Empresa considerou "frustradas" as negociações para a manutenção no quadro funcional
Agência Estado|
A Gol Linhas Aéreas informou neste sábado, por meio de nota, que irá prosseguir com o "desligamento" de 850 funcionários da Webjet, demitidos em 23 de novembro 2012 e reintegrados, por ordem judicial, em 27 de dezembro do ano passado.
A empresa considerou "frustradas" as negociações para a manutenção no quadro de funcionários após as propostas apresentadas serem rejeitadas.
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Gol não informou quantos funcionários serão mantidos na empresa, nem o total de demitidos
"Por aproximadamente dois meses, a companhia apresentou propostas de negociação, que foram rejeitadas. Tendo exauridas todas as tentativas, a companhia considera as negociações mantidas frustradas e se viu limitada a prosseguir com os desligamentos do seu quadro", informou.
A Gol não informou quantos funcionários serão mantidos na empresa, nem o total de demitidos.
No último dia 6 de fevereiro, o vice-presidente técnico da Gol, Adalberto Bogsan, reiterou, à Agência Estado, que a Gol não recuaria da decisão do encerramento das atividades da WebJet e da demissão dos 850 tripulantes e profissionais de manutenção.
Na quarta-feira passada, a Gol entrou com o pedido de registro de companhia aberta e de realização da oferta pública inicial (IPO) de distribuição das ações da Smiles , seu braço de fidelidade com os clientes.
Terminal JK registrou série de oscilações na linha de transmissão de energia desde 6h. O serviço foi restabelecido quase três horas depois, segundo administrador
iG São Paulo| - Atualizada às
O Aeroporto Internacional de Brasília, Juscelino Kubitschek, sofreu um apagão na manhã deste sábado e os reflexos da suspensão de energia ainda são sentidos pelos passageiros que chegam ao terminal. A falta de luz fez com que os voos que partiam e chegavam à cidade fossem suspensos, causando um encavalamento dos horários. O saguão do aeroporto ficou lotado até pouco antes do 12h, com filas extensas e horas de espera.
Por volta das 6 horas da manhã, uma série de oscilações na linha de transmissão de energia que abastece o aeroporto gerou uma pane no sistema e isso ocasionou a falha na distribuição de energia no terminal. Às 8h45, o sistema foi restabelecido, conforme nota do consórcio Inframerica, que administra o aeroporto. A capacidade do aeroporto é de 11 milhões de passageiros por ano.
Desde o início dos problemas, mais da metade das partidas registraram atrasos. Segundo o último balanço da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuário (Infraero), entre as 92 partidas programadas, 66 voos (71%) sofreram atrasos e cinco (5%) foram canceladas. Na última hora, entre 12h e 13h, 24 (26%) registraram atraso superior a meia hora.
A assessoria da Inframerica informou que conta com o restabelecimento da grade horária de forma gradual ao longo do dia, mas não soube dizer uma previsão de horário. E também não soube informar se o apagão também causou atrasos nos voos que chegam ao Distrito Federal.
Ao longo do ano passado, a empresa informou que tinha a meta de atingir pela primeira vez o equilíbrio financeiro no balanço anual.
"Ainda vamos divulgar esse resultado, mas posso adiantar que 2012 foi o ano em que conseguimos cumprir aquilo que havíamos prometido", afirma Tarcisio Gargioni, vice-presidente comercial e de marketing da companhia, em entrevista ao iG . Questionado sobre se isso significava que a Avianca atingiu o chamado "break even", ou seja, passou a ter balanço no azul, o executivo confirmou a informação.
A participação de mercado da Avianca Brasil cresceu nos últimos anos, com a compra de aeronaves maiores. Em janeiro de 2011, a companhia tinha apenas 2,72% do mercado nacional. No mês passado, o índice chegou a 6,3%.
A empresa transportou 521 mil passageiros no mês passado, quando teve oferta de 615 mil assentos-quilômetro, ou 6% da oferta total do País. A companhia planeja aumentar essa oferta em 22% em 2013, com a substituição dos Fokker 100 por modelos Airbus 318, que têm maior capacidade – a Avianca deve receber cinco aviões do tipo até o final do ano.
A Avianca Brasil tem operações separadas da AviancaTaca, empresa com sede na Colômbia, embora as duas sejam controladas pelo mesmo fundo, o Synergy, dos irmãos Jose e German Efromovich, que detém 100% da Avianca Brasil e 60% da AviancaTaca. A companhia latino-americana opera mais de 140 aviões e tem mais de 17 mil colaboradores.
Empresa manterá apenas operações internacionais no País
O grupo holandês de logística TNT colocou a unidade brasileira de operações domésticas, chamada de TNT Mercúrio, à venda. Os funcionários da companhia já foram informados da decisão pela direção da empresa. A unidade de operações internacionais da TNT no Brasil será mantida pelo grupo holandês.
Uma fonte ligada ao assunto chegou a dizer que a empresa brasileira de logística JSL (antiga Júlio Simões Logística) estaria negociando a compra. Procurada, a companhia negou.
