segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sistema de identificação de veículos funcionará em janeiro de 2013



Rastreamento de carros por chip é
ilegal, afirma OAB

Publicado por Andrea Cortiano em 7 outubro 2012 às 20:28

O objetivo da identificação automática é facilitar o controle e a fiscalização do tráfego por meio de
monitoramento em tempo real

O custo para instalação do tag eletrônico está estimado em R$ 5 Renato Araújo/ABr/ Arquivo
Da Agência Brasil noticias@band.com.br

Seis anos depois da criação do Siniav (Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos)
por uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), a iniciativa deve entrar em
funcionamento em janeiro do ano que vem.

Esta é a data prevista pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) para que se comece a
instalar, em toda a frota rodoviária do país, osdispositivos eletrônicos que armazenarão dados dos
veículos.

O objetivo é facilitar o controle e a fiscalização do tráfego no território brasileiro por meio de
monitoramento em tempo real. A implantação do sistema deve ser concluída até 30 de junho de
2014.

O desenvolvimento da tecnologia que será usada como base do sistema foi financiado pelos
ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e das Cidades e envolve investimentos de
aproximadamente R$ 5 milhões.

Segundo o coordenador de Microinformática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação,
Henrique Miguel, o mecanismo funciona a partir de um sistema de radiofrequência, que prevê a
emissão de sinais por antenas espalhadas pelas cidades e rodovias. Estes sinais são captados por
um pequeno chip que integra a placa eletrônica a ser instalada no para brisa dos veículos de
passeio e em outros locais específicos, no caso de motocicletas e carretas.

“É uma espécie de tag eletrônico, que vai permitir o controle do tráfego em tempo real. Ao ser
acionado, o chip enviará dados do veículo às antenas que, por sua vez, enviarão as informações
para as centrais de processamento, que verificarão a situação do veículo analisado. A tecnologia
desenvolvida é bastante complexa e representa uma solução segura e barata, que pode ser
reproduzida”, disse.

Entre as aplicações do sistema, Miguel destaca a possibilidade de localizar um carro furtado e
associá-lo ao proprietário, facilitando a recuperação do veículo e evitando a clonagem. Além disso,
será possível fiscalizar a velocidade média dos automóveis e a circulação em locais e horários em
que ela for proibida.

O Siniav também facilitará o serviço de cruzamento de dados relativos aos veículos e às obrigações
do proprietário, como o licenciamento anual e o pagamento de impostos e de multas. Com o projeto,
espera-se aumentar a segurança no envio de cargas e diminuir filas em pedágios, com a
possibilidade de abertura automática de cancelas por meio da leitura do chip.

Henrique Miguel disse que, por se tratar de tecnologia inédita, o Denatran pôde formalizar o registro
de patente no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual.

As informações obrigatórias que ficarão armazenadas no dispositivo são: número de série do chip,
identificação da placa, categoria e tipo do veículo.

De acordo com Henrique Miguel, o serviço prevê a confidencialidade das informações
relacionadas ao proprietário e o protocolo de segurança utilizado é confiável, baseado em
chaves de proteção “extremamente modernas”.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério das Cidades, ao qual está submetido o Denatran, a
instalação das placas eletrônicas caberá aos Detrans (departamentos estaduais de Trânsito). O
custo para instalação do tag eletrônico, estimado em R$ 5, ficará a cargo do proprietário do veículo e
deverá ser cobrado junto com o licenciamento dos automóveis.

A assessoria da pasta informou que ainda estão sendo definidas as sanções que serão
aplicadas aos proprietários de veículos flagrados sem o chip após o prazo final de
implementação do sistema, o que pode incluir multa e perda de pontos na carteira de
habilitação.

O Siniav foi criado pela Resolução nº 212/2006 do Contran para modernizar a tecnologia dos
equipamentos e procedimentos empregados na prevenção, fiscalização e repressão ao furto e roubo
de veículos e cargas. Segundo o Ministério das Cidades, a demora na implementação da iniciativa
pode ser explicada pela necessidade de garantir abrangência nacional à ação, além da integração
de órgãos públicos, como os Detrans, a Agência Nacional de Transportes Terrestres e a Receita
Federal.

