terça-feira, 14 de maio de 2013

TAM demite pilotos que deixaram Latino entrar na cabine durante voo



G1 14/05/2013 07h00
 
A TAM demitiu o comandante e o copiloto que deixaram o cantor Latino entrar na cabine de um Airbus durante um voo.

A companhia considerou como “falta grave” o desrespeito à norma que proíbe o ingresso de pessoas não autorizadas à cabine de comando e que é uma norma internacional após os atentados de 11 de Setembro de 2001, em que terroristas jogaram dois aviões contra o World Trade Center, nos Estados Unidos.

A empresa não informou se os pilotos foram demitidos por justa causa ou não. O G1 questionou a assessoria do cantor, mas ele não se posicionou sobre a demissão.

Latino postou no Instagram, em 29 de abril, quatro fotos em que aparece usando fone de ouvido e sentado na cadeira da esquerda da cabine de um voo da TAM, que seguia de Recife para o Rio de Janeiro em 28 de abril. A cabine aparece escura e os manetes de potência, além de outros instrumentos, aparecem acionados - o que indica que o avião estava em voo.
 
Em seu perfil oficial no Facebook (facebook.com/latinofesta), Latino publicou um post no qual linkava para as fotos em seu perfil no Instagram. No post do Facebook, com data de 29 de abril, o cantor escreve: "Foi assim a minha primeira experiência ontem como co-piloto !! Ja comecei por cima num 737. Amei…". (Observação: o cantor menciona estar em um 737, um avião da Boeing; na verdade, ele tirou a foto dentro de um Airbus.)

A companhia informou em nota que identificou a situação em que as fotos foram tiradas e que “as devidas ações disciplinares e de prevenção para que ocorrências similares não voltem a acontecer foram tomadas”.

Segundo o diretor de segurança do Sindicato dos Aeronautas, Carlos Camacho, uma falha grave da tripulação é passível de até 29 dias de suspensão ou de demissão. A empresa tem alguns dias para notificar o sindicato para a homologação, caso não seja por justa causa. Se for por justa causa, o sindicato encaminha o caso para a Delegacia Regional do Trabalho, diz ele.

“A empresa vai usar as notícias publicadas pela imprensa e o manual geral de operações para comprovar que a medida tomada pelos pilotos foi uma violação grave de segurança, que é uma cláusula pétrea das operações aéreas”, argumenta Camacho.

“O copiloto foi demitido junto para mostrar que ele também tinha poder para impedir. As responsabilidades, na cabine, são divididas. A decisão dos dois (de autorizar Latino a entrar irregularmente na cabine) não foi um erro intencional, mas foi algo equivocado”, argumenta Camacho.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) abriu um processo administrativo para apurar fotos postadas em redes sociais pelo cantor e notificou a TAM a explicar o que ocorreu. Os pilotos que deixaram Latino entrar na cabine podem receber multas que variam entre R$ 2 mil e R$ 5 mil. Já a TAM, pode ser multada em até R$ 20 mil. A investigação ainda está em andamento.

Veja a nota da TAM sobre o caso:
"A TAM informa que a situação em que as fotos foram tiradas foi totalmente identificada, e que as devidas ações disciplinares e de prevenção para que ocorrências similares não voltem a acontecer foram tomadas. A companhia reitera que veta o ingresso de pessoas não autorizadas à cabine de comando durante o voo e que considera falta grave o desrespeito a essa norma."

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Aeroporto de Cumbica ganhará sistema de câmeras inteligentes


30/04/2013 13h11 - Atualizado em 30/04/2013 14h57


Anúncio foi feito nesta terça durante vistoria do ministro da Aviação Civil.
Edifício garagem do aeroporto de Guarulhos começa a funcionar em maio.

