sexta-feira, 19 de abril de 2013

Novo terminal de passageiros Viracopos


terça-feira, 16 de abril de 2013

Após demolição, torre continuará no improviso



iG Paulista - 15/04/2013 21h05 
Da redação | igpaulista@rac.com.br
Torre foi desativada após denúncias dos próprios funcionários do Leite Lopes
Foto: Sérgio Masson/AAN
Torre foi desativada após denúncias dos próprios funcionários do Leite Lopes
Os funcionários de controle de voos do Aeroporto Leite Lopes, emRibeirão Preto, que há dois anos atuam em uma estrutura improvisada feita de contêineres, após o fechamento da torre do aeroporto, terão de esperar pelo menos até 2014 para voltar a trabalhar em um local adequado.
Segundo a Infraero, estatal do Governo Federal responsável pelo controle de voo em aeroportos brasileiros, a torre desativada será demolida até junho, mas a licitação para a construção de uma nova só será aberta no início do ano que vem. O órgão não definiu um prazo para as obras.
A torre foi desativada em abril de 2011, após queixas dos próprios funcionários da Infraero, contra as más condições do local. Segundo eles, a estrutura tinha rachaduras e infiltrações. Uma vistoria da Infraero constatou a necessidade da saída dos trabalhadores, e no ano passado o órgão decidiu que a estrutura deveria ser demolida.
A assessoria de imprensa da Infraero negou que a demora tenha relação com obras da empresa em aeroportos que serão estratégicos para eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Segundo a assessoria, o órgão tem um cronograma de ações independente dos eventos.
O Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) disse que lamenta a situação, e espera que a torre de contêineres seja somente uma medida temporária. Os funcionários da torre não quiseram falar com a reportagem.

domingo, 14 de abril de 2013

Tirada com celular, foto 'proibida' em avião vira hit na internet


14/04/2013 - 01h20


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DE SÃO PAULO
Um movimento ganha corpo entre os passageiros frequentes de avião: o das fotos "proibidas", tiradas com o telefone celular durante o pouso e a decolagem -em que usar o aparelho não é permitido.
Essas imagens passaram a pulular no Instagram (rede social de fotos), seja na página dos próprios passageiros ou até na de empresas aéreas.
As companhias incentivam que os usuários enviem fotos via Instagram; a TAM divulga a hashtag #tamface e a Gol, a #voegol, por exemplo.
Reprodução/Instagram
Passageiros fotografam Pão de Açúcar (à esq.)de avião da Gol, e chegada a Londrina, em voo da TAM
Passageiros fotografam Pão de Açúcar (à esq.)de avião da Gol, e chegada a Londrina, em voo da TAM
Mas afirmam que esse incentivo não vale para os momentos "proibidos" e que instruem comissários a pedir que os passageiros desliguem o celular quando preciso.
Fiscalizar o uso, porém, é quase impossível: na decolagem e no pouso, os comissários ficam sentados em seus lugares e com cinto atado.
O entorno dos aeroportos Santos Dumont (Rio) e Congonhas (SP) são os favoritos; o primeiro pelo Pão de Açúcar e pelas outras montanhas próximas, rente à baía da Guanabara. O segundo, pela cidade cercada por prédios.
"As paisagens dos pousos e das decolagens são as mais bonitas", diz Flávio Magalhães, 21. Em uma das imagens, ele registrou a Urca logo após a decolagem do Santos Dumont, em voo da Azul.
SELVA DE PEDRA
Carla (nome fictício), 27, diz o mesmo. Recentemente, postou uma imagem após o avião da TAM em que estava decolar de Congonhas, com nuvens pesadas e prédios. Batizou de "selva de pedra".
A preferência por decolagem e pouso se explica porque é quando o avião está mais perto do chão. Na fase de cruzeiro as companhias autorizam tirar fotos de celular -mas a paisagem, repleta de nuvens, é monótona, dizem os fotógrafos.
Em sua defesa, os usuários dizem registrar as imagens no modo avião, em que o celular (em tese) não emite sinal.
Os passageiros têm certa razão: dois dirigentes de companhia aérea disseram à Folhaque o modo avião não tem influência a bordo. Na prática, trata-se de precaução.
NORMA
O problema é que uma regra da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) proíbe o uso na aproximação para pouso, no próprio pouso e na decolagem, e às empresas só cabe cumprir a determinação. Nos EUA, é igual.
A ameaça de interferência nas comunicações da aeronave acontece quando o celular está em modo convencional.
Ainda assim, segundo a Anac, o assunto não é tratado como questão de segurança: segundo a agência, se um aparelho for ligado e provocar interferência, o problema pode ser detectado e corrigido durante o voo.
Ao menos duas fotos suspeitas de serem "proibidas" (uma delas exibia o parque Ibirapuera) foram usadas no Instagram da Gol. A empresa disse que não conseguiu checar se houve irregularidade.
Editoria de Arte/Folhapress

