quarta-feira, 20 de junho de 2012

Gerenciamento de riscos auxilia na diminuição do roubo de cargas no Brasil


Responsáveis pelo transporte de 60% das cargas do país, as rodovias são frequentemente alvo de quadrilhas de roubos e furtos de mercadorias. Diante desse cenário, os transportadores têm utilizado vários meios para burlar os receptadores de cargas nas estradas. Uma medida que tem surtido bastante efeito é o gerenciamento de risco, que, com medidas preventivas, agrega valor à logística, maximiza a segurança da carga transportada, antecipando medidas de segurança para detectar e prevenir riscos nas operações de transporte de produtos. Cyro Buonavoglia, presidente da Gristec explica que o gerenciamento inicia-se no momento em que se contrata o frete, passa pela seleção do colaborador e só termina com a entrega da carga no destino certo. Atualmente o mercado oferece vários mecanismos de segurança disponíveis para reduzir as ações criminosas, entre eles o monitoramento 24 horas e em tempo real das cargas; o programa de prevenção de ocorrência de acidentes veiculares, qualificação técnica e comportamental dos motoristas, orientação sobre itens relacionados à saúde e o check list veicular; a escolta 24 horas, que visa maximizar a segurança da carga; o apoio logístico que permite a visualização dos veículos, troca de mensagens e envio de comandos que possibilitam a tomada de medidas preventivas ou corretivas a partir da central de monitoramento; análise do perfil e consultas sobre motoristas carreteiros.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Constantino Jr. deixa direção da Gol após reestruturação e cortes


O paulista Paulo Sérgio Kakinoff, 37, atual presidente da Audi, será o novo presidente da Gol Linhas Aéreas.
Ele assume a companhia aérea em 2 de julho. Constantino de Oliveira Júnior, controlador e presidente da Gol desde a fundação, em 2001, ficará no Conselho de Administração, como presidente.
O anúncio estava previsto para amanhã, mas foi antecipado com o vazamento da informação na tarde desta segunda-feira.
Kakinoff era conselheiro da Gol desde janeiro de 2010. Ele estava havia quase 20 anos no grupo Volkswagen (controlador da Audi), onde iniciou a carreira como estagiário.
O empresário teve uma ascensão rápida na montadora, tendo comandado a diretoria para a América Latina da Volkswagen na matriz alemã, até assumir o comando da Audi, há dois anos.
Kakinoff e Constantino Júnior, 43, têm em comum o gosto pela automobilismo. Júnior é piloto de carro de corrida e foi campeão da Copa Porsche no ano passado.
CORTES
Júnior entrega a presidência-executiva para Kakinoff depois de ter reduzido custos.
Desde o início do ano, Júnior demitiu cerca de mil funcionários, como parte de um drástico plano de reestruturação para recuperar a rentabilidade da companhia, além de ter cortado voos.
No ano passado, a Gol teve prejuízo de R$ 710 milhões, por conta, principalmente, de custos elevados de combustível e câmbio.
Mas os cortes, que atingiram também a cúpula da companhia, deixaram o empresário sobrecarregado e sem tempo para se dedicar a questões mais estratégicas.
Hoje, a empresa tem apenas duas vice-presidências (técnica e financeira).
A vice-presidência comercial e de pessoal foi eliminada na reestruturação.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos assina contrato com Governo


Obras começam em setembro
A Concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos S/A assinou, hoje, em Brasília, o Contrato de Concessão do Aeroporto de Guarulhos (SP). A medida celebra a primeira rodada de concessão dos aeroportos brasileiros e o projeto do Governo Federal de modernização do sistema aeroportuário.

Entre os investimentos iniciais previstos estão a construção de um novo terminal para 12 milhões de passageiros/ano; um estacionamento com capacidade para 10 mil novas vagas; maior pátio para aeronaves com 36 novas posições; saídas rápidas de pista de pouso e decolagens; 22 novas pontes de embarque; melhorias na sinalização, segurança, iluminação e limpeza, entre outras. Até a Copa do Mundo de 2014 serão feitos grandes investimentos e a previsão é que, até 2022, o aeroporto tenha capacidade de receber cerca de 60 milhões passageiros por ano.

Com a assinatura do Contrato de Concessão, inicia-se a transição da operação da Infraero para a Concessionária . Em dezembro, a Concessionária assume plenamente a operação do Aeroporto.

Quem Somos

O Consórcio Aeroporto Internacional de Guarulhos S/A, que venceu o leilão realizado em fevereiro deste ano, é formado pelo Grupo Invepar, pela operadora sul-africana ACSA e pela Infraero. Para a assinatura do Contrato de Concessão foi formada a Sociedade de Propósito Específico (SPE) que deu origem à Concessionária, tendo o Grupo Invepar e a ACSA com 51% das ações e a Infraero com 49%.