Extraído de: http://noticias.band.com.br/motor/noticia/?id=100000538492

Veículos brasileiros começam a receber chip a partir de 30 de junho

Olha os caras fechando o cerco aí...

10-06-2012,
Veículos brasileiros começam a receber chip a partir de 30 de junho
Sistema pretende identificar toda a frota do País até 2014

Após anos de discussão e polêmica, o Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos
(Siniav) finalmente vai sair do papel. A partir de 30 de junho, o sistema criado pelo governo federal
para identificar eletronicamente todos os tipos de veículos começará a ser implantado em todo o
País. Sob responsabilidade dos Detrans, a previsão é que 100% da frota nacional – estimada em 70
milhões de unidades – tenha a etiqueta eletrônica até 2014.

O sistema tem como objetivo maior controle e fiscalização do trânsito nas cidades e rodovias,

embora traga outros
benefícios – e custos – para os motoristas. Os valores da “placa eletrônica” ainda não estão
estabelecidos, mas devem ficar próximos a R$ 20, pagos pelos donos dos veículos.

Como funciona
Além dos chips internos, o sistema será formado por antenas leitoras presentes nas cidades, que
alimentarão bases de dados nacionais e locais. A comunicação é baseada em radiofrequência,
segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), “por meio de um protocolo de
comunicação padrão, sigiloso e seguro, de propriedade da União, fornecido às entidades
devidamente licenciadas, mediante assinatura de termo de confidencialidade”.

Com base nos dados coletados, os diversos órgãos públicos poderão atuar em questões
específicas, para melhorar o controle do trânsito, identificar gargalos, irregularidades administrativas
e fiscais ou mesmo fazer o controle de rodízios e zonas de restrição de circulação. O sistema
também possibilitará o rastreamento de veículos que necessitem tratamento especial (cargas
perigosas, superpesadas, veículos especiais, ambulâncias) ou sejam casos de segurança pública e
tenham registros de casos como roubo, sequestro e clonagem.

O Denatran informa que as informações previstas no Siniav são as mesmas hoje visíveis e públicas:
ano, marca, modelo, combustível, potência e placa. Não constará Renavam, chassi e outros
dados. “Os veículos que sejam objeto de localização terão informações adicionais colocadas na
base de dados, seja roubo/furto ou outros. Em nenhuma situação poderá constar dados pessoais do
proprietário”, informa o órgão.

O chip ficará no para-brisa dos carros ou em outros locais em motos e carretas – reboques
e semirreboques também serão obrigados a aderir. Em caso de violação, a etiqueta será
automaticamente inutilizada, para impedir a clonagem. O diretor executivo da Associação Brasileira
das Empresas de Gerenciamento de Riscos e de Tecnologia de Rastreamento e Monitoramento
(Gristec), Wanderley Sigali, considera o sistema seguro. “Evidentemente, o instituto Wernher von
Braun [que está desenvolvendo a tecnologia dos chips] está criando um sistema de proteção pra
isso. Mas como até informações de bancos são violadas às vezes, não podemos dizer que há
sistema 100% seguro”, afirma.

Para o coronel Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança da NTC&Logística, “a ideia é
espetacular”.
Ele destaca a importância da maior fiscalização também para cobranças de tributos. “Aqui em São
Paulo, a frota é de 7 milhões de unidades, e dizem que 30% não paga nada. Então, quando isso for
instalado dentro da cidade, e a previsão é instalar 3 mil antenas, eles serão pegos e o município vai
poder cobrar os tributos”, analisa.

Souza acredita na segurança do sistema. “Terá todo um controle para que não seja usado de má-
fé. Os dados são controlados pelo Denatran, que é o órgão central, são criptografados, sigilosos,
só entra ali a pessoa que se identificar como polícia ou outro órgão autorizado. Se alguém violar o
sigilo, é possível saber quem o fez. Essa pessoa será criminalizada”, destaca.

