terça-feira, 29 de maio de 2012

Trem para Cumbica sai até a Copa


Secretário de Transportes Metropolitanos diz que projeto prevê uso de trecho já em operação. Licença prévia para obra já foi liberada

A linha 13-Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), ainda em fase de projeto, pode chegar ao aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, até junho de 2014. A promessa foi feita ontem pelo secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes.

Para tirar a ligação do papel, o governo pode adiar a construção da estação Cecap, em Guarulhos, e concentrar os investimentos no trecho entre a estação Engenheiro Goulart, na zona norte, e o aeroporto internacional.

Na avaliação do secretário, o Estado terá que realizar um esforço enorme para cumprir o prazo prometido. “Será uma luta mesmo, mas vamos buscar a ligação com o aeroporto até junho de 2014. A estação Cecap deve ficar para depois”, disse Fernandes.

De acordo com o secretário, a licença prévia para a obra já foi aprovada. O próximo passo é obter a de instalação, o que permitirá o início dos trabalhos.

Na tentativa de agilizar a entrega da ligação, o governo decidiu aproveitar um trecho da linha do Brás até Engenheiro Goulart, tendo que licitar e construir apenas os quilômetros necessários para chegar a Cumbica.

O trajeto em estudo prevê que o ramal até o aeroporto passe pela rodovia Ayrton Senna, Dutra e pelo parque Ecológico do Tietê. “Ainda temos que avaliar a questão das penitenciárias que estão na região. Tudo isso entrará no projeto da ligação”, explicou o secretário.

Após fusão, Azul Trip vai controlar 15% da aviação no país


As companhias aéreas Azul, terceira maior do país, e Trip, maior empresa aérea regional da América, acertaram hoje a fusão de suas operações no Brasil.
O nome da nova empresa será Azul Trip SA. O executivo David Neeleman, da Azul, será o presidente do conselho de administração.
O negócio foi fechado hoje por Neeleman e por José Mário Caprioli, presidente-executivo da Trip, e Renan Chieppe, presidente do conselho da companhia.
Com a união, a nova empresa vai atender 15% do mercado doméstico de transporte aéreo. No total, ela vai possuir 112 aeronaves (62 jatos Embraer e 50 turboélices ATR) e operar pelo menos 837 voos diários em 316 rotas. Até o fim do ano, a frota deve aumentar para 120 aeronaves, segundo a empresa.
"Juntos, formaremos um grupo com possibilidades ainda maiores de continuar prestando serviços de transporte aéreo cada vez mais acessíveis e de alta qualidade", disse Neeleman, em nota.
"Enxergamos na Azul uma parceira que tem os mesmos ideais e visão de negócios. Buscaremos disseminar as melhores práticas entre as empresas, visando ampliar nossa competitividade no mercado, mantendo o DNA de alto serviço de ambas", disse, também em nota, Caprioli, Trip.
Os atuais donos da Azul --o americano naturalizado brasileiro Neeleman e oito fundos, entre eles Gávea, TPG e Bozano-- ficarão com 67% da nova empresa, enquanto os grupos Caprioli e Águia Branca, donos da Trip, terão o restante.
Para concretizar a operação, os donos da Trip recompraram, há uma semana, a participação de 26% que havia sido vendida para a americana Skywest.
A operação não envolve pagamentos. O valor das empresas usado para definir as participações não foi divulgado.
CONCORRÊNCIA
A operação dá às empresas um porte para enfrentar as líderes TAM e Gol. O faturamento conjunto deve chegar a R$ 4,2 bilhões este ano. No ano passado, a Gol faturou R$ 7,4 bilhões e a TAM, R$ 13 bilhões.
Com uma frota de 112 aviões e 837 voos diários, o grupo Azul Trip é responsável por 29% das partidas realizadas no país. Elas atendem 96 cidades, de um total de 108 cidades do país que recebem voos regulares.
A operação transforma o grupo Azul Trip no segundo maior operador de jatos da Embraer no mundo. São 62 jatos, de uma frota de 112 aviões.
Para ser concretizado, o negócio ainda precisa ser aprovado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Até lá, as duas empresas --bem como suas divisões de carga-- vão continuar operando separadamente.

