sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Aéreas pedem mais voos em Congonhas



Aeroporto teve capacidade reduzida nos últimos anos devido a acidentes; consultorias dizem que ampliação é possível, desde que segurança seja melhorada

Pedro Carvalho - iG São Paulo  - Atualizada às 
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Movimento em Congonhas: empresas maiores querem "crescer o bolo" agora cobiçado por Azul e Trip
As principais companhias aéreas do País defendem um aumento no número de voos do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O terminal opera atualmente com 34 movimentos (pousos ou decolagens) por hora, mas chegou a fazer 54 no final dos anos 1990. A ampliação do uso, proposta pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), seria uma forma de "crescer um bolo" agora cobiçado por empresas regionais, como Azul e Trip.
O setor trava um debate sobre o uso do aeroporto. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou que irá rever a norma que regulamenta o uso de aeroportos no País. A Secretaria de Aviação Civil (SAC), então, propôs um texto específico para mudanças em Congonhas. No projeto, as empresas que mais usam o aeroporto, TAM e Gol, perderiam espaço de operação para Azul e Trip.
"A Abear é favorável a essa revisão da norma. As quatro empresas (TAM, Gol, Avianca e Azul/Trip, que formam a entidade) são favoráveis. Mas defendemos uma revisão da capacidade do aeroporto", afirmou o presidente da associação, Eduardo Sanovicz, em coletiva de imprensa na terça-feira (19).
Congonhas sofreu duas reduções em sua utilização. Na primeira, em 2001, após acidente com um avião que transportava malotes bancários, a capacidade foi reduzida de 54 para 48 movimentos por hora. Na segunda, em 2007, após a tragédia com o voo da TAM, o índice caiu para 34.
Nesse período, o número de passageiros transportados no Brasil cresceu de forma significativa. Em 2002, primeiro ano da desregulamentação tarifária, houve 36 milhões de passagens vendidas, a um preço médio de R$ 500. Em 2012, foram 100 milhões de bilhetes, que custaram em média R$ 270.
O número de passageiros que passa por Congonhas, no entanto, acabou se mantendo estável – a até sofreu ligeira queda – em 17 milhões por ano. "O aeroporto serve de conexão para voos de todo o País, muitos dos quais só são viáveis porque passam por São Paulo. Por isso essa discussão é importante. Congonhas, atualmente, é um gargalo que dificulta o crescimento de toda a malha nacional", disse Sanovicz.
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"Congonhas é um gargalo que dificulta o crescimento de toda a malha nacional", diz Abear
"Foram 15 anos de avanços técnicos, que permitem melhor uso dos aeroportos. Qualquer estudo, mantido o rigor técnico, vai apontar possibilidade de maior utilização de Congonhas", diz Sanovicz. A Abear não diz qual o número de voos que considera adequado ao aeroporto.
"A ideia de aumentar o número de voos em Congonhas é válida e possível de ser feita", diz Mário Luiz de Mello Santos, diretor-presidente da consultoria Aeroservice, que já apresentou propostas do tipo para a prefeitura da São Paulo. "Mas isso demandaria reformas para dar mais segurança nos pousos e decolagens, além de uma ampliação do pátio de aeronaves", afirma Mello Santos.
Para o especialista, a pista precisaria ser aumentada para que fosse colocado, nas extremidades, um tipo de concreto chamado EMAS (Emergency Material Arresting System), que serve para frear aviões em caso de acidente. A ideia também é defendida por Sanovicz, da Abear. Para a Aeroservice, o custo do projeto – incluindo a desapropriação de algumas casas na cabeceira da pista – ficaria acima de R$ 1,5 bilhão. A conta seria paga pela Infraero, que administra o aeroporto.
A Abear, ao defender mais voos, concorda que é necessário fazer reformas em Congonhas. "São quatro capacidades: pista, terminal, pátio e acessibilidade. O que dizemos é que a capacidade de pista poderia ser de 54 movimentos por hora. Mas se colocar hoje 54 movimentos por hora, com aviões de 180 passageiros (nos anos 1990, as aeronaves tinham em média 100 lugares), nao vai caber essas pessoas no terminal", diz Sanovicz.
Pressão das menores
Por trás dessa discussão, está o crescimento recente das empresas Azul e Trip, que se fundiram em maio do ano passado . Juntas, elas já detêm 16,45% do mercado de aviação civil brasileiro – a TAM é líder com 42,86%, seguida pela Gol, com 34,4% de participação.
De acordo com a revisão proposta pela Anac, as companhias regionais (Azul e Trip) terão maior acesso ao aeroporto de Congonhas (SP), atualmente concentrado nas grandes empresas, como TAM e Gol. A ideia é redistribuir os horários de pouso e decolagem (slots), levando em conta a pontualidade e a necessidade de abrir espaço para outras companhias.
"Isso vai aumentar a competitividade e melhorar a qualidade", afirmou o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt, quando anunciou a proposta de revisão.
A Abear afirma que é favorável a uma readequação. "As empresas menores cresceram e é natural que queiram mais espaço em Congonhas", afirma Sanovicz. O problema, segundo ele, é que a proposta prejudicaria as empresas que historicamente mais investiram no aeroporto. "Respeitar o ambiente (de negócios) regulado é fundamental na aviação, porque os investimentos são feitos em longo prazo. Se uma empresa pedir aviões agora, eles serão entregues em quatro ou cinco anos", diz. 
Para ele, é uma questão de "crescer o bolo" que é Congonhas, em vez de dividi-lo em partes menores. "Tem um pedaço do bolo pronto pra ser comido, que colocaram no congelador e ninguém deixa usar", afirma Sanovicz.
"Esse é o debate para garantir novos entrantes em Congonhas sem criar uma crise na malha nacional. É um debate que afeta toda a malha aérea, podendo afetar seriamente a grande conquista da década, que é a inclusão do consumidor", diz.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Portos de Santos, Paranaguá e Itajaí podem ser concedidos à iniciativa privada