Maior controle
O Siniav é uma iniciativa inovadora internacionalmente. Nenhum outro país adotou sistema
semelhante de maneira tão abrangente, e o Brasil pode ser o primeiro a utilizá-lo em todos os
veículos.

Talvez a mudança que impacte os motoristas de maneira mais significante seja o controle de
tráfego. Semáforos poderão ser ajustados de acordo com o volume de veículos em cada sentido,

controlados pela demanda. Também será possível um maior controle das regiões congestionadas.

Sigali destaca também a possibilidade de mudança na maneira de cobrança de pedágio em rodovias
sob a tutela de concessionárias. “Em vez de ter uma praça de pedágio, onde todos que passam
pagam o mesmo valor, pelo controle das antenas seria possível tarifar por quilômetros rodados
dentro da estrada”, explica. Outra alternativa de fiscalização seria controlar o tempo de entrada e
saída da rodovia, fiscalizando se o veículo respeitou ou não os limites de velocidade.

Realidade próxima
A data oficial para o início das operações de instalação em todos os Detrans nacionais é 30 de
junho, mas os resultados da aplicação da tecnologia devem surgir após a maior abrangência da
frota. Segundo a resolução 212 de 2006 do Denatran, que fala sobre o Siniav, “nenhum veículo
automotor, elétrico, reboque e semirreboque poderá ser licenciado e transitar pelas vias terrestres
abertas à circulação sem estar equipado com a placa eletrônica”.

Isso vale para todos os carros, motos, carretas para carregamento de barcos, reboques e quaisquer
outros que trafeguem por via terrestre (salvo veículos bélicos militares). Quando a lei entrar em
vigor oficialmente, em junho de 2014, os motoristas que não estiverem adequados ao sistema
Siniav serão multados e perderão cinco pontos em suas carteiras.

Para Sigali, “do ponto de vista técnico, não há dúvidas que seja possível equipar toda a frota até
2014. O problema são os entraves políticos, burocráticos, acordos e formalizações”. O diretor da
Gristec não acredita em muitas mudanças no mercado de rastreamento e monitoramento de cargas
e considera essa apenas uma tecnologia diferente, que vai ajudar a consolidar o controle.

Cartola – Agência de Conteúdo
Especial para o Terra

Fonte:
http://transporteelogistica.terra.com.br...0-de-junho

http://www.tabernaculonet.com.br
http://www.tabernaculonet.com.br/blog

Postado por: Gustavo Guerrear

Extraído de: http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-ve%C3%ADculos-brasilei...

***********

Rastreamento de carros por chip é ilegal, afirma OAB

2 / 10 / 2012

Exemplo do chip que deverá ser implantado nos veículos pelo sistema SINIAV

A decisão do Governo Federal de rastrear todos os 73 milhões de veículos do país, a partir de
janeiro do próximo ano, já está repercutindo. A Ordem dos Advogados do Brasil seccional do Rio de
Janeiro (OAB-RJ) aponta que a resolução regulamentadora do sistema é ilegal, pois fere o Artigo
5 da Constituição Federal, que determina que são invioláveis a intimidade e a vida privada dos
cidadãos.

A entidade vai enviar um ofício ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) pedindo a
reconsideração da medida. Caso o Denatran insista com o rastreamento, a OAB pretende entrar
com uma ação de inconstitucionalidade na Justiça.

— Não existe motivo para sujeitar o cidadão a esse monitoramento do governo. Essa determinação
viola a intimidade, pois o estado vai saber onde você está — afirma o procurador-geral da OAB-RJ,
Ronaldo Cramer.

Câmeras são opção

Segundo Ronaldo Cramer, há outras formas de monitorar a frota brasileira como, por exemplo, a
instalação de câmeras de vigilância nas ruas, avenidas e rodovias do país.