Invepar

A Invepar (Investimentos e Participações em Infraestrutura S/A) foi criada em março de 2000 e é uma das principais empresas nacionais na área de infraestrutura de transporte. Mais de um milhão e meio de usuários trafegam, diariamente, pelas concessões rodoviárias e metroviária do grupo. A prestação de serviços de alta qualidade, a geração de resultados e a responsabilidade socioambiental são marcas do Grupo Invepar.

Atualmente o grupo opera e administra seis importantes concessionárias rodoviárias do País: a Linha Amarela S.A. (LAMSA), a Concessionária Litoral Norte S.A (CLN), a Concessionária Auto Raposo Tavares S.A. (CART), a Concessionária Bahia Norte S.A (CBN), a Concessionária Rio Teresópolis S.A (CRT) e a Concessionária Rota do Atlântico (CRA). Neste ano, o Grupo Invepar iniciou a operação rodoviária no exterior ao adquirir a Vía Parque Rímac, no Peru. O grupo integra também o Consórcio Rio Olímpico que será responsável pela implantação e operação do Corredor Expresso Transolímpica, no Rio de Janeiro. No transporte sobre trilhos, o MetrôRio destaca-se como um dos ativos mais importantes do Grupo Invepar. As empresas do grupo empregam aproximadamente 4.500 trabalhadores.

Airports Company South Africa – ACSA

A Airports Company South Africa – ACSA é responsável pela operação de nove aeroportos da África do Sul. Entre eles, os três principais aeroportos internacionais de O.R. Tambo, em Johanesburgo, Cape Town, na Cidade do Cabo e King Shaka, em Durban, que juntos receberam, em 2010, cerca de 30 milhões de passageiros. Também opera, desde 2006, o aeroporto de Mumbai, na Índia, que recebeu 29 milhões de passageiros em 2010 e foi eleito o terceiro melhor aeroporto do mundo na categoria até 35 milhões de passageiros/ano. Para a Copa do Mundo de 2010 a empresa realizou um grande programa de investimentos em infraestrutura e melhorias operacionais.

Infraero

A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) é uma empresa pública federal brasileira de administração indireta, vinculada à Secretaria de Aviação Civil. Ela é a responsável pela administração e operação de 63 aeroportos domésticos e internacionais no Brasil e tem 39 anos de existência.

Consultorias

Para a elaboração dos planos Estratégico de Negócios e de Transição Operacional, a Concessionária conta com mais de 100 profissionais trabalhando, além do apoio de diversas consultorias especializadas, entre elas: Airport Consulting Vienna, Aircon, McKinsey&Company, Accenture ,Typsa Enge Corps, TGL Núcleo de Estudos, Deloitte, BNP Paribas, Ulhôa Canto e Cascione, Pulino, Boulos & Santos e Mijksenaar.

Obras para a Copa

Até a Copa de 2014, a Concessionária terá seu período de investimentos mais intenso, com cerca de 30% do total. Serão construídos o Terminal 3, que terá capacidade para 12 milhões de passageiros/ano; um novo estacionamento com 10 mil vagas; um novo pátio com 36 posições para aeronaves; 22 novas pontes de embarque; saídas rápidas de pista de pouso e decolagens; além de, no curto prazo, melhorias na sinalização, na segurança, na iluminação, nos banheiros e na circulação de pessoas.

Período de Transição

Com a assinatura do Contrato de Concessão, tem início o processo de transição que vai até dezembro deste ano.[6]

Nos primeiros 30 dias, o Plano de Transferência Operacional (PTO) será examinado pela ANAC. Em seguida, começa a operação assistida. Por mais 90 dias a Infraero será responsável pela operação do aeroporto, assistida pela Concessionária, que acompanhará toda a rotina operacional, de modo a permitir uma transição organizada e segura da gestão, que ocorrerá em setembro. De setembro a dezembro a Concessionária assume a operação, mas com a Infraero assistindo os processos. A partir de dezembro, caso não haja nenhuma prorrogação, a operação fica integralmente a cargo da Concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos S/A.