Governo divulga lista de terminais que poderão ser licitados, nos termos da MP dos Portos

Agência Estado 
Agência Estado
Divulgação/ Codesp
Porto de Santos, no litoral de São Paulo: o maior terminal do País está na MP 595
A Secretaria de Portos da Presidência da República divulgou, nesta segunda-feira, a lista de Portos Marítimos Organizados que poderão ser licitados dentro das condições previstas na Medida Provisória 595.
A MP dos Portos, em tramitação no Congresso, trata, entre outros itens, da concessão dos portos à iniciativa privada.
A relação traz terminais como Belém-Miramar, na Região Norte; Aratu, Cabedelo e Suape, no Nordeste; Santos, no Sudeste; e Itajaí e Paranaguá, no Sul.

Leilões de aeroportos serão abertos a fundos de pensão



Governo está revendo a proibição à participação dos fundos que já integraram o consórcio de Guarulhos

Brasil Econômico (Ruy Barata) 
Brasil Econômico
O governo poderá permitir que os fundos de pensão com participação em consórcios de administração do aeroporto de Guarulhos ingressem na disputa pelas concessões do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Minas Gerais. Na avaliação de técnicos do governo, é pouco provável que nenhum dos três principais fundos de pensão do país Previ (dos funcionários do Banco do Brasil), Petros (da Petrobrás) e Funcef (da Caixa) fiquem de fora da disputa pelos novos leilões.
“Vai ser muito sui generis para mim se esses grandes fundos não participarem. São eles que têm mais capacidade de investir no país”, diz o técnico do setor que acompanha as discussões ao comentar a articulação destas fundações para tentar garantir presença nas novas concessões. Por serem os principais acionistas da Invepar, empresa que administra Guarulhos, os fundos temem que sejam incluídos na regra anunciada pela presidente Dilma Rousseff que impede que os controladores dos consórcios de aeroportos já concedidos participem dos novos leilões.
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Galeão: participação dos fundos de pensão não deve prejudicar a concorrência entre aeroportos
Mas, segundo a fonte, esta norma ainda terá que ser detalhada pela Secretaria de Aviação Civil (SAC) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que terá que ocorrer até a publicação dos editais de licitação, previstos para agosto de 2013.
Segundo ele, é possível que o governo flexibilize a regra que restringe a participação nos aeroportos considerando as características dos fundos de pensão. “Fundo de pensão não está preocupado com a gestão do negócio, mas sim do dividendo gerado pela operação”, afirma. “Por isso, a entrada dos fundos, desde que de forma individual nos novos leilões, não prejudicaria a concorrência entre os aeroportos.”
O técnico explica que o principal medo do governo é entregar dois grandes aeroportos como Guarulhos e Galeão, fortes na movimentação de cargas e voos internacionais de passageiros, a empresas que atuam na área de serviços, o que poderia prejudicar a concorrência com os demais aeroportos e impedindo reduções de tarifas aeroportuárias. “O medo é de que uma Invepar que tem a OAS como sócia ingressar na concorrência pelo novo aeroporto e atuar para manter sempre no teto permitido as suas tarifas”, explica.
