sexta-feira, 18 de maio de 2012

Nova torre de Congonhas recebe instalação de equipamentos


As obras da nova torre de controle do aeroporto de Congonhas, que se arrastam desde 2008, passam agora por uma fase de instalação de equipamentos. Os investimentos chegam a R$ 11 milhões, pagos pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária).
Restará ainda uma inspeção do GEIV (Grupo Especial de Inspeção em Voo). A partir de então, a torre ficará sob responsabilidade da Aeronáutica, que já faz o controle de tráfego aéreo no aeroporto de Congonhas.
A torre vai melhorar a visão do pátio do aeroporto, localizado na zona sul, permitindo que seus controladores de voo otimizem as operações. "Ela aprimora o espaço do aeroporto e melhora a observação das pistas e a ergonomia para os operadores", diz o Capitão Pereira, comandante do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de São Paulo.
Congonhas opera com média diária de 560 aeronaves por dia e, em dias de alta operacionalidade, chega a 600 aeronaves, segundo o Capitão. A nova base de observação tem 44 metros de altura, o dobro da altura da antiga, que está em funcionamento desde 1945.
Não há previsão para inauguração da torre, já que faltam detalhes para a Infraero entregá-la à Aeronáutica.

Feira promete diagnosticar setor de logística no Amazonas


Serão debatidas soluções para o segmento rodoviário e rodo-fluvial.
Evento será realizado entre os dias 26 a 28 de junho, em Manaus

Questões relacionadas à logística e o transporte de cargas no Amazonas estarão em discussão na 1ª Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística (Transpo Amazônia), que será realizada em Manaus, entre os dias 26 a 28 de junho. O objetivo é fazer um diagnostico do setor no Estado. Empresários e líderes do setor de logística e transporte de 18 países devem participar do evento.

De acordo com o presidente da Federação das Empresas de Logística e Transporte e Agenciamento de Cargas do Amazonas (Fetramaz), Irani Bertolini, o evento será uma oportunidade de repensar toda a estrutura existente na Amazônia. Dele destacou que os preços dos fretes praticados entre São Paulo (SP) e Recife (PE) são os mesmos praticados entre a capital paulistana e Manaus. "Assim, como é possível que os mesmos produtos cheguem ao consumidor do Nordeste a preços menores do que aqueles praticados no Amazonas se o custo adicional não é do transporte?", questionou.

Ainda de acordo com o dirigente da Fetramaz, também serão debatidas soluções para as principais dificuldades dos operadores do segmento rodoviário e rodo-fluvial de cargas na Região Norte, como as péssimas condições de estradas, segurança, excesso de burocracia, falta de pontos de apoio e a condição dos portos.

"Temos a questão das hidrovias que precisam ser melhoradas e das rodovias BR-319 (Manaus-Porto Velho) e BR-316 (Cuiabá-Manaus-Santarém), que poderiam reduzir em até dois dias as viagens até o Sudeste", acrescentou Bertolini, ao afirmar que o segmento de transportes e logística tem um enorme potencial de crescimento na região e que grupos e empresas estrangeiras já estão atentos ao mercado local.

Na ocasião, acontecerá ainda a Assembleia Geral da Câmara Interamericana de Transportes (CIT), além de fóruns, mesas redondas e exposições das principais empresas do setor.