Avianca entra na Star Alliance e sinaliza saída da Latam


A Avianca-Taca anuncia na próxima semana sua entrada na maior aliança de companhias aéreas do mundo, a Star Alliance. A adesão da empresa colombiana inviabiliza a permanência na aliança da Latam, a holding formada pela fusão da TAM com a chilena LAN. Uma das condições para a aprovação do negócio pela autoridade chilena é que a Latam participe de apenas uma aliança, e que não seja a mesma em que está a Avianca-Taca. A TAM é membro da Star Alliance, mas a LAN pertence a outra aliança, a Oneworld.
"Em nenhum caso (a Latam) poderá pertencer à aliança na qual o grupo Avianca-Taca seja membro associado", diz a decisão do Tribunal de Defesa da Livre Concorrência do Chile (TDLC), de setembro de 2011.
A Latam ainda não informou oficialmente sua escolha. O TDLC impôs um prazo de dois anos para que o grupo definisse a aliança, mas a família Cueto, controladora da LAN, queria antecipar essa decisão.
Em viagem ao Rio em novembro de 2011 para participar de um encontro de executivos do setor, o presidente da LAN, Ignacio Cueto, disse que a intenção era escolher uma aliança até o fim de junho deste ano.
A Star Alliance tem 25 membros - entre eles, Lufthansa, TAP e United Airlines -, ante 12 da Oneworld, grupo que inclui Iberia, British Airways e American Airlines. Apesar de a Star Alliance ter mais associados, a expectativa no setor aéreo era mesmo de que a aliança da LAN, que detém participação majoritária na holding, prevaleceria.
Segundo especialistas, era esperado que a estratégia da Latam para voos internacionais seguisse os ditames dos chilenos da LAN. A companhia concentra seus negócios no segmento e tem subsidiárias na Argentina, Colômbia, Equador e Peru. "A estratégia da Latam em nível internacional é a estratégia da LAN, que já está em curso. Não muda nada se a LAN não puder ir para a Star Alliance", disse o professor da UFRJ Elton Fernandes, especialista no setor aéreo. Procurada, a TAM não comentou a questão por estar em período de silêncio.
A entrada da Avianca na Star Alliance é aguardada desde novembro de 2010, quando o anúncio da adesão da companhia à aliança foi feito. No mercado, comenta-se que o processo se arrastou porque a Star Alliance aguardava a decisão da Latam.
A Avianca-Taca é controlada pelo grupo brasileiro Sinergy, dos irmãos German e José Efromovich. Eles também são donos da Avianca Brasil, a antiga OceanAir, mas a empresa funciona separadamente da Avianca-Taca. A adesão à Star Alliance, ao menos por enquanto, não contempla as operações do Brasil. A companhia aérea fará uma coletiva de imprensa no próximo dia 21, em Bogotá, para anunciar a entrada na aliança. No mesmo dia, a panamenha Copa também oficializará sua adesão à Star Alliance.
A entrada na aliança abrirá novas oportunidades para a Avianca-Taca, segundo o consultor em aviação Nelson Riet. "As companhias aéreas favorecem a venda de passagens de empresas parceiras em trechos que elas não oferecem", disse.
A saída da TAM da Star Alliance pode gerar descontentamento nos passageiros acostumados a trocar milhas por passagens em companhias estrangeiras associadas à aliança, alertam especialistas. Para minimizar essa possibilidade, a empresa precisará negociar um período de transição que não cause muitos transtornos para os clientes com milhas acumuladas. "Um cliente TAM que tem esse tipo de milha e gosta de usar essas companhias vai ter de se acostumar a outra realidade", diz o advogado Guilherme Amaral, especialista em direito aeroviário e sócio do escritório Aidar SBZ Advogados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Balanças erram peso de malas em check-in de Cumbica e Congonhas


Quase 40% de balanças irregulares em Congonhas e 15% em Cumbica. Esse foi o resultado de uma operação surpresa feita pelo Ipem (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de SP) na última quarta. Ao todo, foram aferidas 237 balanças localizadas nos balcões de check-in. Destas, 44 apresentaram irregularidades, com valores para mais ou para menos, como adiantou ontem o "TV Folha".
A informação é da reportagem de Rafael Mosna publicada na edição desta segunda-feira da Folha. A reportagem completa está disponível a assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
Além da implicação econômica ao passageiro, que pode pagar por excesso de bagagem, a situação pode ser mais grave. Nenhum avião deve voar com peso acima do estipulado no manual de operação. Notificadas, as empresas têm dez dias para responder e podem pagar multa de R$ 100 a R$ 1,5 milhão, dobrando em caso de reincidência.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

