terça-feira, 10 de julho de 2012

Município busca expansão do aeroporto


Prefeitura de Uberaba publicou aviso prévio de licitação da cessão onerosa da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) – cujo decreto presidencial oficializou a criação em Uberaba.   O documento, assinado pelo prefeito Anderson Adauto e pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Assis, está publicado no Porta-Voz.
A licitação atinge 95% da cessão onerosa da empresa – ainda a ser constituída com pessoas físicas ou jurídicas ou até consórcio empresarial que se disponha a despender capital próprio –, com objetivo de administrar e gerenciar a ZPE de Uberaba. Já os 5% restantes representam a participação do Município.
A empresa responsável pela cessão onerosa ficará à frente de uma séries de responsabilidades como, por exemplo, do projeto e pela execução das obras de  implantação da área de livre comércio, incluindo infraestrutura e equipamentos para a realização de atividades de fiscalização, vigilância e controles aduaneiros. Também será responsável pelas articulações com os órgãos públicos, nas esferas municipal, estadual e federal – em especial com o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Conforme já adiantou o secretário Carlos Assis, o investimento deverá ser de aproximadamente R$ 10 milhões.
Com vistas à implantação da ZPE, o município também trabalha para a expansão das pistas do Aeroporto de Uberaba. AA já se reuniu com representantes da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
O secretário de Planejamento, Karim Abud Mauad, revela que as negociações vêm acontecendo desde o ano passado, sendo que já foi acordado que o trabalho deverá ser feito em duas etapas A primeira será declarar emissão das áreas do entorno da pista como de utilidade pública, através de decreto municipal, com objetivo de permitir que o aeroporto receba aeronaves Boing - 737-300.
O prefeito justifica a necessidade de aumento da capacidade operacional do aeroporto tendo em vista o desenvolvimento da cidade com a implantação da ZPE. Para isso, ele revela que a segunda etapa visando o objetivo será outorgar o terminal de cargas junto ao plano diretor do Tráfego Aéreo de Uberaba (SBUR). (DB)

Infraero anuncia novo terminal no aeroporto e desapropriações de casas


Hoje será inaugurada a reforma feita no aeroporto Petrônio Portela e superintendente anunciará nova reforma.

Segundo Fernando Nicácio, o novo terminal faz parte de uma segunda fase de implantação de melhorias no local. Uma empresa está sendo licitada para uma reforma no saguão, banheiros, ampliação de salas e balcão de check in.
"Um novo terminal deverá ser construído no mesmo espaço do aeroporto atual, com necessidade de desapropriações. O novo aeroporto está sendo avaliado e depende do ministério", afirmou Fernando em entrevista ao Notícia da Manhã.
A reforma que será inaugurada hoje custou R$ 4,2 milhões. Com as melhorias, o Petrônio Portela passa a ter capacidade para receber 1,450 milhões de passageiros ao ano.
Há 15 dias o novo espaço passa por uma operação assistida por técnicos da Infraero para avaliar o desempenho.
O governador Wilson Martins e o superintendente da Infraero no Piauí, Wilson Estrela, participam da solenidade de inauguração, marcada para as 12h30 de hoje.

No dia da entrega da reforma feita no aeroporto Petrônio Portela, o superintendente regional da Infraero, Fernando Nicácio, anunciou que o órgão pretende ainda construir um novo terminal de passageiros no local. Isso acarretará em desapropriações de imóveis localizados no entorno do aeroporto, localizado na zona norte de Teresina.

A terceira fase seria a construção do novo aeroporto, cujo projeto ainda está sendo estudado pelo Ministério da Defesa. Será um sítio aeroportuário a ser erguido em local mais distante da cidade.
"Um novo terminal deverá ser construído no mesmo espaço do aeroporto atual, com necessidade de desapropriações. O novo aeroporto está sendo avaliado e depende do ministério", afirmou Fernando em entrevista ao Notícia da Manhã.