Pela resolução n 412, que regulamenta o Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos
(Siniav), divulgada na última sexta-feira, dia 10, um dispositivo (obrigatório) ficará instalado nos
para-brisas dos veículos. Com ele, haverá um monitoramento por antenas espalhadas por ruas e
rodovias. Uma das funções é reprimir o furto e o roubo de automóveis e cargas.

A partir de janeiro, os motoristas serão convocados pelo Detran para instalarem a placa com
o chip de rastreamento. Segundo o Denatran, o custo será de R$ 5, e o pagamento será feito
com a taxa de licenciamento anual (vistoria).

Caso o veículo não tenha o equipamento, a antena não registrará a passagem, e as
autoridades policiais mais próximas serão alertadas. A infração será grave (multa de R$
127,69, com perda de cinco pontos na carteira), com retenção do veículo até a regularização.

****

Colaboração de

Mário Sérgio Severino da Costa

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Feira discute roubo de carga e os custos do frete



Mostra do segmento de transporte e logística espera movimentar R$ 25 milhões
04/10/12 às 00:00 Ana Ehlert
Transportar 2012: mostra reúne as novidades do segmento de transporte de cargas (foto: Valquir Aureliano)
Foi aberta ontem a 8ª Transportar — Feira de Transporte Intermodal e Logística 2012 que pretende debater medidas para coibir o roubo de cargas, o aumento dos custos do frete com a adoção da lei de descanso dos motoristas e outras normas de monitoramento e segurança. Nos três dias de mostra, a meta é de movimentar entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões nesta edição, realizada no Expo Unimed Curitiba. A Transportar 2012 é promovida pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (Setcepar) e organizada pela JA Eventos. A expectativa é de receber mais de 10 mil pessoas.
Nos últimos dois meses, foram registrados 58 roubos de cargas de caminhões em Curitiba e na Região Metropolitana, segundo os dados do Setcepar. Só em Curitiba, a média mensal seria de 16 casos. “Mas os dados que temos não são confiáveis, tanto que estamos tentando criar uma equipe no sindicato para fazer este monitoramento”, declara o presidente do Setcepar, Gilberto Cantú. 
O presidente do Setcepar ressalta que os dados podem ser usados como argumento para exigir do poder público medidas mais efetivas no que diz respeito à segurança dos motoristas que trafegam por Curitiba e Região. “O ex-secretário de segurança pública havia prometido ações mais efetivas para melhorar a segurança, mas nada foi feito até o momento”, diz.
Outro ponto polêmico a ser discutido nas palestras da Transportar 2012 refere-se ao aumento dos custos entre 20% e 25%, em média, com a adoção da lei de descanso dos motoristas.  “As empresas tiveram muito pouco tempo para se adaptar e agora estão tendo de correr atrás do prejuízo”, afirma. “Mas até o fim do ano, acredito que todas estarão dentro dos parâmetros exigidos”, diz. 
Novidades — No início de 2012 entrou em vigor o padrão ambiental Euro 5. Com esta nova regra, os novos caminhões só podem ser abastecidos com diesel S50, que tem teor reduzido de enxofre. Estes modelos serão expostos na Fenatran 2012.
Um dos maiores desafios do setor é a falta de investimentos na infraestrutura viária do país, aponta Cantú. A maior parte da extensão rodoviária do país apresenta problemas. De acordo com a Pesquisa CNT de Rodovias 2011, 57,4% da extensão rodoviária pesquisada é considerada regular, ruim ou péssima.

Azul e Trip voltam a operar no Aeroporto de Cascavel, no Paraná


03/10/2012 16h24 - Atualizado em 03/10/2012 16h27


Suspensão dos voos começou na segunda-feira (1º) e vai até sexta-feira (5).
Empresas querem mais segurança e Cettrans pilotos mais experientes.

Do G1 PR
4 comentários
Aeroporto de Cascavel, no oeste do Paraná (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Cascavel)Aeroporto de Cascavel, no oeste do Paraná
(Foto: Divulgação/ Prefeitura de Cascavel)
As empresas Azul e Trip decidiram nesta quarta-feira (3) que voltarão a operar no Aeroporto Adalberto Mendes da Silva, em Cascavel, no oeste do Paraná, a partir de sexta-feira (5). O anúncio foi feito no fim da manhã após assinatura de um acordo entre as companhias e a administração aeroportuária.