TAM e LAN prorrogam oferta de troca de ações em 10 dias



Operação de adesão de acionistas não atinge mínimo requerido por empresa chilena e fusão que pretende criar gigante da aviação é adiada
A oferta de troca de ações entre TAM e LAN foi adiada em 10 dias nesta terça-feira, depois que a adesão dos acionistas da companhia brasileira à operação não atingiu o mínimo exigido pela empresa chilena para dar prosseguimento à fusão que pretende criar uma gigante da aviação sul-americana.
Em comunicado ao mercado nesta terça-feira, a TAM informa que a LAN renunciou à condição prevista no edital de troca de ações que trata sobre aceitação mínima da oferta de troca de papéis. A condição estabelece que ao final da oferta devem restar em circulação menos de 5% do total de ações da TAM.
Segundo a Bovespa, a aceitação da oferta pelos acionistas da TAM foi de 90%.
Com isso, de acordo com o edital, resta a condição para o fechamento do capital da TAM de adesão de mais de dois terços das ações em circulação da companhia brasileira.
A BM&FBovespa informou mais cedo que o volume total de reservas registradas e validadas para o leilão de permuta das ações que ocorreria nesta terça-feira somou 67,24 milhões de papéis preferenciais da TAM, de um total de 75,4 milhões, e 7,77 milhões de papéis ordinários, de um total de 8,16 milhões.
Procurada, a TAM informou que em função da prorrogação da oferta de troca seguirá em período de silêncio por mais 10 dias.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Embraer faz acordo para formar joint venture no México

12/06/2012 - 14h35



DA REUTERS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A Embraer chegou a um acordo com a francesa Zodiac Aerospace para a criação de uma joint venture no México que fabricará interiores da família de jatos Embraer 170/190, informou nesta terça-feira a fabricante brasileira.
"Esta unidade no México será usada para a fabricação de interiores da nossa atual família de E-Jets e novos interiores para futuras aeronaves", disse Artur Coutinho, vice-presidente executivo de Operações, em comunicado.
A Embraer não deu mais detalhes sobre a joint venture, que disse representar "mais um passo importante" em seu processo de globalização industrial.
Hoje, a empresa tem unidades na China, Portugal e Estados Unidos, onde monta o jato executivo Phenom 100.
Mais cedo, a Embraer tinha anunciado que vai manter o investimento em curso de 177 milhões de euros na fábrica em Évora, em Portugal, apesar da crise do euro.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

"Já temos nossa noiva", diz presidente da Avianca Brasil


Em entrevista exclusiva a EXAME.com, José Efromovich afirmou que não tem pressa de se unir a nenhuma outra companhia

José Efromovich, presidente da Avianca Brasil: já temos a nossa noiva escolhida
São Paulo - Na contramão da maioria das companhias aéreas brasileiras – que vem buscando parcerias para se consolidar no mercado –, a Avianca Brasil não tem a intenção de se unir, muito menos comprar alguém no curto ou médio prazo.
Segundo José Efromovich, presidente da companhia no Brasil, a Avianca  já tem uma noiva predestinada: a colombiana Avianca-Taca, controlada pelo grupo Sinergy, único dono da companhia brasileira,  e pode a qualquer momento anunciar um casamento.
"Quando reestruturamos nossa operação, em 2008, decidimos trilhar outro caminho para crescer e tem dado certo", afirmou o empresário, com exclusividade a EXAME.com. Veja, a seguir, os principais trechos da entrevista concedida por ele:
EXAME.com: Até quando a Avianca pretende ser uma empresa de nicho?
José Efromovich: 
 Dizer que não estamos preocupados em crescer é mentira. Todo mundo está. Mas, em 2008, quando decidimos reestruturar nossas operações, decidimos com isso trilhar outro caminho: o de voar com os pés no chão, com uma operação menor, mas sustentável.
EXAME.com: Assim como a maioria das companhias aéreas brasileiras, a Avianca não planeja nenhuma fusão ou aquisição?
Efromovich: 
Já temos a nossa noiva predestinada: a Avianca –Taca. Podemos anunciar esse casamento a qualquer momento, mas não há pressa para isso. Não somos uma noiva desesperada para casar.
EXAME.com: Como funciona essa parceria com a Avianca Internacional?
Efromovich: 
São operações independentes. Não existe nenhum vinculo entre as duas companhias. Existe apenas o fato de elas terem o mesmo dono. Hoje, o grupo Sinergy detém 100% da Avianca Brasil e mais de 60% da Avianca-Taca.
EXAME.com: A fusão recente de Azul e Trip atrapalha algum plano da Avianca Brasil?
Efromovich: 
Não. Tanto a Azul quanto a Trip têm poucas rotas que concorrem diretamente com a gente. O fato de elas estarem juntas ou separadas não faz  muita diferença para o nosso negócio.
EXAME.com: Então o que preocupa são os grandes players desse setor?
Efromovich:
 As grandes são as que mais colidem em termos de rotas, mas não em termos de produtos. Porque temos o melhor produto, sem arrogância. Basta ver a nossas taxas de ocupação, sempre as mais altas entre as companhias.
EXAME.com: Recentemente, houve rumores de que vocês estavam interessados na portuguesa TAP.  Por que essa operação seria interessante para Avianca?
Efromovich
: É certo que a TAP não vive uma de suas melhores fases. É uma empresa que acumula uma série de prejuízos, mas é a europeia que mais voa para o Brasil e tem presença maciça em muitas regiões da Europa. Estamos aguardando o edital de venda do governo português, para avaliar se o negócio vale ou não a pena.
EXAME.com: A crise na Europa e a desaceleração do mercado chinês devem desacelerar a economia no mercado brasileiro. Isso pode chegar ao setor aéreo?
Efromovich:
 É óbvio que esse cenário afete o Brasil e que nossa economia não siga na mesma euforia dos últimos anos, mas não acredito em um cenário de recessão forte, que possa mexer com as necessidades de locomoção do brasileiro e com o turismo no país. Tanto que não estamos fazendo nenhuma mudança de plano de crescimento para os próximos anos.
EXAME.com: E o aumento do câmbio preocupa a Avianca?
Efromovich: 
Dólar é um fator importante para o setor. O câmbio a 1,5 real não era sustentável. Acredito que uma estabilização entre 1,9 real e 2 reais seja sustentável  para a nossa operação.
EXAME.com: Neste ano podemos esperar o primeiro lucro da Avianca?
Efromovich: 
Neste ano podemos esperar um equilíbrio das nossas contas. A Avianca vem de um processo continuo de diminuição de prejuízo. Neste ano, se não houver nenhum fator que fuja do nosso controle, nossos números vão se equilibrar.
EXAME.com: E os planos de crescimento para os próximos anos?
Efromovich:
 Neste ano, vamos acrescentar pelo menos mais cinco aviões à nossa frota e em 2013 outros cinco, no mínimo. A partir de 2014, vamos começar a substituir aeronaves mais antigas por novas. Isso aumenta nossa oferta, sem precisarmos de mais slots.
EXAME.com: Como o senhor vê o mercado de aviação nos próximos anos?
Efromovich:
 Vejo um continuo processo de consolidações. Acredito que nos próximos cinco anos deva existir no máximo meia dúzia de companhias aéreas em toda a América Latina. Sempre existe o marido ideal para as noivas disponíveis.

