terça-feira, 5 de março de 2013

Após fusão com a Trip, Azul se prepara para enfrentar TAM e Gol



Enquanto aguarda aprovação final do Cade e da Anac, companhia investe em novos trechos

Brasil Econômico - Érica Ribeiro | 
Brasil Econômico
À espera da aprovação final do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para a fusão com a Trip, a Azul já contabiliza os primeiros passos da união. Segundo o diretor de Comunicação, Marca e Produto da Azul, Gianfranco Beting, a fusão estabelece a terceira força da aviação comercial brasileira, capaz de enfrentar o duopólio TAM-Gol.
Juntas, Azul e Trip transportam por mês 1,7 milhão de passageiros e no próximo dia 20 chegarão a 101 cidades atendidas, com um novo destino, Pelotas. Beting disse que o mercado brasileiro deverá continuar em expansão em 2013. 
No entanto, para crescer mais, é preciso melhorar a infraestrutura nos aeroportos. Ele elogiou a nova administração em Viracopos, em Campinas (SP), com o trabalho dos novos administradores, o consócio Aeroportos Brasil. 
Para Beting, o modelo das duas empresas, no qual aeronaves regionais voam até grandes aeroportos e conectam estes aos grandes centros, é um formato que torna a Azul-Trip competitiva no mercado brasileiro.
Divulgação/Azul
Fusão da Azul com a Trip cria terceira força da aviação comercial no Brasil

“A malha está muito robusta e vem sendo trabalhada no sentido de eliminar sobreposições, racionalizar a oferta. Com isso, pudemos desenvolver novos horários, criar novos voos e fazer modificações que geram frutos e dividendos palpáveis”, diz.
Segundo ele, foi feito um estudo da oferta da Trip em Guarulhos e da Azul em Campinas, remanejando voos de um aeroporto para outro e fortalecendo as duas operações. Beting afirma que a companhia já tem uma operação respeitada em Guarulhos, ao mesmo tempo que fortaleceu o hub(centro de distribuição de voos) de Viracopos. 
“Na semana que vem vamos adicionar sete destinos sem escalas a Viracopos. O aeroporto vai chegar a 50 destinos, sem escalas. De longe é o aeroporto com o maior número de cidades servidas sem escalas na aviação comercial brasileira”, adiantou.
Mercado em crescimento 
O executivo da Azul acredita que o mercado brasileiro de aviação comercial não terá números tão vigorosos em 2013, mas continuará em expansão. “O que é melhor: chorar porque o mercado estava crescendo 17% e vai crescer 12% ou comemorar que estamos crescendo 12%? O mercado conseguiu esse ‘desgarramento’ do PIB. Antes a conta era multiplicar o PIB por três para projetar o crescimento da indústria, quando ainda havia pibão”. 
Para ele, “o mercado continuará crescendo e a Azul e a Trip estão bem posicionadas para absorver boa parte desse crescimento”, assinalou. 
Quanto ao aumento de preços nas passagens, movimento que o setor considera, Beting prefere dizer que pode acontecer uma recomposição. Isso porque os insumos básicos, sobretudo combustível, que responde entre 35% a 40% dos custos, não dão sinais de queda. 
“A indústria teve um ‘desaparecimento’ de 40% do preço nos últimos 10 anos. Acredito que essa recomposição é uma tendência. O preço mais acessível é possível sobretudo pelos ganhos de eficiência do setor. O que contamina o segmento é a questão da infraestrutura. O gargalo está aí”, alerta. 
Sobre a concessão do aeroporto de Viracopos, em Campinas, Beting diz que a operação “vem mudando da água para o vinho”. Para ele, o sistema vai ficar um pouco mais caro. “Mas há um entendimento de que melhorias não virão de graça. Com aeroportos mais robustos, mais gente vai voar e mais impostos serão arrecadados.” 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Voos atrasados podem ser punidos com perda do direito de usar aeroportos