Gol muda site para informar sobre passagens de outras empresas


A Gol alterou o layout de seu site para deixar claro aos clientes que vende passagens em voos operados por outras companhias, como a Webjet.
Em fevereiro, matéria da Folha mostrou que a Gol oferecia assentos em voos da Webjet pelo triplo do preço e sem explicitar que o passageiro voaria por outra empresa.
Na época, havia apenas uma sigla (OP) que identificava que o voo era operado por companhia parceira. Agora, há uma tarja verde, em destaque, na qual está escrito "Webjet". O mesmo ocorre em trechos da Passaredo.
Segundo a Gol, a alteração foi feita em abril e visa a "melhor identificação das companhias aéreas parceiras pelos clientes". A empresa disse que não foi notificada por nenhum órgão a promover a mudança e não tem registros de reclamações de clientes.
Apesar da modificação, os preços cobrados pelas duas companhias, para um mesmo voo, continuam diferentes. No site da Gol, os valores são quase quatro vezes maiores do que no da Webjet.
A empresa afirmou que suas práticas cumprem a legislação vigente. "A Gol esclarece que não faz coordenação de preços com a Webjet e que as duas companhias têm políticas tarifárias independentes", disse a empresa, em nota.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Ponte aérea Rio-SP é a segunda rota mais movimentada do mundo, diz estudo


A ponte aérea que liga o Rio de Janeiro a São Paulo é a segunda rota mais movimentada do mundo, segundo estudo realizado pela multinacional Amadeus, empresa que comercializa passagens aéreas para as principais companhias do mundo.

ROTAS AÉREAS MAIS MOVIMENTADAS DO MUNDO

1. Jeju-Seul (Coréia do Sul)
2. Rio-São Paulo (Brasil)
3. Osaka-Tóquio (Japão)
4. Sapporo-Tóquio (Japão)
5. Melbourne-Sidney (Austrália)
6. Fukuoka-Tóquio (Japão)
7. Pequim-Xangai (China)
8. Hong Kong-Taipé (China-Taiwan)
9. Cidade do Cabo-Johannesburgo (África do Sul)
10. Mumbai-Nova Délhi (Índia)
De acordo com o estudo, oito milhões de passageiros fizeram a ponte aérea Rio-SP em 2011. A rota mais movimentada é a Jeju-Seul, na Coreia do Sul, com dez milhões de passageiros.
A terceira rota mais movimentada do mundo é Osaka-Tóquio, seguida de Sapporo-Tóquio (ambas no Japão), Melbourne-Sidney (Austrália), Fukuoka-Tóquio (Japão) e Pequim-Xangai (China).
O estudo aponta também que o Brasil registrou o segundo maior crescimento no volume de passageiros entre 2010 e 2011, saltando de aproximadamente 70 milhões de usuários no ano retrasado para 82,3 milhões no ano passado --variação de 17%. Na primeira posição está o Chile, que teve 9,3 milhões em 2011 --aumento de 21% em relação a 2010.
O levantamento da Amadeus considerou apenas os países em que há mais de 5 milhões de passageiros por ano. Depois de Chile e Brasil, registraram os maiores crescimentos no número de passageiro Filipinas (15%), Rússia (15%), Arábia Saudita (15%), Turquia (15%) e Índia (13%).
PAÍS
PASSAGEIROS EM 2011 (em milhões)
CRESCIMENTO
Chile
9,3
21%
Brasil
82,3
17%
Filipinas
24,4
15%
Rússia
44,6
15%
Arábia Saudita
23,3
15%
Turquia
34,4
15%
Índia
71,6
13%
Vietnã
16,1
12%
Indonésia
53,7
11%

Viagens entre continentes

Segundo o estudo, o tráfego entre países asiáticos e europeus cresceu 9% em número de passageiros, mesmo percentual verificado entre a Ásia e a América do Norte. O único tráfego entre continentes que sofreu retração, diz o levantamento, foi entre a África e a Europa (-2%).
Com mais de 60 milhões de passageiros, o tráfego entre Europa e América do Norte é o mais movimentado, considerando o fluxo entre regiões. Na sequência, aparece o fluxo Ásia e Europa (53 milhões de passageiros) e América Latina e América do Norte (47 milhões).
A Amadeus diz ter processado a venda de mais de 948 milhões de viagens em 2011 em seus sistemas. A empresa foi formada em 1987, a partir de uma aliança entre as companhias Air France (França), Lufthansa (Alemanha), Iberia (Espanha) e Scandinavian Airlines System (Suécia).

