terça-feira, 14 de agosto de 2012

Dilma defende modernização do transporte


 Atualizado em terça-feira, 14 de agosto de 2012 - 22h24


Presidente acredita que modernizar infraestrutura nesta área pode tornar o país mais competitivo
Um dia antes de anunciar um pacote de concessão para rodovias e ferrovias, a presidente Dilma Rousseff disse que a infraestrutura de transporte brasileira precisa ser ampliada e modernizada para tornar o Brasil mais competitivo, estimular a economia e gerar empregos. O assunto foi tratado na coluna semanal Conversa com a Presidenta desta terça-feira.

“Precisamos ampliar nossas ferrovias e hidrovias que, em um país continental como o Brasil, são excelentes alternativas de transporte de passageiros e cargas, mas precisamos também investir em rodovias, aeroportos e portos, pois esses modais se completam”, disse Dilma, em resposta a um representante comercial que questionou porque o governo não investe em ferrovias e hidrovias para passageiros e cargas.

Segundo Dilma, a orientação de seu governo é investir R$ 137,8 bilhões entre 2011 e 2014 nessas áreas. Em uma segunda etapa, o plano de concessões do governo deve abranger também portos e aeroportos. A intenção é estimular os investimentos por parte da iniciativa privada na tentativa de acelerar o crescimento da economia brasileira, que sofre com efeitos da crise econômica internacional, e também melhorar a infraestrutura do país.

No texto, Dilma informa que, nas ferrovias, há mais de três mil quilômetros de obras de construção e adequação em andamento e estão previstos mais de 6,5 mil quilômetros de obras de expansão, que ampliarão em mais de 20% a malha ferroviária do país. Em relação às hidrovias, segundo ela, estão em construção 20 terminais hidroviários, 22 estão em ação preparatória e há nove previstos.

A coluna semanal é publicada em jornais de todo o país que solicitam o material junto à Secretaria de Imprensa da Presidência da República. As perguntas respondidas pela presidenta foram encaminhadas pelos leitores.

Panalpina conta com mais um serviço na região Sul do Brasil


14 de agosto de 2012


A partir de agosto, serviço voltado a cargas marítimas será empregado no Porto de Pelotas
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A Panalpina, empresa especializada em logística e agenciamento de cargas com foco em fretes marítimos e aéreos, lança neste mês de agosto um novo serviço para cargas marítimas de importação com destino à Região Sul do Brasil.
O novo serviço será realizado por meio do Porto de Pelotas (RS), entreposto aduaneiro localizado a cerca de 260 km de Porto Alegre, propondo redução no lead time e custos logísticos inerentes às importações. O objetivo é desafogar o Porto do Rio Grande e os entrepostos aduaneiros que estão sobrecarregas.
Além da localização estratégica, o porto de Pelotas não sofre com o acumulo de cargas, conta, ainda, com estrutura de armazém alfandegado e armazéns gerais e duas parametrizações diárias, melhorando assim a agilidade dos processos.
“Este serviço demonstra a capacidade da Panalpina em apresentar inovações em soluções para o mercado. Buscamos constantemente alternativas que tragam benefícios aos nossos clientes. Este é o espírito da Panalpina”, afirma o gerente regional Sul da Panalpina, Marcos Madruga Vargas.

domingo, 12 de agosto de 2012

Aeroporto de cargas é mais uma conquista da região



Depois de consolidar o megaempreendimento da Klabin, superior de R$ 6 bilhões, a região dos Campos Gerais terá um dos maiores e mais modernos aeroportos de cargas da América Latina

