bilhão de reais.
Por Lauro Jardim

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Greve marcada

17:23 \ Economia


Paralisação à vista
Depois de meses de negociação sem resultado com a Infraero. O Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) aprovou a realização de uma greve a partir do dia 31 de julho. Para não serem acusados de oportunistas, a paralisação foi marcada para depois da Jornada Mundial da Juventude.
O Sina tem várias demandas: vale-alimentação, plano de saúde, adicional noturno e por aí vai.
Por Lauro Jardim

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Governo de SP anuncia concessão de cinco aeroportos

18 de junho de 2013


Primeiro lote envolve terminais aéreos do interior e do litoral paulista
 

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deu início ontem, dia 17, ao projeto de concessão dos primeiros cinco aeroportos regionais: Campos dos Amarais, localizado em Campinas; Comandante Rolim Adolfo Amaro, em Jundiaí; Artur Siqueira, em Bragança Paulista; Gastão Madeira, em Ubatuba; e Antônio Ribeiro Nogueira Jr., em Itanhaém. O estado prevê conceder, ao todo, 19 aeroportos à iniciativa privada, cujos investimentos que devem chegar a R$ 1,6 bilhão.
O projeto para a concessão foi realizado pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) – órgão vinculado à Secretaria de Logística e Transportes (SLT), que administra os aeroportos desde 1981 – que também será responsável pela coordenação de todo o processo de transição. O programa terá continuidade assim que terminar a fase de estudos por parte da Secretaria de Aviação Civil (SAC) da Presidência da República.
O aeroporto campineiro recebeu, em 2012, 28.200 usuários, registrando 33.500 pousos e decolagens. Em Jundiaí foram 21.031 passageiros em 99.284 pousos e decolagens no acumulado do ano passado. O terminal aéreo de Bragança Paulista apresentou um total de 43.850 usuários em 42.936 pousos e decolagens no mesmo período. Gastão Madeira, em Ubatuba, recebeu 7.356 passageiros e 1.142 pousos e decolagens. Por fim, passaram pelo aeroporto de Itanhaém, de janeiro a dezembro do ano passado, 5.340 usuários em 10.809 pousos e decolagens.
Foto de capa: Aeroporto Antônio Ribeiro Nogueira Jr., em Itanhaém

Companhias aéreas de Marrocos, Emirados Árabes e Etiópia miram mercado brasileiro


Enquanto a Etihad irá ampliar o número de voos para Abu Dhabi, a Ethiopian e a Royal Air Maroc inauguram serviços
 
 
A Royal Air Maroc, companhia aérea marroquina, a Etihad, dos Emiradores Árabes Unidos, e a Ethiopian Airlines, da Etiópia, irão começar a operar voos para o Brasil ou ampliar a frequência. A Royal Air Maroc volta a decolar do Brasil em 20 de dezembro desse ano – a companhia chegou a operar a rota Rio-Casablanca, cancelada em 1992 –, enquanto a Ethiopian em julho. A Etihade expande as opções de voos em agosto, passando a voar diariamente.

Divulgação/Ethiopian Airlines


A empresa marroquina fará a rota Casablanca-São Paulo, com três voos semanais entre as cidades. Os voos de Casablanca para São Paulo acontecerão às segundas, quartas e sextas-feiras, enquanto os voos da capital paulista para o Marrocos serão às terças, quartas e sextas-feiras. As passagens já estão à venda no site da Royal Air Maroc. O voo inaugural da companhia, de Casablanca a São Paulo, sai por 6.382 dirhans marroquinos, ou R$ 1.665 (um trecho).

O avião usado para os voos ao Brasil será o Boeing 767-300ER que, segundo a fabricante, tem capacidade de 218 a 350 passageiros, dependendo do número de classes de cada modelo. Os Boeings deste tipo já usados pela Royal Air Maroc têm capacidade para cerca de 240 passageiros, segundo o site da companhia.

Já a Etihad, que opera desde o início deste mês, três voos semanais entre São Paulo e Abu Dhabi, passa a oferecer viagens diárias. Segundo a companhia, o serviço diário aumentará o número de assentos oferecidos semanalmente entre Abu Dhabi e São Paulo para 3.360. A empresa continuará operando aeronaves Airbus A340-500, com capacidade para 240 passageiros em três classes de serviço, sendo 12 na Diamond First Class, 28 na Pearl Business Class e 200 na Coral Economy Class.
Os passageiros que partem de São Paulo podem fazer conexão com mais de 350 voos por semana para destinos em todo o Golfo, Norte da África, Mediterrâneo e Ásia.