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Lei estabelece normas para o exercício da profissão de motorista


                Dilma vetou possibilidade de redução do intervalo entre as jornadas

A presidente Dilma Rousseff sancionou na quarta-feira da semana passada a lei que regulamenta a profissão de motorista de caminhão no País. Aprovado na Câmara dos Deputados em 3 de abril, após anos de discussões, o projeto regulamenta a jornada de trabalho, o tempo de direção e os períodos de descanso dos condutores de caminhões. Entre os itens mais importantes da nova lei estão a proibição do trabalho por mais de quatro horas ininterruptas sem um intervalo mínimo de 30 minutos de descanso entre cada período. O trabalho, no entanto, poderá ser prolongado por mais uma hora  ou até que o motorista encontre um local seguro e com infraestrutura adequada para repousar. O intervalo de uma hora para refeições é outra garantia prevista na lei.
A cada 24 horas, será exigido um intervalo de descanso mínimo de 11 horas, que pode ser fracionado em nove horas e mais duas - o descanso semanal total deve ser de 35 horas. O motorista também só poderá dar início a uma jornada com duração superior a 24 horas após o cumprimento integral do intervalo de descanso exigido pela lei.Ainda sobre a jornada de trabalho, a presidente Dilma vetou a possibilidade de redução em até duas horas do intervalo interjornada. Também vetou o parágrafo que previa a possibilidade de acúmulo de descanso semanal, desde que não ultrapassasse 108 horas e fosse coincidente, ao menos uma vez por mês, com o domingo.
O motorista profissional será o responsável por controlar o tempo de direção e de descanso exigidos pela lei. No caso do transporte de carga ou de passageiros, o condutor do veículo fica sujeito a penalidades como multa e retenção do veículo para regulamentação da pendência. A lei aprovada pela Câmara foi um substitutivo do Senado para o Projeto de Lei 99/07, do ex-deputado Tarcísio Zimmermann, que regulamenta a atividade de motorista profissional com vínculo empregatício, inclusive dos operadores de tratores e de empilhadeiras.
O texto, que foi negociado com sindicatos e empresas de transportes, é muito diferente da primeira versão aprovada pela Câmara, em 2009. Os senadores mantiveram apenas o direito a seguro obrigatório pago pelo empregador, especificando que o valor mínimo será equivalente a 10 vezes o piso da categoria.
A proposta foi relatada em Plenário durante a votação pelo deputado Mauro Lopes (PMDB-MG), da Comissão de Viação e Transportes. “Esse texto resultou de longa discussão e negociação entre as entidades representativas dos trabalhadores e das empresas transportadoras. Há 40 anos que a categoria está lutando para regulamentar sua profissão”, afirmou Lopes. Para o presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), senador Clésio Andrade, a sanção da lei é importante para valorizar a categoria. “O texto é rigoroso e visa, principalmente, à segurança no trânsito e à saúde dos motoristas. Precisamos garantir aos nossos profissionais as melhores condições de trabalho”, afirmou.
Regulamento define direitos e deveres dos condutores
A lei sancionada pela presidente Dilma define os direitos e os deveres dos motoristas profissionais. Além do seguro obrigatório e dos previstos na Constituição, são direitos o acesso gratuito a programas de formação e aperfeiçoamento profissional; o atendimento profilático, terapêutico e reabilitador no Sistema Único de Saúde (SUS) em relação às enfermidades profissionais; não responsabilização por danos patrimoniais para os quais não tenha concorrido (roubo de carga, por exemplo).
Entre os deveres, destacam-se estar atento às condições de segurança do veículo; conduzi-lo com perícia e prudência; cumprir regulamento patronal sobre o tempo de direção e de descanso; e submeter-se a teste e a programas de controle de uso de drogas e de bebidas alcoólicas, instituído pelo empregador.
O transportador de cargas, operador de terminais de carga ou de transporte multimodal, ou agente de cargas que ordenar ou permitir o início de viagem de duração maior que um dia, sabendo que o motorista não cumpriu o período de descanso diário, estará sujeito a pena de detenção de 6 meses a 1 ano e a multa.
Quanto à pontuação na carteira de habilitação, o projeto determina ao motorista profissional realizar curso de reciclagem ao atingir 20 pontos, sob pena de suspensão imediata, conforme regra geral do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97). A suspensão do direito de dirigir ocorrerá para os motoristas quando o acúmulo das multas atingir 30 pontos.
O substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 99/07 prevê a construção de locais seguros de descanso nas rodovias, a cada 200 quilômetros, incluindo área isolada para os veículos de transporte de produtos perigosos. Segundo o texto, os novos editais de concessão de rodovias terão de exigir a construção desses locais.
As concessões já existentes terão um ano para se adaptar a essa exigência, podendo requerer reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. O projeto também permite as parcerias público-privadas (PPP), atualmente restritas a contratos superiores a R$ 20 milhões, na construção dos locais em rodovias administradas diretamente pelo poder público.