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Depois de consolidar o megaempreendimento da Klabin, superior de R$ 6 bilhões, a região dos Campos Gerais terá um dos maiores e mais modernos aeroportos de cargas da América Latina, que será construído entre Ponta Grossa e Tibagi, com previsão de investimento superior a R$ 3,5 bilhões. A informação, repassada com exclusividade ao Jornal da Manhã, é do presidente da Companhia Aeroportuária dos Campos Gerais, Edson Morozowski. O projeto, afirma, já saiu do papel e dentro de dois meses aproximadamente, será definido o cronograma de obras.
É para comemorar, e muito. Trata-se de uma conquista de valor imensurável para o Paraná e muito especialmente para a região dos Campos Gerais. Tanto o aeroporto como a Klabin, que se instalará em Ortigueira, são os dois maiores investimentos privados obtidos pelo Estado nos últimos anos. A Klabin, para se ter uma ideia da grandiosidade da fábrica, empregará mais de 8 mil pessoas. Especialistas asseguram que para a região, o aeroporto trata-se de uma a peça-chave para atrair novos investimentos industriais.
Pelo projeto, o aeroporto terá quatro pistas e possibilitará 7,5 mil pousos e decolagens por ano, com conexões com a Europa, países da América Latina e aos Estados Unidos. Além disso, o empreendimento contará com 8,8 mil metros quadrados de galpões para armazenagens, oito hangares e poderá operar com qualquer tipo de aeronave, inclusive os Airbus 380.
Esse novo aparato logístico contribuirá para acelerar ainda mais o desenvolvimento econômico e social de todos os municípios dos Campos Gerais. Algumas dessas cidades ainda possuem baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Essa realidade muda com esses novos investimentos e a posição firme e estratégia do governo estadual em desenvolver ações visando a melhoria da qualidade de vida da população. Com o aeroporto de cargas de Tibagi, o volume de exportações e arrecadação de tributos federais, por exemplo, crescerá de forma extraordinária.
É a prosperação econômica não apenas nos Campos Gerais, mas no Paraná. O Estado saiu do ostracismo, retornou à rota dos investimentos e através do programa Paraná Competitivo já atraiu R$ 18 bilhões em novas indústrias ou ampliações.

São Paulo ganhará dois aeroportos para jatinhos



O Brasil já possui a segunda maior frota de aeronaves particulares, atrás dos EUA

12.08.2012 | Atualizado em 12.08.2012 - 02:03
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Da Redação

A Região Metropolitana de São Paulo deve ganhar pelo menos dois aeroportos dedicados à aviação executiva até a Copa de 2014. Os investimentos devem ser acelerados a partir da assinatura, na próxima semana, de um decreto presidencial que vai regulamentar a exploração privada de aeroportos para uso exclusivo da chamada aviação geral. O Brasil já possui a segunda maior frota de aeronaves particulares, atrás dos EUA. 

Nos últimos anos, porém, o aumento da frota, em especial de jatinhos, cujos preços variam de US$ 2 milhões a US$ 60 milhões, tem dado dor de cabeça aos proprietários: faltam hangares para estacionar e horário para pouso e decolagem nos aeroportos. 

Para dar conta da demanda da aviação regular, a Infraero vem limitando o número de slots (espaço para pouso e decolagem) para a aviação executiva, principalmente em Congonhas. Com o Campo de Marte, na Zona Norte da capital, saturado, o crescimento tem se espalhado por Jundiaí e Sorocaba. Esta semana, a construtora JHSF apresenta o projeto de seu aeroporto de luxo, com investimento estimado em R$ 700 milhões, a ser instalado em São Roque, a 62 km da capital paulista. 

Concorre com esse empreendimento um projeto dos empresários Fernando Botelho Filho e André Skaf, para um aeródromo de menor porte em Embu-Guaçu.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

TAM encerra segundo trimestre com prejuízo de R$ 928 milhões



Arranhão no balanço da Latam só não foi maior porque balanço da holding só considera oito dias de integração com companhia aérea