sexta-feira, 12 de abril de 2013

VIRACOPOS SE INSPIRA NOS MAIORES DO MUNDO PARA TORNAR-SE AEROPORTO CIDADE

11/04/2013


Aeroporto planeja construção de hotéis, shopping center e centro de convenções internamente

 
Não se pode negar que a estadia em um aeroporto é quase sempre estressante. Esperas por voos, conexões, despacho de bagagens muita gente e pouca comodidade. E se a passagem num aeroporto pudesse ser prazerosa?
 
Essa é a proposta de um Aeroporto Cidade, englobar dentro do complexo aeroportuário atividades que possam fazer a passagem por ele a melhor possível, incorporado espaços diferenciados, como shoppings, spas, hotéis, e no caso de Schiphol, na Holanda, por exemplo, até mesmo museus e bibliotecas.
 
Este modelo ainda não é comum no Brasil, mas alguns complexos estudam maneiras de implementá-lo no país, como é o caso dos Aeroportos Internacionais de Confins, em Minas Gerais; Guarulhos, em São Paulo e Viracopos, em Campinas.
 
No caso de Viracopos, este projeto faz parte das mudanças e melhorias pela qual o aeroporto passa desde que foi concedido à iniciativa privada. “O projeto de aeroporto cidade deve ser capaz de oferecer uma gama de serviços, e o principal é que o local tenha área suficiente para urbanização e infraestrutura. No caso de Viracopos, há uma área de 25 mil quilômetros quadrados para expansão. Toda a estrutura, urbanização e ampliação estão contempladas no Master Plan da concessionária Aeroportos Brasil Viracopos”, afirma Luiz Alberto Küster, Presidente da Aeroportos Brasil Viracopos.  “O projeto foi desenvolvido em parceria com a projetista holandesa NACO, consultoria especializada na engenharia de aeroportos, responsável pelo aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, um dos mais modernos do planeta”, completa.
 
 
 
Küster falou sobre a ligação entre o desenvolvimento da cidade na qual o aeroporto se baseia e o Aeroporto Cidade. “É extremamente importante a relação com o governo municipal, já que o conceito de Aeroporto Cidade pressupõe não só o planejamento do aeroporto, mas também da ocupação ordenada da região de entorno, de políticas para a atração de empresas com produtos e serviços de alto valor agregado para exportação e mercado interno, de distritos industriais com tecnologia de ponta, das vias de acesso duplicadas e conservadas, da rede de ensino eficiente, de complexos residenciais, oferta de cursos técnicos, de um sistema de segurança adequado, hotéis, centro de convenção e de cidades vizinhas com bons índices de qualidade de vida”.
 