Rosanne D'AgostinoDo G1 São Paulo, em Guarulhos
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Obras de edifício garagem de Cumbica estão dentro do cronograma (Foto: Rosanne D'Agostino)Obras de edifício garagem de Cumbica estão
dentro do cronograma (Foto: Rosanne D'Agostino)
O Aeroporto Internacional de São Paulo, emGuarulhos, na região metropolitana, deverá ganhar câmeras de segurança inteligentes para monitoramento de irregularidades em seus terminais. O anúncio foi feito nesta terça-feira (30) pelo presidente da concessionária que administra o aeroporto, Antonio Miguel Marques, durante visita do ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wellington Moreira Franco, nas obras do edifício garagem do terminal, que deverá ser entregue em maio deste ano.
“Nós estamos ampliando o parque de monitoramento eletrônico. Vamos chegar ao total de 6 mil câmeras, atualmente são cerca de 2 mil. Um monitoramento de quase 100% de todo o sítio aeroportuário com a introdução de uma camada de inteligência nessas câmeras”, afirmou Marques.
“O nível de inteligência será introduzido. Havendo alguma irregularidade, esse sistema coloca na tela aquela irregularidade. Por exemplo, uma mala abandonada no corredor. Aquela câmera está programada para, se não tiver movimento naquela mala por 'x' segundos, aquela imagem sobe imediatamente para o sistema de monitoramento”, afirma. “É um programa de quatro anos para implantação de tudo.”
Vistorias
Durante a vistoria, o ministro Moreira Franco, da aviação civil, afirmou que as obras estão dentro do cronograma previsto para a Copa de 2014. “Não tenho a menor dúvida de que a meta será cumprida”, afirmou. Segundo o ministro, o objetivo é “dar ao usuário o tratamento de cliente, qualidade, preço, segurança. Saio daqui muito bem impressionado com o que eu vi."
Segundo o GRU Airport, o novo estacionamento coberto terá 2.644 vagas, oito andares e funcionará 24 horas. Os preços ainda não foram definidos. Inicialmente, os passageiros serão levados aos terminais 1 e 2 por meio de vans. Quando o terminal 3 estiver pronto, o que deve ocorrer em abril de 2014, a garagem será integrada com esteiras rolantes.
Segundo o ministro, a primeira etapa de investimentos em aeroportos tem como prioridade a Copa das Confederações. Em seguida, obras para a Copa do Mundo, com um investimento total em torno de R$ 7 bilhões até as Olimpíadas de 2016.
“Estamos montando um grupo de acompanhamento de obras para que possamos não só obter as informações que venham dos consórcios, das empreiteiras, como da Infraero, para que esses contratos sejam rigorosamente cumpridos”, disse.
Outras melhorias
Ainda conforme o presidente da GRU, Antonio Miguel Marques, tiveram início reformas nas pistas e estão previstas as ampliações para 2014. “Várias melhorias já começam a entrar em operação nos terminais 1 e 2, como os check-ins compartilhados. No meio do ano todos os totens do check-in do aeroporto poderão ser usados por qualquer companhia aéreas e por qualquer passageiro”, afirma.
“Dois meses depois, nós entramos com o sistema onde o passageiro pode imprimir suas etiquetas de bagagem, ele mesmo colocar na mala e despachar no balcão. Em seguida nós estamos entrando com melhorias operacionais de sistema”, informou.
Já o novo terminal 3, que adiciona de imediato 12 milhões de passageiros por ano na Copa de 2014, em seguida será duplicado até as Olimpíadas. Guarulhos opera hoje em três terminais cerca de 35 milhões de passageiros por ano. O terminal está com cerca de 40% da obra concluída, segundo o GRU.
Segundo Marques, a concepção de projeto prevê que a primeira pessoa que o passageiro vai ver no aeroporto será na hora de entrar no avião. “Nós teremos todo o despacho de check-in, de bagagem, de entrada no saguão e de imigração de forma eletrônica. E na entrada do avião é que ele será checado com o ticket de embarque pela companhia aérea.”
Rio de Janeiro
O ministro também afirmou que o edital de concessão para obras no Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, será lançado em setembro. “Nós queremos ampliar, melhorar o sistema todo”, disse Moreira Franco.
“Queremos que o sistema esteja preparado para cuidar desse evento [Copa das Confederações]. No caso do Galeão, acrescenta-se o encontro do Papa com os jovens. É a oportunidade de testar o planejamento operacional que fizemos, que o plano aéreo aprovou a semana passada, e também os planos de contingência dos aeroportos que estão sob comando da Infraero, especificamente para a Copa das Confederações”, afirmou o ministro
“Estamos sendo pressionados não só pelos grandes eventos, mas, sobretudo, pelo aumento da quantidade de usuários do sistema aéreo brasileiro. Então, nós temos obrigação de garantir a esses usuários qualidade de serviço”, disse.
“A grande preocupação que nós temos é com o Galeão, mas vamos lançar o edital em setembro, e creio que, se tivermos experiências tão bem sucedidas como estamos tendo aqui, como tivemos em Brasília. Se estão dando certo, o sistema tem tudo para dar certo também”, disse.