A reforma que será inaugurada hoje custou R$ 4,2 milhões. Com as melhorias, o Petrônio Portela passa a ter capacidade para receber 1,450 milhões de passageiros ao ano.
Há 15 dias o novo espaço passa por uma operação assistida por técnicos da Infraero para avaliar o desempenho.
O governador Wilson Martins e o superintendente da Infraero no Piauí, Wilson Estrela, participam da solenidade de inauguração, marcada para as 12h30 de hoje.
O governador Wilson Martins e o superintendente da Infraero no Piauí, Wilson Estrela, participam da solenidade de inauguração, marcada para as 12h30 de hoje.






sexta-feira, 6 de julho de 2012

Anac anuncia reabertura do aeroporto de Chapecó (SC)


quinta-feira, 5 de julho de 2012 19:45


Agência Estado

0 comentário(s)

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informa que o aeroporto Serafim Enoss Bertaso, de Chapecó (SC), será reaberto ao tráfego aéreo a partir da zero hora da sexta-feira. As pistas de pouso e decolagem foram homologadas nesta quinta-feira. Em nota, a Anac ressalta que toda a infraestrutura do aeroporto estará disponível para asoperações  aéreas da aviação geral e regular. Também será liberada a venda de passagens pelas companhias aéreas.

Foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira a Portaria 1.357, que homologa e altera as características da pista de pouso e decolagem do aeroporto de Chapecó. O reforço no pavimento da pista foi aferido após as análises e a vistoria técnica para a liberação. A Anac havia determinado restrições ao aeroporto catarinense em março, por causa de problemas na pista.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