A TNT já havia anunciado que pretendia vender ativos no Brasil e na China no dia 18, em meio a sua divulgação de resultados. O objetivo é se desfazer de ativos fora da Europa para melhorar os números globais da companhia. No quarto trimestre de 2012, houve prejuízo de € 148 milhões. No mesmo período de 2011, a perda foi de € 173 milhões.
A venda dos ativos acontece após a rival americana UPS ter desistido da oferta de compra de US$ 6,2 bilhões feita por toda a TNT, por impedimentos de órgãos reguladores da União Europeia.
Aeroporto teve capacidade reduzida nos últimos anos devido a acidentes; consultorias dizem que ampliação é possível, desde que segurança seja melhorada
Pedro Carvalho- iG São Paulo| - Atualizada às
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Movimento em Congonhas: empresas maiores querem "crescer o bolo" agora cobiçado por Azul e Trip
As principais companhias aéreas do País defendem um aumento no número de voos do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O terminal opera atualmente com 34 movimentos (pousos ou decolagens) por hora, mas chegou a fazer 54 no final dos anos 1990. A ampliação do uso, proposta pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), seria uma forma de "crescer um bolo" agora cobiçado por empresas regionais, como Azul e Trip.
O setor trava um debate sobre o uso do aeroporto. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou que irá rever a norma que regulamenta o uso de aeroportos no País. A Secretaria de Aviação Civil (SAC), então, propôs um texto específico para mudanças em Congonhas. No projeto, as empresas que mais usam o aeroporto, TAM e Gol, perderiam espaço de operação para Azul e Trip.
"A Abear é favorável a essa revisão da norma. As quatro empresas (TAM, Gol, Avianca e Azul/Trip, que formam a entidade) são favoráveis. Mas defendemos uma revisão da capacidade do aeroporto", afirmou o presidente da associação, Eduardo Sanovicz, em coletiva de imprensa na terça-feira (19).
Congonhas sofreu duas reduções em sua utilização. Na primeira, em 2001, após acidente com um avião que transportava malotes bancários, a capacidade foi reduzida de 54 para 48 movimentos por hora. Na segunda, em 2007, após a tragédia com o voo da TAM, o índice caiu para 34.
Nesse período, o número de passageiros transportados no Brasil cresceu de forma significativa. Em 2002, primeiro ano da desregulamentação tarifária, houve 36 milhões de passagens vendidas, a um preço médio de R$ 500. Em 2012, foram 100 milhões de bilhetes, que custaram em média R$ 270.
O número de passageiros que passa por Congonhas, no entanto, acabou se mantendo estável – a até sofreu ligeira queda – em 17 milhões por ano. "O aeroporto serve de conexão para voos de todo o País, muitos dos quais só são viáveis porque passam por São Paulo. Por isso essa discussão é importante. Congonhas, atualmente, é um gargalo que dificulta o crescimento de toda a malha nacional", disse Sanovicz.
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"Congonhas é um gargalo que dificulta o crescimento de toda a malha nacional", diz Abear
"Foram 15 anos de avanços técnicos, que permitem melhor uso dos aeroportos. Qualquer estudo, mantido o rigor técnico, vai apontar possibilidade de maior utilização de Congonhas", diz Sanovicz. A Abear não diz qual o número de voos que considera adequado ao aeroporto.
"A ideia de aumentar o número de voos em Congonhas é válida e possível de ser feita", diz Mário Luiz de Mello Santos, diretor-presidente da consultoria Aeroservice, que já apresentou propostas do tipo para a prefeitura da São Paulo. "Mas isso demandaria reformas para dar mais segurança nos pousos e decolagens, além de uma ampliação do pátio de aeronaves", afirma Mello Santos.
Para o especialista, a pista precisaria ser aumentada para que fosse colocado, nas extremidades, um tipo de concreto chamado EMAS (Emergency Material Arresting System), que serve para frear aviões em caso de acidente. A ideia também é defendida por Sanovicz, da Abear. Para a Aeroservice, o custo do projeto – incluindo a desapropriação de algumas casas na cabeceira da pista – ficaria acima de R$ 1,5 bilhão. A conta seria paga pela Infraero, que administra o aeroporto.
A Abear, ao defender mais voos, concorda que é necessário fazer reformas em Congonhas. "São quatro capacidades: pista, terminal, pátio e acessibilidade. O que dizemos é que a capacidade de pista poderia ser de 54 movimentos por hora. Mas se colocar hoje 54 movimentos por hora, com aviões de 180 passageiros (nos anos 1990, as aeronaves tinham em média 100 lugares), nao vai caber essas pessoas no terminal", diz Sanovicz.
Pressão das menores
Por trás dessa discussão, está o crescimento recente das empresas Azul e Trip, que se fundiram em maio do ano passado . Juntas, elas já detêm 16,45% do mercado de aviação civil brasileiro – a TAM é líder com 42,86%, seguida pela Gol, com 34,4% de participação.