Canon monta unidade em Manaus para produzir câmeras


O início das operações da nova unidade da empresa está marcado para julho de 2013, antes da Copa do Mundo brasileira
No Brasil, a Canon opera desde 1974 e atualmente tem cerca de 350 funcionários. A empresa atua no país na distribuição de equipamentos de impressão, enquanto a linha de consumo, que inclui câmeras e filmadoras, é comercializada por distribuidores da marca.
Câmera Canon 1D-X: a nova unidade receberá investimento de 110 milhões de ienes, cerca de R$ 2,8 milhões
São Paulo - A japonesa Canon anunciou nesta segunda-feira que montou uma subsidiária em Manaus para fabricar câmeras e atender ao crescente mercado brasileiro.
O início das operações da nova unidade está marcado para julho de 2013, um ano antes da Copa do Mundo da Fifa no Brasil.
"Recentemente, o mercado de câmeras digitais tem mostrado crescimento constante, liderado por países emergentes. O Brasil, em particular, tem um grande mercado, com demanda que deve crescer, o que tem criado a necessidade de termos um fornecimento estratégico de produtos", afirmou a Canon em comunicado à imprensa.
A nova unidade receberá investimento de 110 milhões de ienes, cerca de 2,8 milhões de reais, e terá 60 funcionários até o fim de 2013.
O anúncio da subsidiária ocorre pouco mais de um ano após a rival Nikon divulgar investimento de 10 milhões de dólares na criação de uma unidade no Brasil, a primeira da empresa na América do Sul.



domingo, 10 de junho de 2012

Laranjal aéreo

8:34 \ Brasil



Viracopos: até hoje o contrato da concessão não foi assinado
Os laranjas usados pela Delta também trabalharam para outras empreiteiras, como a UTC e a Triunfo, conforme detectado pelo Coaf e revelado por VEJA na semana passada.
E o que a UTC e a Trinfo têm em comum, além do fato de serem empreiteiras e terem o governo como cliente principal?
Ambas lideraram o consórcio que venceu a bilionária licitação da Infraero para a privatização do aeroporto de Viracopos há quatro meses.
A Casa Civil já foi informada pelo Coaf do laranjal cultivado pela UTC e Triunfo. Talvez por isso, até hoje o contrato da concessão não foi assinado pela Infraero.
Por Lauro Jardim