Ao final do projeto, Viracopos estará preparado para receber 80 milhões de passageiros por ano, e terá hotéis, Shopping Center, centro de convenções, salas e escritórios empresariais em harmonia com a operação aeroportuária. Para alcançar este objetivo, a concessionária investirá R$ 9,5 bilhões durante os 30 anos de concessão, sendo que deste investimento, R$ 2,06 bilhões serão aplicados no primeiro ciclo de expansão, que tem previsão de ser concluído em maio de 2014. “A intenção é que a filosofia operacional de aeroportos como o Schiphol, na Holanda, possa servir de modelo. Para isso, é necessário o investimento na qualidade de serviços e na excelência da qualidade operacional do aeroporto”.

Viracopos bate recorde de importações



iG Paulista - 11/04/2013 22h46 
Adriana Leite | aleite@rac.com.br
Movimentação no terminal de cargas de Viracopos bateu recorde em março
Foto: Cedoc/RAC
Movimentação no terminal de cargas de Viracopos bateu recorde em março
O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, bateu recorde histórico de cargas importadas para o mês de março neste ano. O volume atingiu 15.942 toneladas. O fim da “guerra dos portos” e a retomada, ainda que lenta, da atividade econômica, impactaram os números do mês. A quantidade representou um aumento de 12,60% em relação a igual período do ano passado. No trimestre, as compras de insumos e produtos em outros países somaram 39.138 toneladas.

De acordo com dados oficiais, houve um pequeno crescimento nas importações, de 1,35% em relação a 2012, quando o acumulado dos três primeiros meses foi de 38.616 toneladas. As exportações no período chegaram a 15.781 toneladas. O resultado representou uma queda de 27,17% sobre a movimentação do trimestre inicial do ano anterior, cujo total foi de 21.794 toneladas. O cenário internacional em crise ainda repercute sobre as vendas de produtos nacionais no Exterior.

O presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado de São Paulo, Valdir dos Santos, afirmou que o fim da batalha fiscal entre os portos neste ano, depois das novas regras instituídas por meio da Resolução do Senado Federal nº 13/2012, para regular a carga tributária, provocou uma migração de parte das cargas que vinham pelo modal marítimo para o aéreo. 

“O movimento tem maior impacto sobre a carga que chega nos aeroportos do Sudeste, principalmente em Guarulhos e Viracopos, que são os maiores centros de distribuição de mercadorias do País. Não há mais vantagem da tributação menor em portos.” Para ele, a tendência é de aumento dos despachos nos dois terminais.

Mesmo que ainda tímida, a retomada da atividade econômica também influencia na entrada e saída das cargas. “Com as indústrias voltando a produzir, a chegada de insumos deve ter uma elevação”, afirmou Santos. Entretanto, o presidente da entidade acentuou que o frete e as tarifas aduaneiras também impactam a escolha das empresas. 

“Dependendo da carga e da urgência, pode ser mais vantajoso para o importador ou exportador utilizar o transporte marítimo”, comentou. O representante do setor afirmou que o mercado espera que a concessão de Viracopos traga maior competitividade entre as tarifas aplicadas nos aeroportos brasileiros. “A relação entre os terminais é a mesma praticada antes da concessão”, disse.

O gerente de Negócios de Carga da Aeroportos Brasil Viracopos, Hélio Dapena, comentou que as perspectivas futuras do terminal são muito boas. “As empresas estão demonstrando interesse com os investimentos que estão sendo aplicados. Com a ampliação do terminal de passageiros, haverá mais opções de voos regulares e as operações vão compartilhar o transporte de passageiros e o de cargas. A área de cargas também receberá investimentos.”