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Pedro Peduzzi
Da Agência Brasil, em Brasília
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) estabelecerá novos critérios de distribuição dos voos entre as companhias aéreas. Empresas que não atenderem aos critérios de qualidade poderão perder os slots –horários de pousos e decolagens nos aeroportos. A fim de incentivar melhor uso dos slots, a agência pretende incluir a pontualidade entre os parâmetros de verificação de eficiência. A medida foi criticada por representantes do setor, durante audiência pública, nesta segunda-feira (4), em Brasília.
"É difícil mensurar o que gera falta de pontualidade. Pode ser [causada por] condições climáticas, infraestrutura ou problemas ocorridos em outros aeroportos, como aconteceu semana passada no Aeroporto de Brasília", disse o representante da TAM Linhas Aéreas, Marcelo Dezem. A falta de energia no aeroporto de Brasília causou filas enormes, impediu pousos e decolagens, além provocar efeito cascata que prejudicou inúmeros voos em todo o país.
Segundo ele, a avaliação sobre a pontualidade das empresas "deve ser tratada por um comitê e não por uma norma", disse. "Somos favoráveis às penalidades, desde que por conduta inapropriada, por mau uso ou por má-fé", acrescentou Dezem. Ele defendeu que os cancelamentos previamente anunciados não sejam registrados como atrasos.
Para a superintendente de Regulação Econômica e Acompanhamento da Anac, Danielle Crema, "a falta de pontualidade gera degradação no serviço do aeroporto". Ela adianta que o resultado da avaliação terá como base o desempenho e informações oferecidas pelas próprias empresas. "A Anac considerará [ou não] o fato como verídico. Dessa forma, as empresas poderão ser isentadas da responsabilidade", emendou o gerente de Operações da agência, Antônio Marcos.
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Aviões na pista do aeroporto de Congonhas, em São Paulo Leia mais Antônio Gaudério/Folha Imagem - 11.dez.2007
Representando a Gol Linhas Aéreas, Alberto Fajerman alertou que a resolução da Anac precisa "definir o mau uso [dos slots] de maneira mais clara". Além disso, acrescentou, os valores das punições a serem aplicadas precisam ser definidos. "Não se pode entender [o que quer dizer] 'no mínimo de tantos por cento'. Isso pode levar a resultados totalmente diferentes", argumentou.
A Gol criticou a forma como os slots retirados das empresas seriam redistribuídos. "Não se pode usá-los para resolver o problema dos entrantes", disse ao se referir à previsão de que os slots poderiam ser usados para incentivar a entrada de empresas sem acesso a um aeroporto, ou a empresas menores que pretendam ampliar sua operação em determinada cidade.
Representantes das empresas de transporte de carga aérea aproveitaram a audiência para pedir tratamento igual àquele dado às companhias de transporte de passageiros na obtenção de slots. "As vendas pela internet têm aumentado significativamente. Apesar de a carga aérea corresponder, em termos de peso, a apenas 0,4%, por valor é responsável por 18% de tudo que é importado ou exportado. As cargas [no que se refere a slots] precisam ser tratadas da mesma forma que os passageiros", disse o representante da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Euzébio Angelotti Neto.
A previsão é de que as novas medidas da Anac sejam definidas no primeiro semestre de 2013. As empresas terão o segundo semestre para se adaptar às novas regras e construírem um histórico de operações com elas. "A partir de 2014 tudo deverá ser colocado em prática", informou a superintendente da Anac.

sábado, 2 de março de 2013

Gol informa que vai prosseguir com demissões na Webjet



Empresa considerou "frustradas" as negociações para a manutenção no quadro funcional

Agência Estado | 
Agência Estado
A Gol Linhas Aéreas informou neste sábado, por meio de nota, que irá prosseguir com o "desligamento" de 850 funcionários da Webjet, demitidos em 23 de novembro 2012 e reintegrados, por ordem judicial, em 27 de dezembro do ano passado.
A empresa considerou "frustradas" as negociações para a manutenção no quadro de funcionários após as propostas apresentadas serem rejeitadas.
Getty Images
Gol não informou quantos funcionários serão mantidos na empresa, nem o total de demitidos
"Por aproximadamente dois meses, a companhia apresentou propostas de negociação, que foram rejeitadas. Tendo exauridas todas as tentativas, a companhia considera as negociações mantidas frustradas e se viu limitada a prosseguir com os desligamentos do seu quadro", informou.
A Gol não informou quantos funcionários serão mantidos na empresa, nem o total de demitidos.
No último dia 6 de fevereiro, o vice-presidente técnico da Gol, Adalberto Bogsan, reiterou, à Agência Estado, que a Gol não recuaria da decisão do encerramento das atividades da WebJet e da demissão dos 850 tripulantes e profissionais de manutenção.
Na quarta-feira passada, a Gol entrou com o pedido de registro de companhia aberta e de realização da oferta pública inicial (IPO) de distribuição das ações da Smiles , seu braço de fidelidade com os clientes.

    Aeroporto de Brasília tem apagão e mais da metade dos voos sofre atrasos



    Terminal JK registrou série de oscilações na linha de transmissão de energia desde 6h. O serviço foi restabelecido quase três horas depois, segundo administrador