SuperPontes TAM oferecem atendimento e experiências diferenciadas


Novo projeto da companhia proporciona benefícios exclusivos que tornarão as viagens mais práticas e vantajosas.
São Paulo – A TAM acaba de lançar o projeto SuperPontes TAM, que tem como objetivo proporcionar uma experiência diferenciada em toda a viagem por meio de um pacote de produtos e serviços, nos voos entre cinco dos mais movimentados e importantes aeroportos do País: São Paulo/Congonhas, Rio de Janeiro/Santos Dumont, Belo Horizonte/Confins, Curitiba/Afonso Pena e Porto Alegre/Salgado Filho, que concentram o maior número de passageiros corporativos do país.
“Com as SuperPontes TAM queremos aumentar a nossa participação na escolha dos clientes e fidelizá-los ainda mais por meio da diferenciação na experiência de voo perante a concorrência, sempre agregando valor à marca TAM”, explica Manoela Amaro, diretora de Marketing da TAM.
Nesta primeira etapa do projeto já é possível desfrutar de serviços de bordo exclusivos, adequados às mais variadas necessidades e horários, além de maior pontualidade e regularidade dos voos. Também foi preparada a promoção Pontos em Dobro para comemorar o início do projeto, que dará pontos Multiplus em dobro no TAM Fidelidade: os clientes que voaram mais do que dois trechos SuperPontes na média dos últimos três meses poderão receber pontos em dobro, de acordo com a quantidade de voos SuperPontes que realizarem e com as regras de pontuação de tarifa do programa TAM Fidelidade.
Os clientes elegíveis para essa promoção receberam comunicado por email informando quantos voos SuperPontes TAM são necessários em junho e julho para receber pontuação dobrada. Aqueles que tiveram dúvidas podem consultar a pontuação no campo de fidelidade do site SuperPontes TAM.
O site SuperPontes TAM (www.tam.com.br/superpontes) já está no ar e, além de possibilitar a aquisição de bilhetes, permite saber qual serviço de bordo estará disponível no voo escolhido, dá dicas de turismo e previsão do tempo do local, e a pontualidade do trecho selecionado. Também já é possível comprar serviços da TAM Viagens e, em breve, novas parcerias serão anunciadas, como desconto na locação de veículos, facilidade com estacionamentos e hotéis, entre outras iniciativas e serviços.
OnAir-Algumas aeronaves dedicadas aos voos SuperPontes TAM terão o sistema OnAir. A tecnologia possibilita que os passageiros realizem chamadas, enviem mensagens e acessem a Internet pelo telefone durante o voo.
O OnAir utiliza os satélites da Inmarsat SwiftBroadband e permite que os clientes se conectem à uma rede GPRS, com seus próprios aparelhos de telefone GSM. Desde outubro de 2010, a TAM oferece o serviço em algumas rotas nacionais.
Check-in sem papel -A TAM é a única companhia a oferecer o serviço Check-in Mobile. O projeto, iniciado em 2010 e disponível até agora nos aeroportos de Ribeirão Preto (SP), São José do Rio Preto (SP) e Confins (BH), também já está funcionando em todas as SuperPontes TAM e nos voos diretos e domésticos que partem dos aeroportos de São Paulo/Guarulhos, Rio de Janeiro/Galeão e Brasília (DF).
Os usuários de smartphones e tablets que voam com a TAM podem fazer o check-in sem a impressão de nenhum papel, por meio do site da companhia (www.tam.com.br) ou do aplicativo TAM Mobile. Ao realizar o procedimento, o sistema automaticamente cria um cartão de embarque eletrônico, com um código de barras bidimensional (2D), que deve ser apresentado para acessar a sala de embarque e a aeronave, com um documento de identificação. O usuário só precisa passar pelo balcão de atendimento caso tenha bagagem para despachar.
O TAM Mobile está disponível para download gratuito nas lojas oficiais de aplicativos das plataformas iOS (Apple), Symbian, Windows Phone e BlackBerry. O aplicativo também permite a visualização das melhores ofertas de passagens da TAM Linhas Aéreas, roteiros TAM Viagens e condições especiais de resgate no programa TAM Fidelidade.
“Os serviços que já estão disponíveis representam apenas o pontapé inicial de um grande projeto, com muitas novidades previstas, que serão anunciadas de forma progressiva. Temos muito mais para oferecer aos nossos clientes”, completa Claudia Sender, vice-presidente Comercial e de Marketing da TAM.
Check-in Mobile: Disponível apenas para voos diretos e domésticos. Serviço disponível apenas para smartphones. Pontos em Dobro: Promoção por tempo limitado. Válida apenas para os clientes cadastrados no Programa TAM Fidelidade, que voaram mais de 2 trechos SuperPontes, na média dos últimos três meses. Os pontos em dobro não são válidos para upgrade de categoria. Consulte o regulamento no site www.tam.com.br/superpontes.
As demais regras do Programa TAM Fidelidade permanecem inalteradas. Para mais informações, acesse www.tamfidelidade.com.br. Conectividade a bordo: Sujeita à disponibilidade do sistema na aeronave. Para utilização, o roaming internacional deve estar ativado. Confira as tarifas da sua operadora.
A TAM (www.tam.com.br) opera voos diretos para 42 destinos no Brasil e 19 na América Latina, nos Estados Unidos e na Europa. Por meio de acordos com empresas nacionais e estrangeiras, chega a 92 aeroportos brasileiros e a outros 92 destinos internacionais, incluindo a Ásia. A companhia foi fundada em 1976 com o compromisso de encantar o cliente ao oferecer serviços diferenciados de alta qualidade a preços competitivos. É a líder do mercado doméstico, com market share de 39,4% no último mês de maio. Também detém a liderança entre as companhias brasileiras que operam rotas para o exterior, com 89,3% do mercado em maio. Com a maior frota de aviões de passageiros do país (156 aeronaves), a TAM atende seus clientes com Espírito de Servir e busca tornar as viagens de avião cada vez mais acessíveis ao conjunto da população. É pioneira, entre as companhias aéreas brasileiras, no lançamento de um programa de fidelização. O TAM Fidelidade, que possui hoje mais de 9 milhões de associados, já distribuiu mais de 18 milhões de bilhetes por meio de resgate de pontos e faz parte da rede Multiplus. Membro da Star Alliance – a maior aliança de companhias aéreas do mundo – desde maio de 2010, a empresa integra uma rede que abrange 1.356 destinos em 193 países.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Gol reduz até água do banheiro e tamanho do bilhete para economizar



Após prejuízo de R$ 751 milhões em 2011, empresa adere a "economia da azeitona"

Pedro Carvalho - iG São Paulo | - Atualizada às
Uma azeitona a menos na salada, 40 mil dólares a menos na folha de despesas. A história da economia feita pela American Airlines no final dos anos 1980 é tão famosa que ganhou ares de lenda urbana corporativa. Pois a Gol, após amargar prejuízo de R$ 751 milhões em 2011, anda em busca de suas "azeitonas". Além das medidas mais visíveis – como demissões, cortes de lanches gratuitos e eliminação de voos deficitários – para economizar, a empresa faz ajustes até no tamanho do papel usado para imprimir passagens e na quantidade de água no banheiro dos aviões.