Por fim, a Ethiopian Airlines, traz ao Brasil o avião Boeing 787 Dreamliner. Usando esse novo modelo de aeronave, a companhia inaugura no dia 1º de julho uma rota entre a capital etíope, Adis Abeba, e São Paulo, passando por Lomé, no Togo, e Rio de Janeiro. A companhia deverá operar três voos semanais, com chegadas ao Brasil às segundas, quartas e sábados, e saídas para a Etiópia às terças, quintas e domingos.

De acordo com a representação da Ethiopian no Brasil, um dos objetivos da nova rota é oferecer uma alternativa mais curta de viagem para os brasileiros que trabalham na África Ocidental, que poderão fazer conexão em Lomé para países daquela região, como a Nigéria. Outra meta é levar mais turistas para a Etiópia, país ainda pouco conhecido pelos brasileiros.

Finalmente, de Adis Abeba, os viajantes terão a opção de fazer conexão para uma série de destinos na África Oriental, Oriente Médio e Extremo Oriente, como Israel, Índia, Seychelles, China e Egito.

* Com informações da ANBA (Agência de Notícias Brasil Árabe)

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Gastos com aeroportos 'explodem', e Governo confirma custo da Copa-2014 em 28,1 bilhões

Atualizado: 24/06/2013 17:15 | Por Tiago Leme, do Rio de Janeiro (RJ), para o ESPN.com.br- espn.com.br


Os gastos com aeroportos subiram 23,5% nos últimos três meses e foram o principal motivo por elevar o custo da Copa do Mundo de 2014 para R$ 28,1 bilhões...



Os gastos com aeroportos subiram 23,5% nos últimos três meses e foram o principal motivo por elevar o custo da Copa do Mundo de 2014 para R$ 28,1 bilhões. O valor total foi divulgado pelo o secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luiz Fernandes, na semana passada e confirmado com detalhes pelo Governo, nesta segunda-feira. Obras nos estádios e de mobilidade urbana também contribuíram para que o custo total do Mundial aumentasse em 10% desde abril, quando era de R$ 25,5 bilhões. O valor, no entanto, ainda está dentro do orçamento estimado inicialmente, que era de R$ 33 bilhões.
Em entrevista coletiva realizada no Maracanã, no Rio de Janeiro, o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, esteve ao lado de Luis Fernandes, de Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, e de Ricardo Trade, diretor-geral do COL (Comitê Organizador Local). Na tentativa de defender o Governo Federal das reclamações expostas pela população nas manifestações pelas ruas do Brasil, números dos investimentos na Copa foram apresentados.
O principal aumento foi nos aeroportos, já que a previsão de investimentos no setor subiu de R$ 6,8 bilhões para 8,4 bilhões nos últimos três meses, um aumento de 23,5%. No mesmo período, o custo dos estádios também aumentou de R$ 7,1 bilhões para R$ 7,6 bilhões (7%), enquanto os gastos com a mobilidade urbana cresceram de R$ 8,5 bilhões para R$ 8,9 bilhões (4,7%). Os outros investimentos, como em portos, telecomunicações, segurança e turismo, se mantiveram praticamente estáveis desde abril, com R$ 3,2 bilhões todos juntos.
De acordo com os números apresentados por Luís Fernandes, secretário-executivo do Ministério do Esporte, foram os gastos de recursos privados os grandes responsáveis por esse aumento considerável, passando de R$ 4,2 bilhões em abril para R$ 5,6 bilhões agora em junho. Já os governos estaduais e prefeituras dos municípios passaram a gastar 7,6 bilhões, contra os R$ 6,2 bilhões previstos anteriormente, O investimento do Governo Federal subiu de R$ 6,5 bilhões para R$ 8,7 bilhões.
"A Copa das Confederações e a Copa do Mundo representam uma oportunidade histórica para promover o desenvolvimento do pais. O Brasil é um país em desenvolvimento, diferentemente da Alemanha e da Inglaterra. A Copa alavancou e adiantou investimentos essenciais em infraestrutura e serviços, que teriam que ser realizados no Brasil independentemente das competições. O ponto básico é que se trata de um plano estratégico de investimentos no desenvolvimento do Brasil, a partir da oportunidade da Copa do Mundo. Não é custo da Copa, é oportunidade para produzir desenvolvimento nacional", explicou Luís Fernandes, nesta segunda.
O ministro Aldo Rebelo reforço as palavras do secretário, garantiu que os ivestimentos feitos pelo Governo deixarão legados no país e que áreas essenciais, como saúde e educação, não estão sendo prejudicadas.
"Há um debate do que são investimentos e do que são gastos para a Copa. No caso dos estádios, não há gastos do Governo, o que há são empréstimos junto ao BNDES. Há também a comparação daquilo que o Governo investiu na Copa com os gastos de saúde e educação. Não há desvio de recursos destinados à saúde e educação para obras da Copas ou construção de estádios", afirmou Rebelo.