    iG São Paulo |  - Atualizada às 
    O Aeroporto Internacional de Brasília, Juscelino Kubitschek, sofreu um apagão na manhã deste sábado e os reflexos da suspensão de energia ainda são sentidos pelos passageiros que chegam ao terminal. A falta de luz fez com que os voos que partiam e chegavam à cidade fossem suspensos, causando um encavalamento dos horários. O saguão do aeroporto ficou lotado até pouco antes do 12h, com filas extensas e horas de espera.
    Por volta das 6 horas da manhã, uma série de oscilações na linha de transmissão de energia que abastece o aeroporto gerou uma pane no sistema e isso ocasionou a falha na distribuição de energia no terminal. Às 8h45, o sistema foi restabelecido, conforme nota do consórcio Inframerica, que administra o aeroporto. A capacidade do aeroporto é de 11 milhões de passageiros por ano.
    Desde o início dos problemas, mais da metade das partidas registraram atrasos. Segundo o último balanço da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuário (Infraero), entre as 92 partidas programadas, 66 voos (71%) sofreram atrasos e cinco (5%) foram canceladas. Na última hora, entre 12h e 13h, 24 (26%) registraram atraso superior a meia hora. 
    A assessoria da Inframerica informou que conta com o restabelecimento da grade horária de forma gradual ao longo do dia, mas não soube dizer uma previsão de horário. E também não soube informar se o apagão também causou atrasos nos voos que chegam ao Distrito Federal. 
    *com AE

    quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

    Avianca Brasil registra primeiro lucro anual em 2012



    Companhia, que chega a 32 aviões, já detém 6,3% do mercado nacional de aviação

    Pedro Carvalho - iG São Paulo | 
    Divulgação
    Equilíbrio no balanço: "conseguimos cumprir aquilo que havíamos prometido", diz executivo
    A Avianca Brasil registrou o primeiro lucro anual da história da empresa em 2012, ano em que as principais companhias aéreas brasileiras tiveram fortes prejuízos . A empresa, sediada em São Paulo, tem atualmente 32 aviões em operação e detém 6,3% do mercado nacional.
    Ao longo do ano passado, a empresa informou que tinha a meta de atingir pela primeira vez o equilíbrio financeiro no balanço anual.
    "Ainda vamos divulgar esse resultado, mas posso adiantar que 2012 foi o ano em que conseguimos cumprir aquilo que havíamos prometido", afirma Tarcisio Gargioni, vice-presidente comercial e de marketing da companhia, em entrevista ao iG . Questionado sobre se isso significava que a Avianca atingiu o chamado "break even", ou seja, passou a ter balanço no azul, o executivo confirmou a informação.
    A companhia, que não tem ações negociadas em bolsa e, por isso, não precisa divulgar balanços,esperava ter receita total superior a R$ 1 bilhão em 2012 . Em 2011, as vendas totais ficaram em torno de R$ 840 milhões.
    A participação de mercado da Avianca Brasil cresceu nos últimos anos, com a compra de aeronaves maiores. Em janeiro de 2011, a companhia tinha apenas 2,72% do mercado nacional. No mês passado, o índice chegou a 6,3%.
    A empresa transportou 521 mil passageiros no mês passado, quando teve oferta de 615 mil assentos-quilômetro, ou 6% da oferta total do País. A companhia planeja aumentar essa oferta em 22% em 2013, com a substituição dos Fokker 100 por modelos Airbus 318, que têm maior capacidade – a Avianca deve receber cinco aviões do tipo até o final do ano.
    A Avianca Brasil tem operações separadas da AviancaTaca, empresa com sede na Colômbia, embora as duas sejam controladas pelo mesmo fundo, o Synergy, dos irmãos Jose e German Efromovich, que detém 100% da Avianca Brasil e 60% da AviancaTaca. A companhia latino-americana opera mais de 140 aviões e tem mais de 17 mil colaboradores.
    Em 2012, as principais companhias aéreas brasileiras tiveram fortes prejuízos. As perdas da Gol, somente nos primeiros nove meses, passaram de R$ 1 bilhão . A TAM, segundo o último balanço divulgado, teve prejuízo líquido de R$ 928 milhões no segundo trimestre .

    terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

    TNT MERCÚRIO É COLOCADA A VENDA



    Publicação: 26/02/13
    Empresa manterá apenas operações internacionais no País
    O grupo holandês de logística TNT colocou a unidade brasileira de operações domésticas, chamada de TNT Mercúrio, à venda. Os funcionários da companhia já foram informados da decisão pela direção da empresa. A unidade de operações internacionais da TNT no Brasil será mantida pelo grupo holandês.
    Uma fonte ligada ao assunto chegou a dizer que a empresa brasileira de logística JSL (antiga Júlio Simões Logística) estaria negociando a compra. Procurada, a companhia negou.
    A TNT já havia anunciado que pretendia vender ativos no Brasil e na China no dia 18, em meio a sua divulgação de resultados. O objetivo é se desfazer de ativos fora da Europa para melhorar os números globais da companhia. No quarto trimestre de 2012, houve prejuízo de € 148 milhões. No mesmo período de 2011, a perda foi de € 173 milhões.
    A venda dos ativos acontece após a rival americana UPS ter desistido da oferta de compra de US$ 6,2 bilhões feita por toda a TNT, por impedimentos de órgãos reguladores da União Europeia.
    Do Valor Econômico