Na manhã de segunda-feira (1º), as empresas aéreas divulgaram uma nota que informavam a suspensão temporária dos voos por medidas de segurança. Isso porque na tarde de sexta-feira (28), um avião da Azul que decolou de Campinas (SP) saiu da pista após duas tentativas de pouso. Os 49 passageiros que estavam na aeronave não ficaram feridos.
Apesar de retornarem os voos, o representante das duas empresas, Victor Celestino, pediu algumas melhorias para a Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito (Cettrans), que administra o aeroporto.

Entre elas, evitar obstáculos que existem nas laterais das pistas e nas duas cabeceiras e impedir a entrada de animais. A Cettrans, por outro lado, solicitou às empresas pilotos com mais experiência para operar os voos.  

Sobre a suspensão, Celestino disse que a medida foi normal. “Ao ocorrer um incidente que justifique, o momento é de investigação, é de análise e, por isso, nós tomamos a medida imediata de suspender”, explicou. O representante afirmou ainda que o aeroporto de Cascavel é totalmente seguro, aprovado pela Agência Nacional de Aviação (Anac). “Mas há sempre oportunidade para melhorar ainda mais a segurança em prol do usuário”, completou.

De acordo com o presidente da Cettrans, Paulo Porsch, o aeroporto está em obras desde 2011. Ele garantiu que em janeiro de 2013 todas as operações serão interrompidas para finalizar os trabalhos na parte central da pista.

“Nós definimos um cronograma de 15 dias para a implementação de várias dessas medidas. Outras dependem de organismos externos. Mas acredito que já a partir do ano que vem, sobretudo, a partir de janeiro, quando fecharmos a pista e executarmos aquilo que terá que ser feito, como finalização da pista, aí, sim, o aeroporto estará em plenas e perfeitas condições como está hoje, mas com uma segurança ampliada”, disse.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Brasil é prioridade global para os investimentos da Lufthansa



Nova diretora-geral Annete Taeuber só tem expectativas positivas para unidade brasileira; aérea ampliou em 70% sua oferta de assentos nos trechos entre América Latina e Europa

Cláudia Bredarioli - Brasil Econômico 
O aniversário da unificação da Alemanha — que hoje celebra 22 anos — será comemorado pela Lufthansa no Brasil com uma grande homenagem: o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, vai ganhar as cores da bandeira germânica para marcar o alto crescimento no qual a companhia aérea está apostando para sua atividade brasileira.
Com Annete Taeuber como nova diretora-geral à frente das operações no país desde agosto, a Lufthansa quer fazer do Brasil a China da vez no que se refere aos planos de investimentos globais da companhia. A oferta de assentos nos voos entre América Latina e Europa foi ampliada em 70% neste ano, sem perda expressiva no índice de ocupação, segundo a executiva.
“O Brasil vive hoje dentro da companhia o processo pelo qual passou a China há cerca de quatro anos”, conta Anette com exclusividade ao Brasil Econômico. “Com os investimentos que foram feitos no mercado chinês, hoje a Lufthansa é a principal companhia a fazer a rota entre a China e a Europa. E agora é a América Latina, e especialmente o Brasil, que está no foco principal dos investimentos globais”, diz a executiva, que passou liderar as atividades brasileiras em um “momento único para a empresa”. Annete elenca uma série de razões para seu otimismo: a ebulição das economias alemã e brasileira, os eventos esportivos que serão realizados no Brasil e o início do Ano da Alemanha no Brasil, que vai de maio de 2013 a maio de 2014. “Em nenhuma outra cidade há tanta concentração de empresas alemãs quanto em São Paulo”, constata. “Além disso, nenhum outro mercado cresceu tanto quanto o brasileiro nos últimos doze meses. Para nós, isso mostra o quanto o país tem potencial e acredita no nosso produto”.
Neste mês, a Lufthansa também passa a voar diariamente entre Frankfurt e Rio de Janeiro, com um A340-300, equipado com três classes de serviço, First Class, Business Class e Economy Class. Além disso, a companhia tem voos diários de São Paulo para Frankfurt e de São Paulo para Munique e, pela Swiss, de São Paulo para Zurique, na Suíça.
Todos os voos saindo do Brasil são noturnos. Para que isso seja possível, a aérea optou por arcar com os custos de manutenção dos aviões no solo — o que representa, por exemplo, só no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro Tom Jobim, um custo anual de cerca de R$ 400 milhões.
Annette assumiu no começo de agosto a diretoria geral da Lufthansa para o Brasil. Antes dela, o cargo havia sido ocupado por Albena Janssen nos últimos três anos. Annette trabalha na Lufthansa há 23 anos, e nos últimos cinco anos esteve na Argentina, como diretora geral para o mercado argentino e da região, incluindo Chile, Bolívia, Uruguai e Paraguai, tanto para a Lufthansa quanto para a Swiss.
Antes de se mudar para Buenos Aires, a executiva respondia pela diretoria de vendas e marketing da Lufthansa para o Brasil. Com formação em hotelaria, estudou na Alemanha e trabalhou na Varig na volta ao Brasil, antes de ingressar no Grupo Lufthansa. “A decisão do meu retorno aconteceu tanto em razão da vontade de regressar ao meu país quanto pelo desafio de comandar um mercado em plena expansão”, disse Annete.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Helibras projeta modelo 100% nacional e fomenta parcerias