Getty Images
"Não tem mais conta de um milhão para cortar, estamos procurando conta de trinta mil", diz diretor

"Quando calculado em escala, levando em conta que a companhia faz 300 mil voos anuais, o impacto dos pequenos ajustes é absurdo", afirma Pedro Scorza, diretor de controle de operações da Gol. "A 'força bruta' já está cuidada, não tem mais conta de um milhão para cortar. Estamos procurando conta de trinta mil", diz – embora o mercado preveja mais demissões neste ano. "Sempre acabamos achando um 'cem milzinho' para economizar em algum lugar", afirma.
- Mais: novo sistema de check-in da Gol reduz atendimento em um minuto
Só para reduzir o consumo de combustível, a empresa definiu 19 iniciativas. Quatro delas já são aplicadas, as outras estão em teste. São coisas como manter a superfície do avião "obsessivamente limpa" – palavras de Scorza – para diminuir o atrito com o ar, calcular com mais precisão o peso de querosene que precisa ser levado em cada trecho, substituir o sistema que alimenta a parte elétrica dos aviões em solo por outro, mais econômico.
No fim, tudo isso mudou uma azeitona – na verdade, um segundo – na queima de combustível. Até o ano passado, um barril de 200 litros de querosene da Gol durava, em média, três minutos e quarenta e cinco segundos. Agora, dura um segundo a mais. A diferença só parece pequena. Os 120 aviões da companhia voam 12 horas em cada jornada. Numa conta rápida, a empresa economizou mais de 20 mil litros de querosene por dia. O cálculo exato, mostrando quantos reais a menos isso representa, deve aparecer no balanço do segundo trimestre, que a empresa divulgará em breve.
Leia mais: Gol estuda cortar 2,5 mil empregos em 2012
Nem a água do banheiro escapou. Até essa "intimidade" das aeronaves agora faz parte das iniciativas para reduzir o peso dos voos – e, consequentemente, o consumo de combustível. Os aviões da Gol têm dois reservatórios de água para atender os lavatórios, cada um com capacidade de 80 litros. Antes, eles voavam sempre cheios. "Mas, em alguns trechos curtos, como a ponte aérea Rio-São Paulo, isso significava peso extra desnecessário", diz Scorza.
O diretor afirma que cada 100 quilos de peso eliminado significam 3,8 quilos a menos de combustível queimados por hora de voo. E combustível, diga-se, é a principal despesa das companhias aéreas – cerca de 40% dos gastos. "A variável mais relevante é o combustível. Qualquer economia que impacte essa área pode ter resultado significativo", diz Cláudia Oshiro, economista que acompanha o setor aéreo na consultoria Tendências. Mas os ajustes também miram outros departamentos.
O passageiro mais atento vai reparar, por exemplo, que o tíquete de passagem ficou menor. "Antes, ele era impresso num papel enorme. Mudamos a diagramação, encurtamos o código de barras e agora a passagem está menor. Para economizar bobinas de papel, mesmo", explica Felipe Sommer, diretor de operações aeroportuárias da companhia. "É mais uma 'azeitona', que só faz sentido quando vista na perspectiva da escala", completa Scorza.

Getty Images
Check-in da Gol, no aeroporto de Congonhas: bilhete menor para economizar bobinas de papel

A tripulação que trabalha em voos do final do dia também passou a ser escolhida de olho no balanço financeiro. Quando um avião "dorme" no Rio de Janeiro ou em Porto Alegre, a Gol dá preferência para escalar tripulantes que morem nessas cidades. Assim, eles ficam em casa, não em hotéis. "A economia com hotelaria e alimentação será na casa dos R$ 10,5 milhões neste ano", diz Scorza. Para comparação, apenas com juros sobre empréstimos e financiamentos, a Gol gastou quase 40 vezes esse valor no ano passado.
- Companhias aéreas tiveram perdas de R$ 1,4 bilhão em 2011, diz sindicato
A rotina dos tripulantes acaba afetada de diferentes formas pelas mudanças. Segundo um passageiro recente conta ao iG, um comissário que viajava "de carona" na poltrona ao lado, no trecho São Paulo-Brasília, teve de pagar – assim como os passageiros comuns – pelo lanchinho que pediu.
"Em 2011, as principais companhias aéreas fizeram uma guerra tarifária agressiva, enquanto o preço do combustível subiu bastante. Isso fez muitas terem problemas de balanço", diz Ohara, para explicar alguns fatores que agora levam a Gol a economizar cada centavo. "Mas as tarifas também atraíram um novo público, que antes viajava mais de ônibus. Para esse público, acredito que os pequenos ajustes não signifiquem um prejuízo na imagem da companhia", avalia a economista.
Segundo um diretor da empresa, o balanço do segundo trimestre ainda deve registrar prejuízo. Mas a expectativa é que o seguinte, do terceiro trimestre, possa vir no azul. Isso porque, além de diversas economias terem sido feitas, as férias de julho tornam essa época boa para o setor. Se isso acontecer, será o primeiro trimestre superavitário desde o início de 2011 para a companhia. A comemoração, nesses tempos de prudência, bem poderia ser brindada em copinhos de plástico.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Governo planeja construir 70 aeroportos regionais até 2014