          Setcergs concorda e apoia a isonomia de tratamento
Para Silvano, distância de 200 quilômetros entre pontos de parada para descanso é muito longa. JONATHAN HECKLER/JC

A regulamentação da profissão de motorista aprovada no Congresso Nacional e sancionada pela presidente da República abrange direitos e deveres tanto para os caminhoneiros empregados por companhias, quanto para os autônomos. Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs), José Carlos Silvano, a postura é adequada. “O correto, e essa legislação contempla, é que todos são iguais perante a lei”. Ele admite que os autônomos têm hoje uma maior liberdade de trabalho nas estradas. “Se eles ficassem completamente livres, iriam causar uma distorção de mercado, além do que a principal finalidade da proposta, que é diminuir os acidentes, não seria contemplada”, diz Silvano.
O presidente do Setcergs lembra que a regulamentação foi debatida nos últimos três anos, com realizações de audiências públicas em todo o País. Ele ressalta que a medida contemplará motoristas que fazem diversos tipos de transportes: curtas e longas distâncias, internacionais, cargas perigosas, motoristas urbanos, de ônibus, entre outros.
Ele espera que a normatização traga segurança jurídica às empresas, na relação capital e trabalho, e que possa reduzir o número de acidentes nas estradas, através de uma carga horária mais organizada. No entanto, ele concorda que a fiscalização das normas será muito mais simples de ser efetuada nas empresas do que na atividade autônoma. Silvano acredita que essa diferença, com o tempo, poderá ser diminuída com ações da Polícia R odoviária e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Silvano admite que, se a nova regulamentação for cumprida à risca, serão necessários mais prazo, caminhões e pessoal para executar o transporte de cargas, o que aumentará o preço dos fretes. “Não se faz uma omelete sem quebrar os ovos. Se quisermos ter o controle da jornada dos motoristas e melhorar a segurança, há um custo”, afirma o presidente do Setcergs.
Segundo o dirigente, o “gargalo” que precisará ser resolvido é a falta de estruturas para que os motoristas possam parar os caminhões e descansar. A nova legislação prevê que nas futuras concessões de rodovias, a cada 200 quilômetros, tenha-se um ponto de parada para caminhões. “Mas 200 quilômetros é uma distância muito grande, isso quer dizer cerca de três horas de viagem”, alerta Silvano. Ele acrescenta que em muitos postos de combustíveis os motoristas já não conseguem parar por falta de espaço ou pelos estabelecimentos só permitirem o estacionamento para quem abastece. “Tem uma lei que manda parar, mas não tem lugar adequado”, lamenta.
Fecam critica condições iguais para categorias diferenciadas
Ao contrário do Setcergs, a Federação dos Caminhoneiros Autônomos dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (Fecam) é contrária ao tratamento igualitário entre as categorias de motoristas que consta do texto aprovado. O presidente da entidade, Eder Dal´Lago, argumenta que os autônomos gaúchos e catarinenses estão muito afastados dos principais destinos de cargas no Centro do País e o tempo é uma questão fundamental quando um transporte é encomendado.
“Imagina movimentar arroz de Camaquã para Minas Gerais, ou móveis de Bento Gonçalves para o Norte do Brasil. Com a limitação, quantos dias o caminhão levará para chegar?”, indaga o dirigente. Ele acrescenta que o autônomo não tem como realizar a troca de motoristas durante o trajeto, como algumas empresas fazem. Para Dal´Lago, os autônomos são uma categoria diferenciada e sugere que poderiam ser determinadas para a classe oito horas de descanso.
“Por exemplo, o motorista poderia parar das 22h até às 6h, o caminhoneiro, descansando oito horas, pode rodar tranquilamente”, garante o presidente da Fecam. Ele adianta que será muito difícil realizar a fiscalização do tempo que o motorista encontra-se dirigindo e se ele está cumprindo o limite determinado pela regulamentação. Ele também salienta a questão sobre em que locais os motoristas descansarão. “O governo, deputados e senadores estão falando somente sobre horas de volante, mas não estão se lembrando de fazer uma infraestrutura para os caminhoneiros”, adverte.
O dirigente reclama que em muitos municípios não há postos para os caminhoneiros pararem e essa questão agrava os riscos de assaltos. “Não temos infraestrutura e estão falando de horas de volante, acho que o pessoal está falando muito, mas não entendem do trabalho”, reitera Dal´Lago. Ele argumenta que para aumentar a segurança nas estradas é necessário melhorar as condições das rodovias brasileiras.
Sobre pontos para o descanso de motoristas, Dal´Lago revela que a Fecam, em conjunto com a Concepa, pretende desenvolver o projeto da Casa do Caminhoneiro em Porto Alegre. O estabelecimento, que ocupará uma área de aproximadamente 40 mil metros quadrados, será construído entre  a BR-116 e a freeway. Ali, o profissional poderá tomar banho, lavar roupas, dormir, fazer as refeições, entre outras atividades. A partir do início das obras, o complexo levará em torno de um ano para ser finalizado, diz ele.