De acordo com a revisão proposta pela Anac, as companhias regionais (Azul e Trip) terão maior acesso ao aeroporto de Congonhas (SP), atualmente concentrado nas grandes empresas, como TAM e Gol. A ideia é redistribuir os horários de pouso e decolagem (slots), levando em conta a pontualidade e a necessidade de abrir espaço para outras companhias.
"Isso vai aumentar a competitividade e melhorar a qualidade", afirmou o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt, quando anunciou a proposta de revisão.
A Abear afirma que é favorável a uma readequação. "As empresas menores cresceram e é natural que queiram mais espaço em Congonhas", afirma Sanovicz. O problema, segundo ele, é que a proposta prejudicaria as empresas que historicamente mais investiram no aeroporto. "Respeitar o ambiente (de negócios) regulado é fundamental na aviação, porque os investimentos são feitos em longo prazo. Se uma empresa pedir aviões agora, eles serão entregues em quatro ou cinco anos", diz.
Para ele, é uma questão de "crescer o bolo" que é Congonhas, em vez de dividi-lo em partes menores. "Tem um pedaço do bolo pronto pra ser comido, que colocaram no congelador e ninguém deixa usar", afirma Sanovicz.
"Esse é o debate para garantir novos entrantes em Congonhas sem criar uma crise na malha nacional. É um debate que afeta toda a malha aérea, podendo afetar seriamente a grande conquista da década, que é a inclusão do consumidor", diz.
Governo divulga lista de terminais que poderão ser licitados, nos termos da MP dos Portos
Agência Estado|
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Porto de Santos, no litoral de São Paulo: o maior terminal do País está na MP 595
A Secretaria de Portos da Presidência da República divulgou, nesta segunda-feira, a lista de Portos Marítimos Organizados que poderão ser licitados dentro das condições previstas na Medida Provisória 595.
Governo está revendo a proibição à participação dos fundos que já integraram o consórcio de Guarulhos
Brasil Econômico(Ruy Barata)|
O governo poderá permitir que os fundos de pensão com participação em consórcios de administração do aeroporto de Guarulhos ingressem na disputa pelas concessões do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Minas Gerais. Na avaliação de técnicos do governo, é pouco provável que nenhum dos três principais fundos de pensão do país Previ (dos funcionários do Banco do Brasil), Petros (da Petrobrás) e Funcef (da Caixa) fiquem de fora da disputa pelos novos leilões.
“Vai ser muito sui generis para mim se esses grandes fundos não participarem. São eles que têm mais capacidade de investir no país”, diz o técnico do setor que acompanha as discussões ao comentar a articulação destas fundações para tentar garantir presença nas novas concessões. Por serem os principais acionistas da Invepar, empresa que administra Guarulhos, os fundos temem que sejam incluídos na regra anunciada pela presidente Dilma Rousseff que impede que os controladores dos consórcios de aeroportos já concedidos participem dos novos leilões.
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Galeão: participação dos fundos de pensão não deve prejudicar a concorrência entre aeroportos
Mas, segundo a fonte, esta norma ainda terá que ser detalhada pela Secretaria de Aviação Civil (SAC) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que terá que ocorrer até a publicação dos editais de licitação, previstos para agosto de 2013.
Segundo ele, é possível que o governo flexibilize a regra que restringe a participação nos aeroportos considerando as características dos fundos de pensão. “Fundo de pensão não está preocupado com a gestão do negócio, mas sim do dividendo gerado pela operação”, afirma. “Por isso, a entrada dos fundos, desde que de forma individual nos novos leilões, não prejudicaria a concorrência entre os aeroportos.”
O técnico explica que o principal medo do governo é entregar dois grandes aeroportos como Guarulhos e Galeão, fortes na movimentação de cargas e voos internacionais de passageiros, a empresas que atuam na área de serviços, o que poderia prejudicar a concorrência com os demais aeroportos e impedindo reduções de tarifas aeroportuárias. “O medo é de que uma Invepar que tem a OAS como sócia ingressar na concorrência pelo novo aeroporto e atuar para manter sempre no teto permitido as suas tarifas”, explica.
Dilma deixou claro que apenas os acionistas majoritários de outros aeroportos não poderão participar dos novos leilões, mas essa restrição não vale para os minoritários. Ao levar em conta a composição acionária da Invepar, Petros e Funcef detém 20,3% cada um no consórcio e a empreiteira OAS detém 19,40%. A acionista majoritária da empresa é a Previ que detém 40% do capital. O que falta ser respondido é se as empresas com participação acionaria menor poderiam ficar livre das restrições.
As pressões dos fundos de pensões para a revisão da regra de limita a participação nos novos certames ocorre no momento em que os atuais consórcios assumem em definitivo a administração dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Campinas. O ultimo consórcio a assumir definitivamente a administração dos aeroportos já concedidos será a Inframerica, que venceu o leilão em Brasília. A empresa formada pela empreiteira Engevix e pela operadora argentina Corporatión America assume o terminal no próximo dia 1º de março.