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Dupla rouba carregamento de ouro de avião em Manaus



Assim que a aeronave aterrissou em Manaus,  dois homens abordaram funcionários que traziam o carregamento de ouro 

    Carro forte próximo a aeronaves no Aeroclube de Manaus
    Carro forte próximo a aeronaves no Aeroclube de Manaus (Luiz Vasconcelos)
    Por volta das 10h30 dessa quarta-feira(10), dois homens abordaram funcionários que traziam um carregamento de 26,5 kg de ouro. O carregamento vinha em um voo fretado vindo de Itaituba, no Pará, com destino a São Paulo.O avião aterrissou no Aeroclube de Manaus, na Zona Centro Sul da cidade.
    De acordo com a polícia, a dupla estaria fortemente armada e abordou a aeronave que trazia o ouro que seria encaminhado a um carro forte para ser levado a outro avião que seguiria para a sede da empresa Ouro Minas, em São Paulo.  O valor estimado do carregamento é de mais de R$ 2 milhões. 
    Os homens fugiram em um carro que os aguardava na Avenida Professor Nilton Lins. A polícia está à procura de imagens do circuito interno de segurança do Aeroclube que possam ajudar na identificação dos envolvidos.

    segunda-feira, 8 de abril de 2013

    Viracopos tem serviço de despacho lento



    iG Paulista - 08/04/2013 11h15 
    Da Redação | ig paulista
    Imagem aérea do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas
    Foto: Cedoc/RAC
    Imagem aérea do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas

     

    Um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), considerou lento o tempo de liberação de cargas no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. O levantamento apontou que demora até 101 horas para autorizar a liberação das cargas.
    O tempo médio de liberação de cargas em 2012 foi de 175h, pouco mais de uma semana. Foram avaliados os aeroportos de Guarulhos, Campinas, Galeão/Tom Jobim, Porto Alegre e Manaus. O tempo foi calculado do recebimento da carga até a sua efetiva entrega em horas corridas.
    O levantamento comparou os aeroportos do Brasil aos terminais de Shanghai, Heathrow e nos Estados Unidos, onde o tempo para liberação de cargas acontece em quatro horas após sua chegada. Além do terminal na Inglaterra - o mais lento dos aeroportos internacionais analisados – o processo de despacho demora oito horas.
    O aeroporto de Campinas, apesar de mostrar lentidão no serviço, está entre os melhores do país, levando cinco dias para liberar as cargas. No estudo divulgado na última semana, Viracopos é o mais ágil do país, mas em comparação com terminais internacionais, ele leva até 97 horas a mais no serviço de despacho.
    Serviço 24h
    A solução para o problema nos aeroportos do país, de acordo com o estudo da Firjan, seria o funcionamento dos órgãos anuentes 24 horas. Atualmente os órgãos funcionam apenas nos dias úteis e em horário comercial, ao contrario dos principais aeroportos do mundo.
    De acordo com a nota divulgada, a maioria dos países investe em facilidades logísticas e burocráticas para garantir a competitividade, e entre elas está o funcionamento 24 horas, inclusive nos finais de semana e feriados.
    O Aeroporto Internacional de Viracopos atualmente é o segundo maior aeroporto de carga do Brasil, sendo responsável por movimentar 32% do total da carga aérea transportada no país. Segundo a concessionaria Aeroportos Brasil, cerca de 500 toneladas de cargas são movimentadas por dia, em Campinas.
    A Firjan destaca na pesquisa que existe nos aeroportos brasileiros estruturas para o funcionamento 24 horas dos órgãos anuentes nos terminais, conforme os artigos 29 e 30 da Lei nº 5.025/66, no artigo 36 do Decreto-Lei nº 37/1966 e no artigo 16 do Decreto nº 6.759/2009.

    Aeroporto de Hong Kong investiga queda de ponte de embarque em avião da Cathay Pacific



    As autoridades do aeroporto de Hong Kong abriram hoje uma investigação à queda, no domingo, de uma ponte de embarque no aeroporto da cidade, causando estragos numa porta de um avião da Cathay Pacific e ferindo um técnico.