Estado e prefeitura fecham acordo para obras no aeroporto de Ribeirão Preto


Estado e Prefeitura de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) fecharam um acordo nesta quarta-feira (9) sobre o custeio da remoção de famílias do entorno do aeroporto Leite Lopes, necessária para a ampliação e internacionalização do local. O valor será bancado pelo governo estadual.
O acordo foi fechado em reunião à tarde entre a prefeita Dárcy Vera (PSD) e o secretário de Estado de Logística e Transportes, Saulo de Castro de Abreu Filho.
A definição encerra o impasse sobre o custeio das remoções, iniciado em março, durante a primeira reunião entre Dárcy e Abreu Filho.
Na ocasião, o governo estadual colocou na lista de obrigações da prefeitura o pagamento de R$ 25 milhões para a retirada das famílias.
Dárcy, no entanto, disse que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) já havia se comprometido com o custeio.

Silva Junior-19.mar.2012/Folhapress

Avião decola do aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, cuja internacionalização é alvo de impasse

Na última sexta, Abreu Filho antecipou em entrevista à Folha que o Estado poderia assumir o pagamento do valor já que, segundo ele, houve apenas uma proposta para que a prefeitura custeasse.
Ele, no entanto, não deixou de criticar a postura da prefeita, afirmando que Dárcy criou polêmica em um assunto que era técnico.
Na reunião de ontem, também foi definido que a prefeitura vai fazer, por conta própria, a licitação para as obras viárias ligadas ao aeroporto.
O Estado havia sugerido que a prefeitura repassasse o valor previsto para a obra --R$ 21 milhões-- para que a Dersa, estatal do governo, conduzisse a construção.
A prefeitura diz que, por conta própria, pode fazer o trabalho por R$ 12 milhões.
Ontem, Dárcy evitou falar em embate político e disse que a reunião foi "técnica". Em nota, o Estado diz que as obras devem ser licitadas em 15 meses.
O total a ser investido para a ampliação do Leite Lopes é de aproximadamente R$ 170 milhões. 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Tam e Air China ampliam acordo de compartilhamento de voos


Os passageiros da companhia aérea Tam que desejam viajar para a China têm, desde 1° de maio, uma nova opção de rota, ainda mais ágil e confortável. Com a ampliação do codeshare - acordo de compartilhamento de voos da empresa com a Air China, os clientes já podem chegar a capital chinesa, passando por Paris, em conexão no Aeroporto Charles de Gaulle, de onde seguirão viagem em voos da companhia de bandeira nacional chinesa.