O governo brasileiro planeja ampliar o número de aeroportos regionais brasileiros de 129 para até 200 dentro de dois anos. Os estudos já começaram e o plano está em andamento, informou nesta segunda-feira (25) o ministro da Aviação Civil, Wagner Bittencourt, durante encontro com empresários do Lide (Grupo de Líderes Empresariais) em São Paulo.

— Do ponto de vista estratégico, temos que discutir agora, através de investimentos da Infraero [estatal que administra os aeroportos] e dos Estados e municípios. Hoje são 129 aeroportos regionais e atendemos a 74% da população brasileira num raio de 100 km. Queremos nos aproximar de duas centenas e atender a 94% da população brasileira.

Os aeroportos ficariam prontos antes da Copa do Mundo do Brasil, segundo o ministro, embora o prazo final ainda não tenha sido estabelecido no plano de aviação civil.
—No trabalho que estamos fazendo, [a meta] é fazer com que os aeroportos sejam cumpridos ate 2014, mas temos que ver o programa final que está sendo desenvolvido e depois verificar esse prazo.

Apesar de reconhecer que essa espécie de cronograma possa atrasar, já que é necessário “planejar a obra, verificar alternativas para fazer o investimento e depois fazer a construção”, o assegurou que tempo para erguer esses empreendimentos é suficiente.

— Dá [tempo]. Nós somos rápidos.

A aviação civil brasileira cresceu, em média, 18% ao ano entre 2006 e 2011. O número de embarques nos aeroporto administrados pela Infraero em 2011 chegou a 179,9 milhões. Entre janeiro e maio deste ano, já são 77,1 milhões de embarques em voo domésticos e internacionais.

Novas concessões

Em fevereiro deste ano, o governo federal leiloou a maior parte e entregou à iniciativa privada três dos principais aeroportos do País — Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília (DF). O Planalto arrecadou R$ 24,5 bilhões om o negócio.

Bittencourt, no entanto, descartou por hora novos repasses os terminais brasileiros à empresas particulares.

— A concessão é uma alternativa ao investimento, mas não existe nenhuma decisão quanto à concessão de novos aeroportos. Existe a possibilidade de construção de novos aeroportos em São Paulo, mas isto esta sendo avaliado pelo Decea. Mas não existe nenhuma definição quanto a concessão de novos aeroportos.

Saia justa

Durante o encontro na capital paulista, o ministro ouviu reclamações dos empresários por causa da infraestrutura aeroportuária do País, sobretudo em Guarulhos. Uma das questões levantadas foi se o ministro já tinha desembarcado no aeroporto de Cumbica, de um voo internacional, no horário de pico. Ele disse que sim e admitiu ter encontrado dificuldades.

—  Já desembarquei e realmente é um problema. É natural que o aeroporto cheio causa problemas e é por isso que estamos fazendo as concessões e novos investimentos.

Bittencourt também ouviu do próprio organizador do encontro e presidente do Lide, João Doria Jr., uma queixa sobre a negativa da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para a empresa aérea americana Delta Airlines, que tentou substituir uma aeronave que faz a rota Brasil-Estados Unidos por outra de maior porte.