    Uma das plataformas de embarque do voo da Cathay Pacific com destino a Nagoya, no Japão, caiu após todos os 262 passageiros estarem a bordo do avião, segundo a autoridade aeroportuária de Hong Kong e a companhia aérea.
    A ponte traseira caiu sobre a ponte da frente, que estava ligada à cabina da primeira classe, arrancando a porta do aparelho A330. Um técnico que estava na ponte que caiu e ficou ferido, mas segundo as autoridades locais está estável.
    "Nenhum passageiro ou tripulação estava na plataforma naquele momento. Estamos a investigar a causa do acidente," disse à AFP o porta-voz da Autoridade do Aeroporto de Hong Kong.
    A utilização de todas as pontes traseiras foi suspenso para inspeção, disse o mesmo responsável, acrescentando que os passageiros continuariam a embarcar pela plataforma da frente do aparelho, que normalmente é usada pelos passageiros da primeira classe.
    Uma porta-voz da Cathay Pacific disse que o avião ficou "ligeiramente danificado", mas não comentou se a transportadora iria avançar com um pedido de compensação pelo incidente.
    Todos os passageiros afetados partiram esta manhã de Hong Kong em voos alternativos, acrescentou a mesma fonte.

    sexta-feira, 5 de abril de 2013

    Ao viajar de avião, fique atento aos cuidados e às regras para embarcar com seus bichos




    Às vésperas de embarcar para a Espanha e sem nem cogitar deixar sua mascote sozinha com estranhos, a funcionária pública Joelma del Bono se deparou com um grande dilema: como levar sua cadela Nena, uma daschund de pouco mais de um ano, para a Europa? Foi então que a turista, de Porto Alegre (RS), descobriu que colocar um animal em um avião não é nada simples.
    Primeiro, existe uma tarifa de embarque para bichos, que varia de R$ 70 a R$ 90 (para voos nacionais), mais uma porcentagem do trecho multiplicado pelo peso do animal. Depois, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) e o Ministério da Agricultura estabelecem uma série de normas para o transporte de animais domésticos, como cães e gatos (veja outros bichos abaixo).

    OUTROS BICHOS

    • Animais como tartarugas, furões, papagaios e coelhos precisam ter o CZI e uma autorização de importação, emitida pelo Ibama (o pedido deve ser feito antes do embarque às superintendências de Agricultura nos Estados ou ao Departamento de Saúde Animal, em Brasília).Os veterinários alertam que aves, por exemplo, são muito suscetíveis ao estresse. Já tartarugas e répteis sentem menos o impacto do voo. Vale consultar um especialista.
    Além disso, as regras variam em cada companhia aérea e há restrições particulares para o ingresso de animais em diversos países. Dependendo do tipo e do tamanho do animal, ele pode receber autorização para ser levado no porão das aeronaves ou junto com os passageiros. Como esse serviço não está incluso no preço da passagem e cada companhia possui suas particularidades, é essencial que o turista consulte, com antecedência, os sites das áreas ou os telefones de atendimento ao cliente.
    O embarque do animal é autorizado mediante a apresentação de uma série de documentos, como atestado de sanidade e condições físicas do bicho, assinado pelo veterinário, e carteira de vacinação atualizada, com comprovação de vacina múltipla, antirrábica e tratamento anti-helmíntico. Dependendo do porte e da raça do cachorro, ainda é necessário que ele use focinheira na área comum do aeroporto.
    Cães e gatos muito filhotes, com menos de três meses não podem embarcar. Fêmeas no cio também não são permitidas.
    Em geral, os animais pequenos (aqueles que junto com a gaiola pesam até 10 kg) podem viajar com seus donos. Os demais têm de ser despachados no compartimento de cargas, e o transporte está sujeito à disponibilidade de cada voo (em geral, são apenas dois animais por voo). Por isso, é preciso fazer uma reserva com pelo menos 24 horas de antecedência ao embarque.

    Focinho curto

    A Gol impede o embarque de animais de focinhos curtos. A medida foi tomada em setembro de 2011, após um cão da raça pug passar mal e morrer depois de aguardar 10 horas para embarcar (veja abaixo). Veterinários explicam que raças com esse tipo de focinho possuem dificuldade de respiração.