Empresa inaugura linha em Itajubá (MG), parceira Inbra Aerospace venderá estruturas aqui e para a Europa

Patrícia Nakamura - Brasil Econômico 
O plano da Eurocopter, controlada pela poderosa EADS, de projetar um helicóptero mundial no Brasil ganha mais impulso a partir de hoje, com a inauguração da nova linha de produção da Helibras, subsidiária da companhia europeia em Itajubá (MG). Para firmar ainda mais sua intenção, anuncia hoje duas parcerias de peso dentro da cadeia produtiva brasileira do EC 725, uma sofisticada aeronave de transporte civil e de missões militares. O primeiro é com a Atech, joint venture entre a Embraer e a Cassidian ( empresa do grupo EADS) para a produção de sistemas navais.
O outro é com a Inbra Aerospace, que vai produzir em Mauá (SP) a fuselagem intermediária, parte que une a cabine principal à cauda do helicóptero. A transferência tecnológica, a construção de uma linha de produção e o treinamento custarão R$ 17,5 milhões à Inbra e a credenciará para fornecer o equipamento para outras linhas de produção do EC 725 ao redor do mundo (veja reportagem ao lado).
Helicóptero militar Helibras EC 725 . Foto: Divulgação
6/6
Engenharia
A nova fábrica da Helibras, que custou R$ 430 milhões, contando com o centro de engenharia e formação de mão de obra, também abrigará a produção do Esquilo, um dos modelos mais populares do mundo. A unidade antiga passa a realizar os trabalhos de manutenção das aeronaves.
“Nosso centro de engenharia possui os mesmos meios tecnológicos que as instalações da Eurocopter na França, na Alemanha e na Espanha. Temos 70 engenheiros ante os 300 da matriz francesa, mas os níveis dos softwares e de processos são os mesmos que os europeus”, afirmou ao BRASIL ECONÔMICO Eduardo Marson, presidente da Helibras desde 2009.
Mas deve levar um tempo, contudo, para que o projeto do helicóptero nacional ganhe músculos, de acordo com o executivo. “Antes de mais nada, devemos conversar com potenciais clientes para decidir os próximos passos”, disse Marson, que acredita que o futuro helicóptero tenha uso dual - militar e civil. O modelo 100% brasileiro pode ganhar linhas de produção mundo afora. Hoje, os helicópteros made in Brasil foram desenvolvidos pela Eurocopter, maior fabricante dessas aeronaves no mundo, e produzidos sob licença.
O governo, claro, também será ouvido. “A construção de um novo modelo de helicóptero movimenta uma engrenagem enorme. E queremos ter a mesma visibilidade mundial que a Embraer, assegurar aos nossos clientes linhas de financiamento vantajosas e, com isso, ser uma forte alternativa para a Eurocopter diante de encomendas mundiais”, disse Marson. Vale lembrar que Embraer e Helibras possuem o mesmo berço: nasceram dentro do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, mais conhecido como CTA, em São José dos Campos (SP). Em 2013 a fabricante de helicópteros completa 35 anos.
A nova linha da Helibras foi construída para atender à maior parte das encomendas do governo brasileiro, que no fim de 2008 formalizou o pedido de 50 helicópteros EC 725 para modernizar e ampliar as Forças Armadas do país. O acordo de US$ 2,4 bilhões foi assinado entre os então presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da França, Nicolas Sarkozy. Dois equipamentos servirão à Presidência da República; Exército, Marinha e Aeronáutica receberão 16 unidades cada um, sendo divididos entre missões de combate e de transporte de tropas.