Os clientes da Tam têm à sua disposição uma frequência diária partindo de São Paulo/Guarulhos e mais cinco serviços semanais com origem no aeroporto do Rio de Janeiro/Galeão. Dessa forma, a ligação entre o Brasil e os demais países da América do Sul com a China, e de lá para outras regiões da Ásia, será reforçada.

A partir de Paris, os clientes têm à disposição o voo JJ 8384, que parte às 20h20. No sentido inverso, o JJ 8383 decola às 13h35 de Pequim. As passagens estão disponíveis para venda em todos os canais comerciais da companhia.

A nova configuração do acordo com a Air China está alinhada aos objetivos de expansão da Tam no continente asiático, onde a companhia possui um escritório comercial em Hong Kong (China), representações comerciais na Coréia do Sul, na Índia, na Tailândia e em Taiwan, além de gerências na China (Pequim e Xangai) e no Japão (Tóquio).

Antes da ampliação do codeshare com a Air China, disponível desde agosto de 2009, os clientes da Tam faziam a conexão com destino à Pequim no aeroporto de Barajas, em  Madri (Espanha). Vale ressaltar, ainda, que a empresa também tem voos compartilhados com a Ana - All Nipon Airways, para oferecer aos clientes a possibilidade de chegar ao continente asiático por meio do aeroporto de Tóquio.

Gol inaugura equipamento que irá melhorar operação de voos no país

Representantes da Gol, Anac, Avianca, Tam, Web Jet, Snea e Celma participaram do lançamento


A Gol realizou hoje o voo de homologação do RPN AR Proach - Performance de Navegação Requerida. O novo equipamento, que deve ser implantado em dois meses nas aéreas concorrentes como a Tam, Azul e Avianca permite entre outras coisas reduzir o tempo de voo entre destinos operados, economizar combustível e reduzir o ruído, além de permitir o pouso e decolagem em situações adversas de tempo. Na opinião de Adalberto Bogsan, vice presidente técnico da Gol o uso do equipamento é um passo importante para a aviação brasileira. "Ganhamos em tecnologia e beneficiamos a empresa e o passageiro que terá maior segurança e garantia de chegar no horário previsto do seu voo", adiantou.

Segundo ele 23 aviões utilizarão os equipamentos inicialmente em trechos como a Ponte Aérea, Curitiba, Navegantes,  Florianópolis e Londrina, entre outros. O PRN AR Proach já é utilizado por empresas aéreas no exterior em países como China, Austrália, bem como destinos como Cusco. O custo médio de um equipamento destes é de US$ 300 mil e exige treinamento da equipe de bordo para sua utilização.

Participaram do voo inaugural diretores da Gol, da Webjet, da Anac, do Snea, da Celma, da Azul e Avianca. Após o voo de demonstração realizado no aeroporto Santos Dumont com duração de 1h20 os convidados foram recepcionados com um coquetel no restaurante 14 Bis no Santos Dumont. 

Segundo o diretor de operações da Anac, Carlos Pelegrino, o benefício do novo equipamento será para a aviação brasileira. "A Gol foi parceira para o voo de homologação mas as demais companhias irão aderir ao uso do mesmo e o principal disso é que os passageiros ganham maior segurança a bordo", adiantou.