    Nesta categoria estão boston terrier, boxer, buldogue, cavalier king charles spaniel, chow chow, dogue de bordeaux, grifon de bruxelas, lhasa apso, pequinês, pug e shih tzu.
    “Nos cães, a troca de temperatura ocorre apenas pela respiração, enquanto em nós é pelo suor. Como essas raças têm anatomia diferenciada, que dificulta a troca de temperatura com o ambiente, aconselhamos que esses cães não fiquem muito tempo confinados ou no sol”, explica o veterinário Rodrigo Lorenzoni, presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul.

    Voos internacionais

    Para voos internacionais, as regras em geral são as mesmas. Dependendo da companhia e do destino, as restrições podem variar em relação, por exemplo, a vacinas. Vale verificar quais os requisitos sanitários cobrados pelo país de destino e solicitar a emissão do Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) por um médico veterinário do Ministério da Agricultura, emitido em unidades do Sistema Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) em aeroportos, portos e postos de fronteira. 
    Para sua emissão, são necessários atestado de saúde assinado por um veterinário e carteira de vacinação em dia, além dos documentos exigidos pelo país de destino para o trânsito de animais.

    CASOS ESPECIAIS

    • Os cães guia têm trânsito liberado nos aeroportos, viajam sem focinheira e junto ao seu dono.

      Para embarcar, precisam ter carteira de vacinação atualizada, com comprovação de vacina múltipla, antirrábica e tratamento anti-helmíntico. Em voos internacionais, também é obrigatório o CZI.

      Eles são transportados gratuitamente e viajam em um local próximo ao dono, na primeira fileira. Para tanto, a empresa deve ser avisada com antecedência.
    Na União Europeia e no Japão, por exemplo, é exigido, além do CZI, que os animais estejam com um chip de identificação contendo informações como idade, raça, sexo e o nome do proprietário. No caso de Joelma, para poder entrar na Espanha, a cadela Nena precisou implantá-lo. “Na época, fiquei indignada. Mas depois vi que era para a segurança do animal. No momento que se tem o chip é muito mais fácil localizá-lo em caso de perda”, lembra.
    O Ministério da Agricultura possui 18 modelos de CZIs, destinados à África do Sul, Austrália, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Hong Kong, Índia, Japão, México, Noruega, Nova Zelândia, Omã, Suíça, Taiwan e Venezuela; além dos países do Mercosul e da União Europeia. Por isso não custa procurar o consulado do seu país de destino para tirar todas as dúvidas.
    Atenção: caso no desembarque faltar alguma documentação, o animal é obrigado a retornar ao Brasil.

    Sedativo

    A não ser que o animal seja considerado feroz, não é necessário que ele esteja sedado para a viagem, mas, se for o caso, o ideal é que seja medicado por um veterinário. “Existem alguns tranquilizantes que podem ser administrados. Mas o proprietário deve consultar o veterinário que acompanha o animal, que é a melhor pessoa a indicar o tipo de medicamento e a quantidade a se fornecida”, explica Lorenzoni.
    Antes e depois de voarO especialista também alerta para que o dono não medique o animal por conta própria, pois, por desconhecimento técnico, pode acabar causando uma sedagem muito profunda, colocando-o em risco.
    O veterinário Rodrigo Lorenzoni ensina que para evitar ao máximo o estresse do animal, o melhor é colocá-lo na caixa de transporte no último momento. “É bom acomodá-lo na gaiola só na hora do despacho para tentar reduzir seu tempo de confinamento ao mínimo possível.”
    Ele também recomenda que os mascotes fiquem em jejum de 6h a 8h antes do embarque. Para acalmá-lo, o dono pode deixar algum brinquedo ou objeto dentro da gaiola, para que ele se sinta mais à vontade. Isso deve ser informado à companhia aérea.
    Também é importante, ao desembarcar, retirar o animal do kennel para que ele possa se esticar, e não é aconselhável colocá-lo para caminhar em lugares com movimento intenso. “Ao deixar a aeronave, o dono deve retirar o mais rápido possível o animal da área de transporte e levá-lo a uma área externa para ele se movimentar”, aconselha Lorenzoni. Uma voltinha para que ele possa fazer suas necessidades já está bom.