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No primeiro trimestre de integração com a LAN, concluída em 22 de junho, a TAM não teve boas notícias para dar aos novos parceiros chilenos. Entre abril e junho, a companhia aérea brasileira registrou prejuízo de R$ 928 milhões, contra lucro de R$ 60,3 milhões um ano antes.
O arranhão no balanço da Latam — holding que une as duas companhias — só não foi maior porque os resultados da nova holding no trimestre consideraram apenas oito dias de operação da TAM — de 22 a 30 de junho. A Latam Airlines encerrou o segundo trimestre com lucro de R$ 97,7 milhões.
Os grandes vilões do balanço foram, novamente, os gastos com combustíveis e o dólar mais caro. As receitas cresceram 5,8%, para R$ 3,23 bilhões, mas foram superadas pelas despesas operacionais, que somaram R$ 3,51 bilhões, alta de 15,5% na comparação anual. O maior impacto veio dos gastos com combustíveis, que cresceram R$ 266 milhões, para R$ 1,35 bilhão.
Com isso, o resultado operacional, medido pelo Ebit (lucro antes de juros e impostos, na sigla em inglês) ficou no vermelho, em R$ 284,2 milhões, contra um lucro operacional de R$ 8,8 milhões entre abril e junho de 2011.
O maior tombo, no entanto, veio da linha financeira. Os gastos com pagamento de juros e variação cambial foram de R$ 608,2 milhões. Um ano antes, o rendimento de aplicações e o real mais forte levaram a receitas financeiras de R$ 166 milhões.

GOVERNO ANUNCIA INVESTIMENTO DE R$ 100 BILHÕES EM INFRAESTRUTURA



Publicação: 10/08/12
Pacote inclui concessão de rodovias no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste
Na próxima quarta-feira, o governo Dilma Rousseff vai anunciar um pacote de concessões que passará ao setor privado rodovias e ferrovias em obras estimadas em R$ 90 bilhões nos próximos cinco anos.  Esta será a primeira etapa do conjunto de ações encomendadas pela presidente para tentar reativar a economia brasileira, que neste ano pode crescer menos de 2%, abaixo dos 2,7% de 2011.  Neste pacote está previsto a concessão de rodovias no Sudeste, no Centro-Oeste e no Nordeste com a exigência de duplicação de 5.700 quilômetros (algo como ir de São Paulo a Belém, no Pará, e voltar).
Será anunciada também, a concessão de 8.000 quilômetros (oito vezes a distância entre São Paulo e Brasília) de novas ferrovias que serão construídas e operadas pela iniciativa privada. O ganhador das concessões terá de bancar os investimentos de ampliação e renovação das rodovias previstos pelo governo e oferecer a menor tarifa de pedágio. Até o fim do mês, o governo deverá finalizar o plano de conceder três portos novos, no Amazonas, no Espírito Santo e na Bahia, com investimentos de mais R$ 5 bilhões, e o destravamento de outros R$ 5 bilhões de investimentos privados em portos já concedidos. Serão investidos um total de R$ 100 bilhões para infraestrutura.
Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Em meio a crise internacional, Fedex, UPS e DHL se armam para brigar pelo Brasil