Aeroporto de São Bernardo é prioridade, diz ministra


sábado, 27 de abril de 2013 10:09


Raphael Rocha 
Do Diário do Grande ABC

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A ministra de Planejamento e Orçamento, Miriam Belchior, disse que o projeto de construção do aeroporto de carga e executivo em São Bernardo é prioridade no governo federal. "Claro que precisamos resolver os aeroportos para a Copa (do Mundo, em 2014), principalmente os que estão saturados. Mas, dentre os novos investimentos, esse (plano de São Bernardo) está sendo estudado. É uma das prioridades", disse a ministra, que participou do lançamento do PPA (Plano Plurianual) participativo, no Teatro Cacilda Becker.
O planejamento foi encaminhado pelo prefeito Luiz Marinho (PT) no fim de 2011 para a presidente Dilma Rousseff (PT), como o Diário adiantou com exclusividade à época. Funcionaria apenas para tráfego de mercadorias e voos fretados, fechado para aviação comercial.
Em janeiro de 2012, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, classificou a proposta do chefe do Executivo de São Bernardo como interessante, o que colocou a cidade como favorita para acolher o terceiro terminal aeroviário da Região Metropolitana - além de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, e Cumbica, em Guarulhos.
Segundo Marinho, a construção do aeroporto no município já conta com parceiros da iniciativa privada, que se comprometeram a custear o projeto executivo - etapa primordial para execução do terminal. O petista garantiu que não colocará dinheiro público no empreendimento.
"(A sugestão) Está consignada no governo (federal) e aguardando a definição do governo para ser tocado. Os investidores trabalham no projeto, que é de grande investimento, antes mesmo de se botar um prego ou fazer um buraco. Só o projeto (executivo) em si custa milhões", disse o petista, sem projetar gastos.
Além de São Bernardo, Mogi das Cruzes está no páreo para acolher a terceira estação aeroviária da Grande São Paulo. Marinho afirmou que, dentre os projetos colocados na mesa de Dilma, o de São Bernardo "é de longe o melhor."
A Prefeitura protocolou a área que poderia receber o aeroporto, mas Marinho não revelou o terreno "para evitar especulação imobiliária". Porém, comenta-se que o espaço está situado perto do Trecho Sul do Rodoanel com a Rodovia dos Imigrantes. Como a intenção é a edificação de terminal de cargas, a área serviria para escoar os produtos que chegarem à cidade.
Ontem, o prefeito admitiu que o empreendimento pode ser localizado em área de manancial - o terreno entre o Rodoanel e a Imigrantes está cravada em terreno de proteção ambiental. "Os investidores têm de ter consciência que precisará respeitar a lei de compensação ambiental. Para ter o terreno A, precisará comprar um A e um B, para essa compensação", comentou o petista. De acordo com Marinho, 50% do município está situado em área de manancial.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Aeroporto de Parintins volta a funcionar em período integral, no AM


25/04/2013 23h08 - Atualizado em 25/04/2013 23h40


Liminar reabriu o aeroporto para voos diurnos.
Terminal havia sido parcialmente fechado por risco aviário.

Do G1 AM
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Aeroporto de Parintins opera apenas com voos noturnos (Foto: Adeison Severiano/G1 AM)Aeroporto de Parintins operava apenas com voos noturnos (Foto: Adeison Severiano/G1 AM)
O aeroporto Júlio Belém, no município de Parintins, distante 369Km de Manaus, foi reaberto na tarde desta quinta-feira (25) para a operação de pousos e decolagens no período integral. Desde 2010, o local funcionava apenas com voos nortunos, devido ao risco aviário com a presença de urubus na área operacional, atraídos pela antiga lixeira a céu aberto, nas proximidades do terminal.
De acordo com o secretário Estadual de Cultura Robério Braga,  a liberação do aeroporto se deu por determinação judicial. O juiz federal da 7ª Vara Criminal, Dimis da Costa Braga, o mesmo que em 2011 interditou parcialmente o aeroporto, concedeu liminar determinando a reabertura do Julio Belém.
O juiz não condicionou qualquer parecer prévio da Agência Nacional de Aviaçãpo Civil (ANAC) ou do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), no entanto, deu prazo de 30 dias para a realização de novos estudos técnicos dos dois órgãos.
Fechamento
Na época da interdição parcial, o juiz justificou que não foram apresentados para a Anac, Ibama, ou qualquer outro órgão, algum relatório técnico informando a Justiça Federal das condições de operar com voos diurnos, mediante às providencias adotadas pela Prefeitura, na administração passada.
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Pista de pousos e decolagens do aeroporto (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)Pista de pousos e decolagens do aeroporto (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)
Investimentos
No primeiro trimestre deste ano, a Prefeitura de Parintins aplicou cerca de R$ 2,5 milhões de investimento nas adequações da lixeira pública, que agora é um aterro controlado e no Matadouro Municipal. Os locais foram apontados por laudos técnicos do IPAAM como sendo lugares de grande concentração de urubus.
De acordo com a secretária de serviços públicos, Fabiana Campelo, todas as exigências técnicas para a implantação do aterro controlado foram tomadas, como a definição de áreas específicas e formação de taludes para o depósito dos resíduos domiciliares e comerciais, resíduos volumosos, que são os resíduos de limpeza pública, de construção e demolição, para serviço de saúde e animais mortos.
Fabiana disse ainda que além de áreas especificas, o aterro também dispõe de outros locais que recebem tratamento com camada de cal virgem que ajuda no tratamento de áreas comprometidas pelo acúmulo de material orgânico. Foram instalados os drenos de gás produzidos na decomposição de resíduos. Segundo ela, o gás drenado vai passar por um processo de queima e será transformado em outro gás menos poluente.