Prestigiaram o evento o presidente da Webjet, Julio Perotti, o CEO da GE-Celma, Sérgio Zuquim,o diretor de Operações da Azul, Ivan Carvalho, o diretor tecnico do Snea, Ronaldo Jenkins, representantes da diretoria da Gol e jornalistas da midia especializada, entre outros.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Empresa holandesa pode entrar em consórcio de Viracopos, diz fonte


Nova companhia poderá ser adicionada ao grupo vencedor do leilão

O consórcio que administrará o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), pode ter uma empresa holandesa em sua composição, disse à Reuters uma fonte do governo federal.
Falando sob a condição de anonimato, a fonte disse que a nova companhia poderá ser adicionada ao grupo vencedor do leilão de concessão de Viracopos -- que tem uma empresa francesa como parceira para a operação aeroportuária -- ou substituir um de seus participantes.
O único operador holandês de aeroportos é o Schiphol Group, que administra o aeroporto de Amsterdam, o quarto maior da Europa em volume de passageiros e terceiro em transporte de carga.
Segundo informações disponíveis no website da companhia, além de Amsterdam a empresa administra aeroportos em Rotterdam, Eindhoven e Lelystad, além de deter participações diretas ou indiretas em aeroportos nos Estados Unidos, Austrália, Itália, Indonésia, Aruba, Suécia e França.
O consórcio Aeroportos Brasil, formado por Triunfo Participações, UTC Participações e Egis Airport Operational, obteve a concessão de Viracopos ao oferecer no leilão R$ 3,8 bilhões, o que representou um ágio de 160% em relação ao preço mínimo estipulado.
Procurada pela Reuters, a Triunfo Participações disse que a informação sobre a empresa holandesa não procede.
Notícia publicada na imprensa no início desta semana dizia que o governo estava exigindo a troca dos operadores de aeroportos integrantes dos consórcios vencedores do leilão de licitação dos aeroportos do Brasília, Campinas e Guarulhos.
No mesmo dia, a Secretaria de Aviação Civil enviou comunicado em que afirmava que era "improcedente" a informação, lembrando, porém, que as regras do processo de concessão permitem que os consórcios vencedores busquem novas parcerias com o objetivo de fortalecer ou modernizar os projetos de infraestrutura e gestão desses aeroportos.
Segundo a fonte disse à Reuters, o governo não pode exigir a troca, mas tem pressionado para mudanças nos consórcios, deixando claro que cobrará com firmeza o cumprimento das metas estabelecidas nos contratos de concessão.
A alteração também poderia acontecer no aeroporto de Brasília, disse a fonte, sem dar maiores detalhes. A Engevix, que faz parte do consórcio vencedor para aquele aeroporto, Inframérica Aeroportos, com a argentina Corporación América, não comentou a informação.
A fonte disse que a preocupação do governo sobre a pouca experiência que alguns operadores que ganharam a licitação têm foram compartilhadas em reuniões da Casa Civil com os consórcios vencedores nos últimos meses.
Apesar das três operadoras cumprirem a exigência estabelecida no edital de que elas devem administrar aeroportos com tráfego superior a 5 milhões de passageiros por ano, nenhuma delas figura entre as grandes operadoras globais.
O consórcio Aeroportos Brasil enfrentou questionamentos do segundo colocado, o consórcio liderado pela Odebrecht, e da empresa ES Engenharia, que entraram com recursos contra o resultado. Em 26 de março, entretanto, a Comissão Especial de licitação da Anac decidiu manter a habilitação do consórcio vencedor. A assinatura do contrato está prevista para 25 de maio.

A Empresa
É uma empresa idealizada para realizar soluções no âmbito logístico e da segurança, dando ênfase nos mercados aéreos e rodoviários. A fim de abranger todo o território nacional, garantindo todaclareza e informação no acompanhamento de cargas, sejam elas feitas via terrestre ou aéreo.Trazendo um novo conceito de trabalho de acompanhamento de cargas aéreo rodoviárias no país. Demonstrando em tempo real onde está o produto do cliente.Repassando todas as informações para departamentos de logística e Security .