06 agosto de 2012 às 12:04 pm
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Fedex e UPS compraram neste ano operações importantes com tradição no transporte rodoviário no país e encostam nas maiores do ranking. DHL não descarta ir as compras.
Com a aquisição da Rapidão cometa, a Fedex tornou-se da noite para o dia uma das cinco maiores companhias de transporte rodoviário do país. Foto: Getty Images
O transporte rodoviário de cargas no Brasil vive um rearranjo de forças que está transformando de maneira profunda a forma como as grandes companhias internacionais de logística operam no país.
Em meio às tentativas do governo de regulamentar a jornada de trabalho dos motoristas, gigantes como UPS e Fedex avançam com aquisições que colocarão sob sua tutela operações montadas por nomes tradicionais do mercado local, como Rapidão Cometa, Mercúrio e Expresso Araçatuba.
A alemã DHL, por ora, mantém o discurso do crescimento paulatino com investimentos próprios para ganhar espaço neste mercado bilionário. Mas não descarta ir às compras para avançar mais rápido.
O ramo de transporte rodoviário de cargas brasileiro sempre teve como característica a baixa participação de empresas estrangeiras. Na lista das dez maiores do país, por exemplo, contam-se unicamente empresas nacionais e de controle familiar.
De modo geral, são empresas com décadas de operação e atuação diversificada. Algumas fazem desde a distribuição de automóveis, das fábricas às concessionárias, até o transporte expresso de cargas.
Outras se dedicam à movimentação de produtos e insumos dentro das fábricas dos clientes, ou se especializaram no gerenciamento de suas frotas.
A holandesa TNT, até agora, era única exceção de relevo nesse cenário marcado por empresas nacionais. Mas teve uma trajetória conturbada nos últimos anos. Começou no país em 1982 e deus seu grande salto na segunda metade da década passada, com a comprou de duas grandes empresas de cargas rodoviárias, a Mercúrio e a Expresso Araçatuba, em 2007 e 2009.
O tiro, porém, saiu pela culatra e já em 2010 a empresa se viu constrangida por prejuízos de mais de 200 milhões de euros, resultado da perda de grandes clientes em processo de integração que virou referência do que não se fazer.
Nova onda
A investida de agora é mais ampla. A primeira movimentação foi feita pela UPS, que comprou internacionalmente a TNT em março, por 5,16 bilhões de euros – 9,5 euros por ação.
Em seguida, em maio, foi a vez da Fedex anunciar a aquisição no Brasil da pernambucana Rapidão Cometa, uma das cinco maiores empresas do país em seu ramo de atuação, com receita estimada em cerca de R$ 1 bilhão em 2011.
Concretizada em julho, a compra da Cometa foi um passo imenso para a Fedex. Até o ano passado, assim como suas rivais UPS e DHL, tinha estrutura e operações bem mais enxuta e foco principalmente na importação e exportação de cargas expressas.
De uma vez, a companhia americana agregou operações rodoviárias com 45 filiais, 145 pontos de distribuição e 770 veículos e um terminal alfandegado no porto de Suape. O número de cidades atendidas passará de 2 mil cidades para cerca de 5,3 mil.
“Imagine selecionar todo mundo e começar do zero”, diz o presidente de uma das dez maiores companhias de logísticas do país. “Não é um negócio como a indústria, que depende somente de recursos para construir e produzir. É preciso tempo para se desenvolver uma rede ampla de contatos e relacionamentos”, afirma o empresário.
O caso da UPS é um pouco diferente do da Fedex. A compra da TNT lá fora ainda depende da aprovação do órgão de defesa da concorrência da União Europeia. Por temor de concentração de mercado, foi aberta uma investigação sobre os potenciais impactos econômicos do negócio, que deverá ter um desfecho até o final do ano.
Ainda assim, poucos no mercado acreditam que, mesmo que seja impedida de adquirir a rival holandesa, a companhia americana deixará um território emergente e promissor como o brasileiro desguarnecido e entregue à principal rival.
Principalmente em um momento em que a Europa está em crise, a economia americana patina e os Correios, estatal brasileira do setor, assiste a retomada da contestação de seu monopólio na entrega de cartas.
“A aquisição feita pela Fedex com certeza vai gerar reação”, diz José Eduardo Amato Balain, professor do curso de administração da Escola Superior de Propaganda e Marketing.
Trata-se da disputa por um mercado que movimentam bilhões e que rendeu somente às dez maiores empresas do transporte rodoviário de cargas no país mais de R$ 6,5 bilhões, em 2010.
O ranking mais recente da revista especializada Transporte Moderno é liderado pela JSL, um dos raros casos de capital aberto do setor. Com R$ 1,6 bilhão de receita operacional líquida em 2010, a companhia é seguida por Tegma e da Sada, com resultados de R$ 921 milhões e R$ 771 milhões, respectivamente.
Mercado peculiar
Uma das grandes questões, caso isso aconteça, será encontrar boas opções à venda no mercado. Na avaliação de executivos e especialistas, o fato de o setor ainda ser muito jovem e pouco profissionalizado no Brasil limita o número de empresas que combinem porte e governança.
Durante décadas, as dimensões continentais do país, as peculiaridades de sua infraestrutura e de sua legislação levaram grandes companhias de setores com bebidas, alimentos e varejo, a montarem estruturas próprias de entrega capazes de cobrir o país inteiro, em até um dia e meio. O que limitou o número de clientes disponíveis para que o mercado se desenvolvesse.
A situação começou a mudar com a estabilização da moeda e a forte expansão econômica da última década. Mas o mercado ainda é muito complexo e pulverizado.
É em parte por isso, afirma Juliana Vasconcelos, diretora de vendas da DHL Express no Brasil, que a companhia alemã vem optando por crescer montando sua própria estrutura a partir do zero.
Os investimentos mais recentes foram na construção de centros de distribuição na Bahia e em Recife. Estão planejados investimentos em expansão da frota e em um centro de distribuição no interior de São Paulo. Mas a companhia, que atende cerca de 1,5 mil cidades brasileiras, não abre valores.
Segundo ela, a companhia está sempre avaliando aquisições que possam atender às suas necessidades de expansão. No cenário de hoje, porém, a DHL não vê essa necessidade, afirma, justamente porque está fazendo isso organicamente.
“A gente sabe que a realidade do mercado brasileiro em logística é muito complexa. Houve experiências passadas de aplicação de modelos internacionais que não funcionaram aqui. Custo do transporte é alto, malha rodoviária não é boa, a segurança é custosa. Isso demanda das empresas internacionais uma adequação à essa realidade”, diz.
É um discurso afinado com o de Frank Appel, presidente mundial da companhia, que disse ao Financial Times, em maio, que há expectativa de que a UPS perca parte do foco durante complexo o processo de integração da TNT Express no mundo, o que deixaria a rival mais vulnerável a investida de concorrentes sobre seus clientes.
Barreiras
Cientes das barreiras impostas pelo custo Brasil e às dimensões territoriais brasileiras, empresários do setor se mantem céticos em relação à investida estrangeira. Para alguns, como Urubatan Helou, diretor presidente da Braspress, especializada em cargas expressas e quinta do ranking brasileiro, a UPS vai assumir um “esqueleto” e a Fedex ainda terá que passar pela prova da integração que abalou a TNT. “Assumiram duas grandes empresas e estão tentando gerir o que sobrou delas”, diz o empresário.
Helou faz parte de um grupo que acredita mais na possibilidade de que aconteça o contrário, a internacionalização de empresas brasileiras do ramo. Ao menos nos planos da Braspress, a possibilidade aparece, ainda que, por ora, de forma etérea. “Estamos trabalhando no aperfeiçoamento de alguns de nossos processos”, afirma.
Independente do sucesso de uma eventual internacionalização de transportadoras brasileiras, resta saber se a investida de agora das gigantes estrangeiras terá mais consistência que a do passado. O mercado não deve demorar a descobrir.
* Procurados, os Correrios disseram que não se manifestariam a respito da investida estrangeira no país. A Fedex informou que não teria porta-voz disponível e a UPS não está falando sobre o assunto no Brasil no momento.
Fonte: IG, Por Dubes Sônego