Quatro deles - um para cada Força e outro para a presidência - já foram entregues, produzidos na fábrica da Eurocopter na França. A estrutura do helicóptero de número 17 já está na linha mineira e terá 12% de conteúdo nacional quando ficar pronto. A intenção é chegar a 50% de valor agregado brasileiro. Para isso, a Helibras está reforçando sua cadeia de fornecedores - trazendo novas empresas e requalificando antigos parceiros de negócios. A fábrica deve operar a pleno vapor no fim do ano que vem e terá até 2017 para cumprir as encomendas do governo. 
Inbra se credencia para fornecimento internacional
Ao anunciar a Atech e a Inbra Aerospace entre seus novos parceiros, a Helibras aumenta para 16 o número de fornecedores do do modelo EC 725 e de sua futura versão civil, o EC 225. A fabricante brasileira de helicópteros passa por um longo processo de transferência tecnológica e de qualificação de antigos fornecedores para chegar aos 50% de conteúdo nacional nos aparelhos militares, condição que consta do contrato entre os governos do Brasil e da França, assinado em 2008. O patamar de 50% de nacionalização deve ser alcançado a partir da produção do exemplar de número 24, em meados de 2015.
Salto global
De acordo com Melis de Bruyn, diretor industrial da Inbra Aerospace, a companhia está na primeira das quatro etapas de transferência tecnológica da fuselagem intermediária do EC 725. Na conclusão do processo, a empresa poderá fabricar toda a estrutura. Enquanto isso, já vai produzir, neste ano, alguns componentes da estrutura em sua fábrica em Mauá (SP). Uma equipe de oito pessoas passou três meses dentro das instalações da Eurocopter, na França, para absorver conhecimentos. A exportação dos equipamentos, porém, deverá acontecer somente após 2014.
“A transferência de tecnologia da Eurocopter nos credencia a produzir peças de classe de segurança nível 1, que podem ser exportadas para o mundo todo”, comemora o executivo. Na indústria aeroespacial há três níveis de segurança para as peças e componentes: caso sofram alguma avaria em voo, as peças de nível 3 não comprometem a segurança do voo; as de nível 1 não podem apresentar falhas, sob o risco de afetar a segurança em voo.
A Inbra Aerospace investiu R$ 17,5 milhões na nova linha em Mauá, incluindo o treinamento de funcionários. Há ainda a intenção da Inbra de abrir uma nova unidade em São Bernardo do Campo (SP) para atender à futura demanda.
A fuselagem intermediária é feita majoritariamente com compostos de carbono e outros materiais complexos. Eles serão unidos por um processo de colagem estrutural, livrando a fuselagem rebites e parafusos. “É uma tecnologia bastante difícil, mas que proporciona mais segurança do que peças unidas com rebites”, explica Bruyn.
Mão brasileira
A Helibras enviou mais de cem funcionários à França para acompanhar de perto a montagem do EC 725 e também dos complexos sistemas de segurança embarcados nas aeronaves militares — dependendo da configuração e do tipo de missão, deverá contar com sonar, radares, armamentos e muita tecnologia de guerra eletrônica. “É um processo bastante delicado, em que um equipamento deve funcionar com precisão e sem interferir nos demais aparelhos”, explica Eduardo Marson, presidente da Helibras.
A Embraer, afirma Marson, foi um dos grandes “fornecedores” de mão de obra especializada, mas que tiveram de passar por treinamento igualmente intenso nos últimos meses. n P.N.