Nova estrutura comercial do aeroporto de Manaus terá 133 lojas


25/04/2013 18h10 - Atualizado em 25/04/2013 18h33


Projeto dos espaços comerciais foi apresentado a empresários.
Infraero começou processo licitatório que firmará as concessões de uso. 

Adneison SeverianoDo G1 AM
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Projeto dos espaços comerciais foi apresentado a empresários (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)Projeto dos espaços comerciais foi apresentado a empresários (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)
O projeto de ampliação e de uso dos pontos comerciais do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes foi apresentado a empresários na tarde desta quinta-feira (25), em Manaus.  Com a nova estrutura, o número de 79 pontos comerciais deve saltar para 133 lojas.
Na solenidade, que aconteceu na sede da Câmara de Dirigentes Lojista de Manaus (CDL), o superintendente do aeroporto, Aldeci Lima, informou que o processo licitatório dos espaços comerciais foi iniciado. Ele explicou que o uso dos pontos para fins comerciais será feito por meio de concessões com valores definidos conforme o segmento e localização na estação aeroportuária.
"Em média, em um segmento que não seja mais ou menos atrativo o aluguel fica entorno de R$ 250 por m². Porém, isso é licitação, em que há preço mínimo, ou seja, quem der o maior lance ganha. Já realizamos uma licitação e as outras devem acontecer nos próximos dias. Daí a importância de mostrar para os empresários a nova estrutura, a possibilidade de investimento e parceria no aeroporto", destacou Lima.
A expectativa da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) é que a partir da inclusão de mais lojas na nova estrutura comercial do aeroporto, o volume de postos de trabalho aumente.
"Considerando os postos de trabalhos gerados pelos estabelecimentos comerciais, companhias aéreas e funcionalismo público, atualmente, seis mil pessoas atuam no Aeroporto Eduardo Gomes. Com ampliação do local, o número de postos de trabalho deve apresentar evolução, atingido volume de cerca de sete mil empregos", enfatizou o superintendente. 
O presidente da CDL Manaus, Ralph Assayag, afirmou que com ampliação do segmento lojista do aeroporto, os usuários poderão utilizar o local para compras, movimentando a economia da capital.
"Não apenas os passageiros serão beneficiados. A população que reside naquela região poderá utilizar o aeroporto como shopping, um ponto positivo para o turismo e o lazer da população de Manaus", comentou Assayag.
Obra continua com entrega programada para dezembro de 2013, afirmou superintendente da Infraero (Foto: Camila Henriques/G1 AM)Obras no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus (Foto: Camila Henriques/G1 AM)
Obras
Com 15 frentes de trabalho, 60% das obras do Aeroporto Eduardo Gomes foram executadas até este mês. A previsão da Infraero é que 70% da estrutura seja entregue em junho. Já a conclusão, está prevista para dezembro deste ano.
De acordo com o superintendente Regional Noroeste da Infraero, Rubem Ferreira Lima, a primeira etapa, que será entregue em junho, consiste em parte do estacionamento definitivo com viadutos em dois níveis (desembarque internacional e desembarque doméstico) e parte do saguão do aeroporto.
"Hoje, o aeroporto tem capacidade para movimentar 6,4 milhões de passageiros. Após as obras, teremos como suportar até 13,7 milhões de passageiros, ou seja, uma projeção para atender os próximos 25 anos", disse o superintendente.
Com as melhorias do Aeroporto Internacional de Manaus, o segmento empresarial doAmazonas espera que sejam solucionados os problemas no processo de liberação de cargas.
Segundo o presidente da CDL Manaus, uma carga demora, em média, entre 10 e 15 dias para ser liberada, aumentando os custos com transporte e comprometendo a qualidade das mercadorias perecíveis.
"No Brasil inteiro existe esse problema com logística de cargas, mas em Manaus as dificuldades são maiores, porque as condições são mais difíceis. Em relação ao aeroporto, precisamos ter mais velocidade, atuação 24h e nos fins de semana para desembaraçar as situações. Se preciso aumentar o número de fiscais para reduzir o tempo de liberação das cargas. Esse atraso na entrega implica no aumento do valor da mercadoria, porque pagamos mais impostos. Esse problema sério com carga será tema de audiência pública", revelou Assayag.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Nova aérea é advertida pela Anac antes de começar a operar, diz jornal