    Problemas recentes

    Apesar dos cuidados de rastreio e acondicionamento dos animais em aeroportos e aeronaves, alguns casos recentes puseram luz em algumas falhas no sistema de despacho.






































    Além do caso do pug que morreu de parada cardiorrespiratória depois de esperar 10 horas para viajar de avião de São Paulo para Vitória (ES), no dia 25 de abril do ano passado, o pesquisador Maicon Saul Faria perdeu seu gato de estimação no aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília. O gato, chamado Esquilo, fugiu quando funcionários transferiam bagagens de aeronave na pista do aeroporto.
    Recentemente, um caso transformou um cão em celebridade. Pinpoo desapareceu em 2 de março de 2011 enquanto embarcava de Porto Alegre para o Espírito Santo no terminal de cargas do Aeroporto Internacional Salgado Filho. Depois de muita confusão e notícias publicadas sobre a história, o filhote foi encontrado próximo à pista de pouso por um sargento do Batalhão de Aviação da Brigada Militar.
    O mascote de dona Nair Flores, que inclusive deu origem a um quadro na televisão, voltou para casa com um quilo a menos, machucado nas patas e completamente sujo. Durante a procura por Pinpoo, Nair se queixou das poucas informações dadas a ela pela companhia aérea.
    “Eu acho um absurdo a gente pedir dinheiro por ter passado por momentos terríveis, como passamos. Eu queria cadeia para essa gente. Mas não dá. Eu não vou botar preço por 14 dias de sofrimento intenso, tanto da minha parte quanto da dele [Pinpoo]. Deixarei a cargo do juiz”, disse ela, sobre uma possível indenização.
    De volta ao Rio Grande do Sul depois de uma temporada no Espírito Santo, Pinpoo já está recuperado do susto e aproveitando suas férias no litoral.
    O publicitário Fábio Canale, 27, que também se prepara para uma temporada no Espírito Santo, diz que vai ficar atento ao transporte de seu border collie Kino. “Ele já viajou outras vezes e nunca tive nenhum problema. Mas vou ficar em cima. Serei bem chato”, afirmou.

    Trânsito intenso

    Segundo dados do Ministério da Agricultura, em 2010, passaram pelos três principais aeroportos brasileiros (Guarulhos, em São Paulo; Galeão, no Rio de Janeiro; e Juscelino Kubitschek, no Distrito Federal) 13.281 cães e gatos. Desses, 9.357 em São Paulo, 3.469 no Rio de Janeiro, e 455 em Brasília.

    Novas regras permitem facas e tacos em voos nos EUA e geram polêmica


    05/04/2013 17h07 - Atualizado em 05/04/2013 17h07


    Algumas lâminas e objetos esportivos poderão ser levados na mala de mão.
    Comissários de bordo protestam contra mudança e alegam insegurança.