Alemã Fraport critica critérios em leilão de aeroportos


terça-feira, 7 de agosto de 2012 14:04


Agência Estado

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A alemã Fraport, que opera o aeroporto de Frankfurt, um dos mais movimentados do mundo, criticou a baixa exigência para operadores aeroportuários nos leilões de Guarulhos, Campinas e Brasília, no último mês de fevereiro. O edital fixava experiência em aeroportos com pelo menos 5 milhões de passageiros anuais, inferior do que atualmente se registra em Guarulhos, em torno de 30 milhões de passageiros por ano. "O Brasil é o único exemplo no mundo em que a exigência da capacidade do operador é tão abaixo da capacidade atual", afirmou na terça-feira o diretor de Projetos da Fraport, Felix Von Berg, durante evento internacional sobre infraestrutura aeroportuária, que acontece em São Paulo.

Para Von Berg, a qualificação dos interessados devia ter sido mais rigorosa. "No Brasil, todos os interessados se qualificaram para a disputa. Na privatização do aeroporto de Nova Deli, na Índia, dos dez interessados, apenas dois se qualificaram. No caso do aeroporto de São Petersburgo, na Rússia, dos nove interessados, sete foram qualificados." Na opinião dele, "só interessava o preço", ou quem pagaria o maior valor de outorga. O ágio médio pago pela outorga dos três aeroportos foi de cerca de 350%.