Do UOL, em São Paulo
Uma nova companhia aérea, que deve começar a operar no mês que vem, foi advertida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e será notificada pelo Procon antes mesmo de levantar o primeiro voo, informa o jornal "Valor Econômico".
Trata-se da Pop Brasil Linhas Aéreas. O motivo: a empresa estava anunciando em seu site passagens para lugares onde ainda não está autorizada a operar, segundo o jornal.
A Pop Brasil é o novo nome fantasia da Whitejets, empresa de voos fretados, do empresário mineiro Paulo Almada, filho do ex-deputado federal Paulo Marcos Almada de Abreu (PMDB/MG).
Procurada pelo jornal, a Anac informou que a companhia "só pode iniciar a comercialização de passagens aéreas, tanto domésticas quanto internacionais, quando há hotran [horário de pouso e decolagem] aprovado".
Após a advertência da Anac, a Pop mudou seu site nesta semana, segundo o "Valor".
O Procon-SP informou que vai abrir um processo interno e que a companhia será notificada, podendo levar multa de até R$ 7 milhões, diz a reportagem.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Infraero eleva aluguel de lojas em aeroportos em até 127%



Crescimento das receitas é consequência das mudanças que a Infraero adotou no processo de licitação das áreas. Desde 2010, a estatal usa a modalidade do pregão presencial

Agência Estado | 
Agência Estado
Sem poder contar com a receita dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília, concedidos à iniciativa privada, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) promoveu um forte ajuste na política de preços nas licitações de espaços comerciais, publicitários, restaurantes, hangares, e estacionamentos.
AE
Passageiros no saguão do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo
Ao licitar as áreas após o vencimento de contratos antigos, a estatal conseguiu um aumento médio de 80% no valor pago pelas empresas para explorar estes pontos comerciais. Em alguns casos, as companhias que já ocupavam os espaços se dispuseram a pagar mais do que o triplo do contrato anterior.
No aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o Citibank aceitou pagar R$ 390 mil por mês para utilizar um espaço publicitário, 127% a mais do que o preço inicial, de R$ 171,8 mil. A Cacau Show fez uma oferta de R$ 60,3 mil, o dobro do valor mínimo proposto.
O crescimento das receitas é uma consequência das mudanças que a Infraero adotou no processo de licitação das áreas. Desde 2010, a estatal usa a modalidade do pregão presencial. Antes, as empresas interessadas faziam a proposta em envelope, a partir do preço inicial, e vencia quem apresentasse a maior oferta.
Agora, depois dessa etapa, as três companhias que oferecem o maior valor entram numa disputa presencial. "A licitação por pregão foi um achado porque antes a concorrência era apenas pelo envelope e os valores não se afastavam muito do preço inicial", afirmou o diretor comercial da Infraero, Geraldo Moreira Neves.
Ajustes
Também houve ajustes na definição do preço mínimo desse espaços. Para defini-lo, a Infraero tem feito pesquisas sobre os valores pagos em outros terminais do mesmo porte, na área próxima do aeroporto e, principalmente, em shoppings da região. Os prazos de exploração das áreas também foram padronizados e ficaram menores. Para publicidade, por exemplo, eles variam de 12 a 24 meses. Para restaurantes, lanchonetes, e estacionamentos, até 84 meses.
Segundo Neves, alguns contratos tinham prazos muito longos e eram antigos, o que permitia uma defasagem nos preços. "Esse aumento médio de 80% não deve assustar porque os valores pagos anteriormente estavam muito defasados", disse.
As novas licitações têm permitido que a Infraero consiga manter o ritmo de crescimento das receitas dos últimos três anos, de cerca de 20%, mesmo sem contar com o dinheiro que vinha de Guarulhos, Campinas e Brasília, que desde dezembro de 2012 não fazem mais parte dessa conta.
A privatização desses aeroportos causou uma perda de receita para a Infraero da ordem de 30% na área comercial e de 60% em cargas. Com a concessão de Confins e Galeão, as receitas da estatal em 2014 devem cair ainda mais - 50% na área comercial e 80% em cargas. "Será um desafio estrondoso. Temos que tirar o máximo com o mínimo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.