Veja fotos dos protestos contra a Copa que acontecem pelo Brasil:

terça-feira, 11 de junho de 2013

Frota mundial de aviões vai dobrar em 20 anos, prevê Boeing

11/06/2013 - 09h32


DA REUTERS
Atualizado às 14h10.
A fabricante de aviões Boeing elevou nesta terça-feira (11) sua expectativa de demanda por aviões para os próximos 20 anos.
A empresa disse que as companhias aéreas precisarão de 35.280 novas aeronaves avaliadas em US$ 4,8 trilhões e que a frota mundial deve dobrar nas próximas duas décadas.
A nova estimativa representa um incremento de 3,8% sobre a expectativa anterior da Boeing e antecipa uma melhora na frequência de viagens na região Ásia-Pacífico que manterá as taxas de produção nas fábricas de aviões subindo.
A fabricante estimou ainda que o tráfego de passageiros e carga crescerá 5% ao ano.
A Boeing previu ainda que as empresas aéreas precisarão de 24.670 jatos de corredor único, no valor de US$ 2,29 trilhões de dólares a preços de lista. A estimativa anterior contava com uma demanda por 23.240 jatos. A categoria inclui alguns dos modelos mais vendidos de aeronaves, como o Boeing 737 e o Airbus A320.
A previsão para aviões de dois corredores como o Boeing 777 e os modelos da Airbus A330 e A350 caiu 1,5%, para 7.830 unidades, disse a Boeing.
Para os modelos jumbo Boeing 747 e Airbus A380, a expectativa caiu 3,8% para 760 aviões, ante 790 estimados no ano passado.
A previsão da Boeing para jatos regionais montados pela canadense Bombardier e pela brasileira Embraer ficou inalterada em 2.020 aviões.
HELICÓPTEROS
A Boeing recebeu duas encomendas bilionárias de helicópteros feitas pelo governo do Estados Unidos, catapultando a carteira de pedidos em um momento em que o país está reduzindo seu orçamento geral para fins militares.
A Marinha dos EUA anunciou na segunda-feira (10) que planeja assinar contrato de cinco anos avaliado em cerca de us$ 6,5 bilhões que envolve 99 helicópteros V-22, construídos pela Boeing e pela Bell, unidade da Textron. Nesta terça-feira (11), a Boeing e o Exército dos EUA anunciaram acordo separado avaliado em us$ 4 bilhões sobre entrega de mais 177 helicópteros CH-47 Chinook, além de opções para até 38 unidades do modelo.
Os contratos, que têm valor combinado de mais de us$ 10 bilhões, ajudarão a sustentar as receitas da Boeing em um momento em que outras empresas estão vendo queda nas encomendas.
"Estou extremamente otimista sobre a indústria de aeronaves com rotores", disse Leanne Caret, vice-presidente da área de voo vertical da divisão de aeronaves militares da Boeing.
Caret afirmou que a Boeing espera dobrar suas receitas com aeronaves de rotores até 2030, mas evitou dar metas financeiras para o segmento.
A Boeing informou que há 807 helicópteros CH-47 em serviço em todo o mundo, incluindo 528 operados pelas Forças Armadas dos EUA. Nos próximos anos, a empresa disse ver oportunidades para vender centenas de helicópteros para os EUA e exércitos de outros países, incluindo 35 para a Arábia Saudita e 15 para a Índia.