Grevistas da Anvisa e da Polícia Federal fazem manifestação conjunta no Aeroporto de Guarulhos



Daniel Mello Repórter da Agência Brasil São Paulo - Os servidores em greve da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Polícia Federal fizeram uma manifestação na tarde de hoje (7) no Aeroporto de Guarulhos, Grande São Paulo. Segundo Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Federal de São Paulo (Sindpolf), Alexandre Santana Sally, o ato em conjunto ocorreu devido a semelhança nas reivindicações das categorias. ''Nós decidimos aderir ao movimento deles, porque o pleito deles também é um reajuste e uma reestruturação salarial''. De acordo com o secretário sindical para São Paulo do Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sindiagencias), Anésio Oliveira, a greve da categoria tem grande adesão. ''O movimento está bem forte, a adesão está muito alta. Uma adesão que a gente nem esperava. Na verdade, só está ficando o mínimo para manter o trabalho''. Para ele, os salários pagos atualmente não condizem com a qualidade e eficiência dos trabalhares. Em relação a Polícia Federal, Sally disse que estão sendo mantidos apenas os serviços de atendimento à população, que funcionam com pequenos atrasos. ''Não estamos realizando algumas ordens de missão, não estão sendo feitas investigações, escolta de presos'', enumerou. No final da tarde de hoje os servidores do Poder Judiciário Federal (Sintrajud) disseram que também entrarão em greve por tempo indeterminado para reivindicar a votação do projeto de lei que trata do plano de cargos e salários de categoria. Edição: Rivadavia Severo

Anac quer melhorar acesso de deficientes a aeroportos


terça-feira, 7 de agosto de 2012 11:09

Anac quer melhorar acesso de deficientes a aeroportos

Agência Estado

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Por causa dos repetidos problemas no transporte de pessoas com deficiência, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai apertar as regras para melhorar a acessibilidade nos aeroportos do País. Uma nova resolução, colocada ontem em consulta pública, prevê que grandes aeroportos - com mais de 7 milhões de passageiros/ano - devem adequar-se às regras até junho do ano que vem, sob pena de multa de R$ 10 mil a R$ 25 mil.

A principal mudança é a Anac transferir aos operadores aeroportuários - a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e as concessionárias dos aeroportos privados - toda a responsabilidade pelo transporte dos passageiros com necessidades especiais. Isso inclui não só deficientes, mas também pessoas com mais de 60 anos, gestantes, mães com crianças de colo e menor desacompanhado.

Hoje, a Infraero divide o ônus do transporte com as companhias aéreas - na prática, há um jogo de empurra-empurra de responsabilidades quando algo dá errado. As empresas alugam da estatal os únicos quatro ambulifts (espécie de elevador sobre rodas) existentes em Guarulhos, Congonhas, Brasília e no Galeão. A TAM é uma das poucas que têm seu próprio equipamento - e, mesmo assim, é insuficiente para a demanda enfrentada pela companhia. Cada equipamento custa R$ 500 mil.

A Anac vai mandar cada aeroporto calcular sua demanda e prover às empresas um número de ambulifts à altura, embora não tenha definido qual proporção de voos/ambulifts seria ideal. Outro equipamento necessário para esse tipo de transporte são rampas especiais para quem não pode descer as escadas. O texto da resolução ainda não é definitivo e sugestões serão aceitas até 5 de setembro no site da Anac (www.anac.gov.br).

Infraero e operadores vão poder estabelecer um contrato com as companhias ou terceirizadas e definir um preço para o uso desses equipamentos. Com a resolução, também ficará proibido o transporte manual de deficientes - e eles geralmente contam que é comum funcionários das companhias se oferecerem para carregá-los no braço. Já aconteceu com o arquiteto Fernando Porto de Vasconcellos (hospitalizado há um ano e meio após um acidente de ambulift em Congonhas) e com a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB), por exemplo.

Direitos

Para a pessoa com necessidades especiais, continua a ser recomendável informar à companhia área suas condições ao comprar a passagem com pelo menos 48 horas de antecedência. Cães-guia devem ser transportados gratuitamente na cabine do avião (não no bagageiro) e acompanhantes indispensáveis ao deficiente podem ter 80% de desconto na passagem. O mesmo desconto se aplica ao excesso de bagagem da pessoa com necessidades especiais, quando a bagagem incluir equipamentos médicos ou ajuda técnica fundamental. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.