Dilma deixou claro que apenas os acionistas majoritários de outros aeroportos não poderão participar dos novos leilões, mas essa restrição não vale para os minoritários. Ao levar em conta a composição acionária da Invepar, Petros e Funcef detém 20,3% cada um no consórcio e a empreiteira OAS detém 19,40%. A acionista majoritária da empresa é a Previ que detém 40% do capital. O que falta ser respondido é se as empresas com participação acionaria menor poderiam ficar livre das restrições.
As pressões dos fundos de pensões para a revisão da regra de limita a participação nos novos certames ocorre no momento em que os atuais consórcios assumem em definitivo a administração dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Campinas. O ultimo consórcio a assumir definitivamente a administração dos aeroportos já concedidos será a Inframerica, que venceu o leilão em Brasília. A empresa formada pela empreiteira Engevix e pela operadora argentina Corporatión America assume o terminal no próximo dia 1º de março.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

TAM e LAN perdem autorização para operar na Bolívia


16/02/2013 19h38 - Atualizado em 16/02/2013 21h23


Empresas informam que solicitaram renovação das licenças para operação.
Voos já comprados não serão afetados, afirmam companhias.

Do G1, com informações da Reuters
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As companhias aéreas LAN, do Chile, e TAM não estão autorizadas a continuar operando naBolívia, porque não renovaram suas licenças em tempo, disse neste sábado (16) uma autoridade aeronáutica boliviana.
No entanto, ambas as empresas mantiveram seus voos programados para o fim de semana, argumentando, segundo fontes, que não foram notificadas oficialmente da suspensão das licenças anunciada pela Autoridad de Transportes y Telecomunicaciones (ATT ), que enviou um comunicado para a imprensa.
LAN e TAM "não estão autorizadas a continuar prestando seus serviços a partir de 15 de fevereiro," declarou a ATT, depois de ressaltar que as autorizações de transporte das duas empresas "não foram renovadas, desobedecendo as regras vigentes do setor".
Em comunicado enviado ao G1, a TAM  e a LAN informaram que "foram notificadas pela Autoridade de Regulação e Fiscalização de Telecomunicações e Transportes, e que por meio das instâncias formais, solicitaram a renovação da licença, com o objetivo de continuar operando seus voos regularmente". As empresas informam que os clientes que já compraram passagens para o país que "os voos não foram afetados pela resolução mencionada e devem ser operados normalmente".
Representantes da LAN e da TAM-Mercosur, uma filial da brasileira TAM, não foram encontradas para comentar a decisão. LAN e TAM formaram recentemente o grupo internacional Latam.
Fontes da ATT, que pediram anonimato, disseram, no entanto, que a suspensão dos voos das duas empresas aéreas "pode passar a valer a partir da próxima semana, assim que receberem a notificação oficial da decisão e caso as duas não entrem com algum recurso".
TAN e Lan operam nas cidades de Santa Cruz e La Paz, com voos diretos desde Iquique no Chile, Lima no Peru e Assunção no Paraguai, conectando os passageiros bolivianos com os principais destinos da América do Sul.
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Odebrecht construirá hotel e zona comercial no aeroporto de Miami