    Do G1, em São Paulo
    10 comentários
    Canivetes (Foto:  Gene Blythe / AP Photo)Canivetes e facas dobráveis apreendidos no aeroporto de Atlanta (Foto: Gene Blythe / AP Photo)
    Uma mudança nas regras sobre itens permitidos na bagagem de mão em voos nos Estados Unidos está gerando protestos de pilotos, comissários de bordos e outros funcionários de companhias aéreas.
    A Transportation Security Administration (TSA), o órgão responsável pela segurança de transportes do país, anunciou recentemente que a partir do dia 25 de abril, passageiros poderão carregar nos aviões canivetes e facas de tamanho reduzido, bastões de beisebol, tacos de golfe e outros equipamentos esportivos.
    Comissários de bordo e funcionários de companhias aéreas protestam no Aeroporto de Los Angeles contra novas regras que permitem levar canivetes, facas e tacos de beisebol em aviões nos EUA (Foto: Frederic J. Brown/AFP)Comissários de bordo protestam segurando cartaz
    com os dizeres "Não às facas em aviões", nesta
    segunda (1º) (Foto: Frederic J. Brown/AFP)
    Segundo a Associated Press, um comunicado da agência afirmou que a nova política coloca os padrões de segurança americanos de acordo com os internacionais, e permite que a TSA concentre energia em ameaças mais sérias.
    O anúncio gerou uma reação negativa imediata de associações que representam comissários de bordo e outros trabalhadores da aviação. Para elas, esses itens são perigosos nas mãos dos passageiros errados.
    Uma das entidades, que representa 10 mil comissários de bordo, afirma que a nova política é "perigosa" e "míope" e que foi criada para tornar a vida da equipe da TSA mais fácil em detrimento da segurança da tripulação.
    "Apesar de concordarmos que um passageiro que leve uma pequena faca ou um taco de golfe não representa uma ameaça ao piloto que está trancado na cabine, eles são uma ameaça aos passageiros e aos comissários", afirmou a associação em um comunicado.
    A mudança foi baseada em uma recomendação de um grupo de trabalho interno da TSA, que decidiu que esses itens não representam nenhum perigo real, afirmou David Castelveter, um porta-voz da agência.
    •  
    Panfleto da TSA mostra o que será permitido ou não nos voos internos nos EUA (Foto: AP Photo/TSA)Panfleto mostra os objetos cortantes que serão
    permitidos
    (Foto: AP Photo/TSA)
    As mudanças
    A nova política permite facas dobráveis com laminas de no máximo 6 cm de comprimento e menos de 1,3 cm de largura. Canivetes, saca-rolhas com pequenas laminas e outros tipos de utensílios entram na lista.
    Os passageiros também poderão carregar a bordo tacos de baseball que tenham menos de 61 cm de comprimento, bastões de plástico de brinquedo, bolas de sinuca, esquis, tacos de hockey e de golfe.
    Padrões de segurança adotados pela Organização Internacional de Aviação Civil, ligada à ONU, já recomendam que esses itens sejam permitidos na bagagem de mão. Muitos países seguem essa recomendação.
    Estiletes, lâminas de barbear e facas que não sejam dobráveis continuam proibidos.
    Para o consultor em segurança da aviação John L. Sullivan, os itens permitidos pela nova política não trazem maior risco que outros itens que os passageiros carregam sempre e que podem ser convertidos em armas. Uma caneta, uma escova de dente ou um copo de vidro podem ser transformadas em uma faca, afirma.
    Panfleto da TSA mostra o que será permitido ou não nos voos internos nos EUA (Foto: AP Photo/TSA)Panfleto mostra os tacos de beisebol permitidos pelas
    novas regras (à esquerda) e os proibidos (à dir.)
    (Foto: AP Photo/TSA)
    Douglas Laird, ex-diretor de segurança de uma empresa aérea e agora consultor nessa área, afirma que a segurança deve focar mais no perfil do passageiro e menos no que ele carrega."A TSA tem coisas melhores para fazer do que focar em um cara que carregue um canivete”, disse.
    Brasil
    As novas regras se aplicam aos voos dentro dos EUA. Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), elas não anulam a regulação brasileira e, portanto, não valem para aviões que saem do Brasil com direção aos Estados Unidos.
    As normas brasileiras já permitem levar saca-rolhas, assim como facas e canivetes com lâminas de comprimento inferior a 6 cm, na bagagem de mão – mas tacos de beisebol, golfe e outros esportes são proibidos.