A troca do avião ampliaria, segundo Doria, em 120 o número de passageiros transportados por dia no voo São Paulo e Atlanta (EUA), o que daria quase mil pessoas a mais sendo transportadas por semana — sem a necessidade de um espaço extra dentro do aeroporto. Bittencourt afirmou que iria interferir junto à Anac e à Infraero para liberar a nova aeronave.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Kenya Air levanta financiamento para comprar 10 jatos Embraer

            Aviões da Embraer serão entregues no terceiro trimestre deste ano



A Kenya Airways escolheu o Africa Export-Import Bank (Afreximbank) para financiar a compra de 20 aviões, sendo metade da Embraer, disse nesta segunda-feira a companhia aérea. Além de dez Embraer-190s, o banco com sede no Cairo vai financiar a compra de nove 787-800s (Dreamliners) e um 777-300ER, ambos da Boeing.
A Kenya Airways, na qual a AirFrance KLM detém uma fatia de 26,73%, disse que os aviões da Embraer serão entregues no terceiro trimestre deste ano, enquanto a entrega dos Dreamliners está marcada para começar no primeiro trimestre de 2014. A companhia já informou anteriormente que planeja gastar US$ 3,6 bilhões nos próximos cinco anos para aumentar sua frota e rotas.

Polícia: autores de furtos em aeroportos são estrangeiros bem vestidos

                      Passageiros nas filas de check-in em Congonhas



Em 16 meses - entre janeiro de 2011 e abril de 2012 - foram registrados 2.755 furtos nos três maiores aeroportos paulistas: Congonhas (São Paulo), Cumbica (Guarulhos) e Viracopos (Campinas). Apenas entre janeiro e abril deste ano, o aumento desse tipo de crime foi de 35%, se comparado com o mesmo período de 2011. Segundo a polícia, boa parte dos criminosos são estrangeiros, bem vestidos, que transitam com o passaporte na mão em busca de um momento de distração dos passageiros.
Para evitar que os furtos sigam uma curva crescente na mesma medida em que aumenta o movimento de pessoas nos terminais, a polícia aconselha o passageiro a ficar sempre de olho na bagagem, não deixar maletas na parte superior do carrinho (pela facilidade de roubo) e verificar se não esqueceu algum pertence antes de embarcar ou sair da sala de desembarque.
As companhias afirmam que orientam os passageiros a não desviarem a atenção de seus pertences através de avisos verbais e cartazes. Para evitar roubos após o despacho das bagagens, especialistas recomendam que seja solicitado o lacre fornecido pelas companhias aéreas e que esse número seja anotado no bilhete para evitar que a mala seja violada e o lacre seja trocado por outro.
O problema não é uma exclusividade paulista, no aeroporto de Brasília os furtos aumentaram 7,5% nos cinco primeiros meses deste ano, se comparado com o mesmo período de 2011. No entanto, se forem considerados apenas os furtos a transeuntes, o mais comum, o crescimento foi de 18%. O Terra solicitou ainda as informações dos aeroportos do Galeão (RJ) e Confins (MG), que estão entre os mais movimentados do País, mas, tanto no Rio quanto em Minas, as autoridades disseram não ser possível levantar essas informações.
R$ 58 milhões em segurança
De acordo com a Infraero, em 2012 aproximadamente R$ 58 milhões serão investidos para a aquisição de equipamentos de inspeção de segurança. Atualmente existem 600 câmeras nos terminais de passageiros de carga e de passageiros nos aeroportos de Guarulhos e Campinas, além de mais 170 em Congonhas. O projeto "De Olho na Carga", disponível em 19 cidades, possibilita que os passageiros acompanhem a transporte das malas através de monitores na sala de desembarque.

Ainda de acordo com a Infraero, a Comissão de Segurança Aeroportuária, composta por empresas e órgãos responsáveis, se reúne para fazer o mapeamento das ocorrências e, assim, nortear as ações de prevenção e combate aos furtos.
Mochila roubada no raio-x
Diferente da maioria dos casos, que acontecem no saguão, o bancário Daniel Oliveira Castro Medeiros, 30 anos, teve a mochila furtada ao passar pelo raio-x da alfândega do aeroporto de Guarulhos, quando voltava de uma viagem a Nova York, em janeiro deste ano. O prejuízo foi de cerca de R$ 10 mil, além das mais de quatro mil fotos da viagem perdidas.

Daniel conta que ficou um pouco confuso ao passar pela inspeção de bagagem, em virtude do grande movimento. Após passar pelo raio-x foi liberado, mas só percebeu a falta da mochila no táxi e ao voltar foi proibido de entrar. Teve que perambular por diversos órgãos durante cinco horas na tentativa de reaver a bolsa, mas saiu do aeroporto com um boletim de ocorrência e queixa na ouvidoria da Infraero. A resposta veio, segundo ele, 60 dias depois, sendo que as imagens do circuito interno só são mantidas por 30 dias. A Infraero diz que a resposta foi dada a Daniel em 16 dias.
"Era uma coisa bem simples, eu tinha acabado de sair dali. Não me deixaram entrar e ficou aquele empurra-empurra, até que desse tempo para sumir", reclama. Daniel conta que a polícia foi solidária e disse que aquilo estava ocorrendo com muita freqüência. "Aconteceu no dia 20 de janeiro e duas semanas depois prenderam uma quadrilha que roubava bagagens".