Caça, helicóptero, fusão: a luta da EADS para crescer
Embora não assuma, o interesse do Eurocopter em desenvolver no Brasil um helicóptero mundial faz parte dos esforços do poderoso conglomerado de aviação e defesa EADS de avançar seus domínios para novos mercados e depender menos do continente europeu.
Neste sentido,a companhia de capital francês, alemão e espanhol está às voltas com a proposta de fusão com outra grande representante do segmento de defesa, a inglesa BAE Systems. A operação, caso saia do papel, deve criar a maior companhia do segmento do mundo, com US$ 45 bilhões em negócios por ano. A fusão daria à EADS acesso ao ultraprotegido mercado americano por meio dos contratos firmados pela BAE com as Forças Armadas locais.
Entretanto, o negócio sofre com o fogo cruzado de acionistas e governos dos países que abrigam instalações das duas empresas. Elas têm até o dia 10 para ratificar a intenção de levar o negócio adiante.
O primeiro sinal contrário ao negócio foi de Arnaud Lagadere, um dos principais acionistas individuais da EADS. “Ainda não está claro qual será o ganho de escala que a fusão das empresas irá gerar”, questionou o empresário francês por meio de sua assessoria de imprensa. Os comentários aumentaram a pressão sobre os ombros dos presidentes da EADS, Tom Enders, e da BAE, Ian King, horas depois de pedirem que os investidores peçam em seus países regras mais flexíveis para que a operação siga adiante, uma forma de conter a forte oscilação dos papeis das empresas nas bolsas internacionais.
Caças
A EADS também se esforça, mesmo que indiretamente, para emplacar as vendas do caça Rafale, produzido pela francesa Dassault para as forças aéreas internacionais, incluindo o Brasil. O conglomerado francês é dono de pouco mais de 46% das ações da Dassault.
E o Brasil, mais uma vez, é foco de atenção do conglomerado, uma vez que decidirá no início do ano que vem o fornecedor de 36 caças para reforçar a Força Aérea local. Além do Rafale francës, estão na disputa o Gripen, da sueca Saab, e o F-18 Super Hornet, da Boeing. Nos últimos tempos, a companhia americana é quem tem feito os maiores esforços para agradar ao governo brasileiro. Criou parcerias locais para o desenvolvimento de combustíveis limpos e formalizou parceria com a Embraer para desenvolver e comercializar o cargueiro militar KC 390, projeto que há muito tempo estava parado nas pranchetas.
*Com Reuters

domingo, 30 de setembro de 2012

Avianca bem encaminhada para comprar a TAP


9:01 \ Economia


German: a proposta, eviada no início de setembro, é a favorita
A Avianca, de German Efromovich, está bem encaminhada para comprar a TAP. Na quarta-feira, o governo português dará o primeiro sinal de fumaça sobre o assunto.
Por Lauro Jardim

Prejuízo bilionário das empresas aéreas preocupa o governo



Os prejuízos registrados por companhias aéreas neste ano fizeram acender a “luz amarela” para o governo federal. O receio refere-se aos impactos que os resultados negativos possam ter sobre os preços de passagens e a saúde financeira das empresas.
A preocupação foi externada pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, a representantes do setor de turismo durante reunião fechada no Palácio do Planalto anteontem. Estavam presentes representantes de associações, entre elas, a recém-criada Abear (Associação Brasileira das Companhias Aéreas).