14/02/2013 - 04h06


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DA EFE
As autoridades de Miami, na Flórida, anunciaram nesta quarta-feira (13) a intenção de desenvolver a área do aeroporto internacional da cidade com a construção de um hotel quatro estrelas, uma zona comercial, restaurantes, estacionamentos e espaço para escritórios, que correrá a cargo da brasileira Odebrecht.
O custo do projeto está calculado em US$ 512 milhões e, segundo a construtora, gerará 5.800 postos de trabalho e US$ 827 milhões em receita para a economia local.
Depois de completado o projeto, sempre segundo os cálculos da companhia, serão 10 mil postos de trabalho permanentes, de forma direta e indireta, e receita de US$ 1,63 bilhão por ano.
"O que realmente impulsiona nossa paixão por esse projeto único é a oportunidade de criar um impacto significativo em nossa comunidade através de milhares de empregos", disse Gilberto Neves, presidente e diretor-executivo da Odebrecht nos EUA, em comunicado.
O projeto, batizado de "Airport City at MIA", ainda tem de ser apresentado ao Comitê de Transporte e Aviação, o que acontecerá em março, e depois ao Conselho de Membros da Comissão do Condado para sua aprovação final.
"A Odebrecht é responsável por todo o financiamento do projeto, a construção e as despesas operacionais, e o Departamento de Aviação do Condado compartilhará os lucros do projeto", explicou a companhia.

Fusão de US$ 11 bilhões da American Airlines com US Airways é aprovada



Negócio cria a maior companhia aérea do mundo, que vai operar como American Airlines

Reuters 
Reuters
Os conselhos de administração da AMR Corp, controladora da American Airlines, e da US Airways aprovaram no final da quarta-feira (13) uma fusão que criará a maior companhia aérea do mundo, com um valor de mercado de cerca de US$ 11 bilhões.
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Aviões da AA: "nova empresa pode elevar faturamento e diminuir custos de forma mais efetiva", diz analista
A fusão conclui uma onda de consolidações que ajudou as companhias aéreas norte-americanas a terem bases financeiras mais sólidas.
O acordo era amplamente esperado pelo mercado e passou mais de um ano em gestação. A AMR, controladora da American, encaminhou um pedido de concordata em novembro de 2011 e a US Airways começou a buscar a fusão no início de 2012.
A nova empresa, que vai operar sob a marca da American Airlines, será 2% maior em tráfego de passageiros pagantes que a atual líder mundial, a United Continental.
A companhia combinada terá sede no Texas e será comandada pelo presidente-executivo da US Airways, Doug Parker, antigo defensor da consolidação da indústria.
"Ao utilizar a rede de conexões da American com penetração em mercados menores, e a receita de aliança global, a nova empresa pode elevar faturamento e diminuir custos de forma mais efetiva, enquanto lida com integração trabalhista e problemas de capital", disse o analista Jeffrey Kauffman, da Sterne Agee & Leach, em nota a clientes.
Tom Horton, que se tornou o presidente-executivo da AMR quando a empresa entrou em concordata, será o presidente do conselho de administração da nova empresa até a primeira reunião anual de acionistas, quando Parker assumirá o cargo.
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Aviões da US Airways: transação é quarta grande fusão na indústria aérea dos EUA desde 2008
A fusão, que está sujeita à aprovação de reguladores e da corte de falências dos EUA, pode ajudar a acelerar a recuperação da indústria aérea norte-americana, já que as empresas terão mais espaço para elevar tarifas com a eliminação de um competidor.
Após o anúncio, Parker afirmou que a empresa não espera ter problemas com autoridades regulatórias por conta da fusão com a AMR.
A transação é a quarta grande fusão na indústria aérea dos EUA desde 2008, quando a Delta Air Lines comprou a Northwest. United e Continental se uniram em 2010, e a Southwest Airlines comprou a rival AirTran Holdings em 2011.
A empresa resultante da combinação da American com a US Airways terá receita de cerca de 39 bilhões de dólares com base nos números de 2012, à frente da United Continental que teve receita de cerca de 37 bilhões de dólares.
Controle será da AA
Os acionistas da US Airways terão 28% de participação na nova empresa. Os 72% restantes ficarão com acionistas da AMR e credores de suas subsidiárias, sindicatos trabalhistas da American e atuais funcionários da AMR.
A transação em ações está sujeita a aprovação de autoridades regulatórias dos Estados Unidos e do tribunal de falências do país e deve gerar mais de 1 bilhão de dólares em sinergias anuais líquidas em 2015.
No anúncio, as empresas também informaram que planejam assumir a entrega de mais de 600 novas aeronaves.
No final de janeiro, o presidente da divisão de aviação comercial da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, afirmou que a fabricante vê a companhia norte-americana demandando mais jatos regionais.
O valor de mercado de US$ 11 bilhões da companhia combinada pode ser comparado aos cerca de US$ 12,4 bilhões da Delta e aos US$ 8,7 bilhões da United.