Log-In lança nova rota de cabotagem no Pará e no Maranhão


Festejando hoje, 21 de junho, 5 anos de existência, a empresa lança novo serviço ligando portos do Norte e Nordeste ao restante do país e ao Mercosul.

No próximo dia 21 de junho, a Log-In Logística Intermodal completa 5 anos de existência. Líder em investimentos na navegação de cabotagem no Brasil, a Log-In é a primeira empresa no Brasil a oferecer soluções integradas para movimentação portuária e transporte de contêineres porta-a-porta. Atualmente, a sua extensa malha logística cobre cerca de 80% do PIB nacional, integrando as principais regiões do Brasil ao Mercosul. “Acreditamos no potencial da cabotagem para alavancar a competitividade da indústria brasileira com o equilíbrio da matriz de transportes”, afirma Vital Jorge Lopes, Presidente da Log-In.

O compromisso com a integração do país será reforçado em agosto deste ano, quando a Log-In começará a operar seu novo serviço Costa Norte. A rota ligará o Pará e Maranhão aos principais portos do Brasil e Mercosul. A empresa será a única brasileira a oferecer o serviço de cabotagem nesses estados. Com frequência quinzenal, o novo serviço será feito pelo navio Log-In Pantanal, que tem capacidade para transportar até 1.700 TEUs. Além de Itaqui (MA) e de Vila do Conde (PA), a rota Costa do Norte passará também pelos portos de Suape (PE) e Fortaleza (CE).

Atualmente, a Log-In está em fase adiantada de construção do Log-In Tambaqui, no estaleiro Eisa, na Ilha do Governador (RJ). Este é o terceiro navio de uma encomenda de sete que a Log-In tem com o Eisa, sendo cinco do tipo porta-contêiner, dos quais dois já estão em operação, e dois graneleiros, cridos para atender ao contrato de 25 anos com a Alunorte para viagens consecutivas entre o Porto Trombetas e o Porto de Vila do Conde, ambos no estado do Pará. A operação irá movimentar 150 milhões de toneladas de minério de bauxita a granel no período. 

Todas as embarcações encomendadas pela Log-In ao Eisa estão incluídas no PAC – Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal. O investimento total é superior a R$ 1 bilhão, utilizando recursos do FMM – Fundo da Marinha Mercante ¬ – por meio de repasse do BNDES. Até 2013, a Log-In lançará ao mar um novo navio a cada seis meses. O projeto com a Alunorte faz parte da estratégia da Log-In em desenvolver soluções especializadas para logística de cargas na cabotagem brasileira, mediante contratos de longo prazo.

A empresa

A Log-In Logística Intermodal oferece soluções de logística no transporte intermodal no Brasil e no Mercosul, trazendo para o mercado a sua expertise em planejamento, gerenciamento e operação de cargas conteinerizadas. A empresa administra e opera o Terminal Portuário de Vila Velha (TVV), além de oferecer serviços logísticos com base na navegação costeira. Possui também terminais terrestres intermodais para movimentação e armazenagem de cargas, complementando seus serviços com transporte rodoviário de curta distância, além de oferecer serviços de planejamento e gestão logística para outras companhias.

Mais de 1.500 empresas fazem parte da carteira de clientes da Log-In, entre elas, grandes representantes das indústrias de Alimentos, Bebidas, Siderurgia, Química, Têxtil, Higiene & Limpeza, Automobilismo e Eletroeletrônica. Para atendê-los, a companhia conta com cerca de 1.100 empregados, distribuídos por 16 unidades no Brasil, uma em Buenos Aires, na Argentina, e outra em Montevidéu, no Uruguai.

A Log-In atua em mercados que estão em crescimento no Brasil, focando suas atividades na movimentação e transporte de contêineres. A opção pelo transporte intermodal com base marítima e ferroviária de contêineres não beneficia somente os clientes, mas também reduz custos logísticos e as emissões de gás carbônico. 