Concessionária assume hoje ação integral de Viracopos


iG Paulista - 14/02/2013 11h17 
Nice Bulhões/Especial para a RAC | igpaulista@rac.com.br
Vista aérea do aeroporto: ampliação mobiliza 1,8 mil funcionários
Foto: Cedoc RAC
Vista aérea do aeroporto: ampliação mobiliza 1,8 mil funcionários
A antiga Fazenda Palmeiras rendeu-se aos aviões. Viracopos da década de 30, quando da sua fundação, até a sua elevação à categoria de Aeroporto Internacional, na década de 60, cresceu para acompanhar a evolução da aviação. Atualmente, é o sétimo aeroporto brasileiro em fluxo de passageiros e segundo em movimentação de carga no País. Hoje, passa por uma nova etapa, com a gestão integral por parte da Aeroportos Brasil Viracopos. Até ontem, a administração feita pela concessionária era assistida pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), como previa o contrato de concessão. O diretor-presidente da Aeroportos Brasil Viracopos, Luiz Alberto Küster, afirma não esperar grandes desafios a partir de agora. “A operação compartilhada poderia ser estendida por mais três meses, mas nos julgamos preparados para assumir.”
Küster explica que a concessionária passou por “três grandes testes”, enquanto assistida e com redução de cerca de 270 funcionários de um total de 800. Para suprir a redução, acrescentou que foram feitos investimentos pesados em treinamento e capacitação de pessoal. “Passamos pelo grande fluxo de pessoas por conta dos feriados emendados de 15 de novembro (Proclamação da República) e de 20 de novembro (Consciência Negra); Operação Fórmula I, que entre a chegada e o último voo já registrava a entrega de equipamentos em Interlagos (SP), e a operação especial de fim de ano, com obras civis, serviços, pessoal e material”, elenca. Desde o período natalino, os usuários passaram a ter à disposição cinco novos equipamentos de raio X, reforço que amplia os canais de inspeção na área de embarque; e mais cinco ônibus para garantir agilidade nas ações de embarque e desembarque de passageiros.
Viracopos é o primeiro aeroporto do País a ter operação concessionada, desde novembro do ano passado. A Aeroportos Brasil Viracopos assumiu um pacote de medidas para dar maior eficiência e segurança ao terminal de Campinas, bem como está disposta a participar dos investimentos para trazer o trem regional que vai ligar São Paulo a Jundiaí, até Campinas. O trem regional está sendo projetado pelo governo do Estado para ligar São Paulo a Jundiaí. A Secretaria de Transportes Metropolitanos estuda a possibilidade de estender esse trem até Campinas, em conjunto com a construção do trem de alta velocidade (TAV).
Entre as medidas, a principal obra da Aeroportos Brasil Viracopos é a construção do novo terminal que estará concluído em maio de 2014, um mês antes da Copa do Mundo de futebol. “O terminal, com capacidade para 14 milhões de passageiros, seguirá rigorosamente o cronograma e não irá sofrer qualquer atraso”, promete Küster. O ritmo no canteiro de obras está acelerado. “O aeroporto é fundamental para o desenvolvimento local, regional e nacional”, afirma Paulo Sérgio Ignácio, consultor, professor universitário e especialista em logística.
“A sua localização permite a integração nacional e internacional das cadeias produtivas de diferentes segmentos de negócios como, por exemplo, o Sul de Minas e o interior do Estado, onde está uma parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro”, explica Ignácio. Essa integração se dá principalmente pelos modais aéreo e terrestre-rodoviário, permitindo posterior integração marítima por cabotagem no Porto de Santos e fluvial na Hidrovia do Rio Tiête, sendo esses últimos ainda pouco valorizados, segundo o especialista. Ignácio vê como "positiva" a nova gestão por concessão privada, com planos bem definidos para expansão do aeroporto, tanto para o movimento de passageiros quanto o de carga.