História

A Log-In encerrou sua operação de abertura de capital em 25 de junho de 2007. Hoje, a Vale detém 31,3% da companhia e o restante do capital está pulverizado no mercado. Mais de 27 mil investidores pessoas físicas e clubes de investimento adquiriram ações da empresa na abertura de capital, um recorde no mercado brasileiro de ações. 

A origem da Log-In remonta a 1962, quando foi criada a Docenave, uma subsidiária da CVRD com atuação no transporte marítimo de granéis sólidos de longo curso e apoio portuário. Em 1998, a Vale firmou contrato de arrendamento para a exploração do Terminal de Vila Velha, e, em 1999, foi iniciada a operação de navegação costeira.

Em 2001, a Log-In abriu sua operação de transporte ferroviário para a movimentação de cargas conteinerizadas de seus clientes e, em 2002, após uma reestruturação interna na CVRD, foi criada na área de Logística uma equipe dedicada integralmente à prestação de serviços integrados de transporte marítimo e ferroviário de contêineres para terceiros. A Log-In foi criada para consolidar, em uma nova empresa, todas as equipes e operações voltadas para o planejamento, gerenciamento e operação de cargas conteinerizadas. Esta operação foi concluída com a abertura de capital da empresa.

LAN Chile e TAM completam fusão e criam a LATAM Airlines

SANTIAGO, 22 Jun 2012 (AFP) -A aerolínea chilena LAN e a brasileira TAM anunciaram nesta sexta-feira que completaram seu processo de fusão e criaram a LATAM Airlines Group, considerada a maior linha aérea da América Latina, segundo um comunicado divulgado por ambas companhias.
"LAN Airlines S.A. e TAM S.A. informam que foi concluído com êxito o processo de intercâmbio de ações através do qual as empresas combinaram seus negócios e criaram a LATAM Airlines Group S.A.", diz o texto.
A Oferta Pública de Ações (OPA), iniciada em maio, foi concluída depois que 99,9% dos acionistas de TAM mudaram seus títulos da companhia pelos da LAN, à proporção de 0,9 ação da aerolínea chilena por cada uma da brasileira, que era o último passo para criar a mega empresa aeronáutica.
Ambas as companhias pensavam em concluir a operação há 10 dias, mas a falta de uma porcentagem mínima de compra de ações lhes impediu de fazer um anúncio oficial na semana passada.
A fusão, anunciada em 2010, une a TAM, a maior aerolínea brasileira com uma frota de 156 aviões de passageiros, e a LAN, a principal aerolínea chilena com 125 aviões de passageiros e 14 aeronaves de carga e que alcançou lucro de 320,2 milhões de dólares em 2011.
Esta associação põe a LATAM Airlines entre os 10 maiores grupos de aerolíneas do mundo, com conexões de transporte para passageiros em cerca de 150 destinos em 22 países e serviços de carga de cerca de 169 destinos em 27 países, com uma frota de 310 aviões e 51.000 empreados.
A LATAM Airlines possui valor estimado de 14,500 bilhões de dólares e representa cerca de 6% do transporte aéreo mundial.
No comunicado, as aerolíneas não especificaram em que aliança internacional de aviação permanecerá a nova empresa, já que a TAM integra a Star Alliance e a LAN a Oneworld.
"O crescimento gerado pela LATAM nos permitirá oferecer novos destinos para nossos clientes, criar mais oportunidades para nossos mais de 51.000 empregados e gerar maior valor para os acionistas", afirmou Mauricio Rolim Amaro, Vice-presidente da TAM, que encabeçará um diretório que estará encarregado da LATAM, de acordo com o comunicado oficial.
"A criação deste grupo de aerolíneas é uma oportunidade para levar a América do Sul ao mundo e nos permitirá nos posicionar para poder operar em um cenário cada vez mais competitivo, produto da continua consolidação do setor aéreo mundial", disse Enrique Cueto, vice-presidente da LAN e a recém criada LATAM.
Cada aerolínea manterá seus centros de operações atuais: LAN em Santiago e TAM em São Paulo e continuarão operando com suas atuais marcas da mesma forma como fizeram até agora, enquanto avança a integração de ambas as companhias, explicou Cueto.
Para analistas, este tipo de fusão é habitual no mercado de companhias aéreas e no caso de LAN e TAM, lhes permitirá crescer nos mercados do norte e Europa.