RAIO-X DA NOVA EMPRESA
EMPRESA CONTROLADORA Azul Trip S.A.
FUNCIONÁRIOS 8.700
PARTICIPAÇÃO DE MERCADO 15%
DESTINOS 96 das 108 cidades com serviço aéreo regular no Brasil
VOOS DIÁRIOS 837
ROTAS 316
FROTA
112 aeronaves, sendo:
- 32 jatos Embraer 195 (118 assentos)
- 21 jatos Embraer 190 (106/110 assentos)
- 9 jatos Embraer 175 (86 assentos)
- 12 turboélices ATR 72-600 (68/70 assentos)
- 15 turboélices ATR 72-500 (68 assentos)
- 6 turboélices ATR 72-200 (68 assentos)
- 9 turboélices ATR 42-500 (48 assentos)
- 8 turboélices ATR 42-300 (48 assentos)
HUBS (centros de distribuição de voos)
Campinas, Belo Horizonte (Confins), Belo Horizonte (Pampulha), Cuiabá, Curitiba, Guarulhos, Manaus, Porto Alegre, Salvador e Rio de Janeiro

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Azul e Trip anunciam fusão


A Azul e a Trip Linhas Aéreas anunciam amanhã fusão de suas operações. Pelo acordo, os acionistas da Azul ficarão com uma participação de 80% na empresa e os da Trip, com 20%. A companhia operará com o nome Azul.
Terceira maior companhia aérea do país, a Azul deve aumentar a sua participação nos voos domésticos para 14% após a união com a Trip.
Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), em março a fatia da Azul nos voos domésticos era de 9,8%, e a da Trip, 4,3%. A participação das líderes TAM e Gol era de 38,2% e 34,4%, respectivamente.
Fundada pelo grupo Caprioli, a Trip tem foco no mercado regional de aviação e é a maior companhia desse segmento na América do Sul.
Com sede em Barueri (Grande SP), a Azul foi criada em 2008 pelo brasileiro David Neeleman.

Operação da Receita Federal para conter contrabando também afeta exportação

Atraso na liberação de cargas de importação impede a liberação de contêineres que seriam usados para embarcar produtos fabricados aqui e vendidos ao mercado externo





Divulgação/ Codesp
Portos cheios com o atraso na liberação de cargas importadas pela Receita Federal
A operação Maré Vermelha da Receita Federal, lançada em março para conter o contrabando, começa a afetar também empresas exportadoras brasileiras, ainda que indiretamente. Há relatos de falta de contêineres e de perda da escala de navios, o que atrasa o embarque e pode elevar custos de armazenagem.

“O Brasil não produz contêiner, ele vem das cargas de importação", diz Roberto Ticoulat, executivo da exportadora Três Marias e presidente do Conselho Brasileiro de Empresas Importadoras e Exportadoras (Ceciex). “Tenho tido problemas recorrentes com isso. Tive que pagar funcionários para trabalhar no domingo, para não perder a deadline do navio”.
Na semana passada, por exemplo, o empresário conta que perdeu um em que embarcaria uma carga de café solúvel para a Europa. “Temos 72 horas úteis para despachar a mercadoria e o terminal dá cinco dias de armazenagem livre. Se você perde o navio, na verdade perde sete dias, o que pode custar de R$250,00 a R$500,00”, afirma. 
Pente-fino
Iniciada no dia 19 de março, a operação Maré Vermelha tem atrasado a liberação de todo tipo de produto importado, de materias primas para a indústria de transformação a produtos eletrônicos e cosméticos. "Isso fe z com que porto fique cheio, sem fiscais suficientes", diz  Hugo Vitale, diretor de uma importadora que trabalha com utilidades domésticas, da qual prefere manter o nome em sigilo . A impressão é compartilhada por profissionais de outras empresas de comércio exteror, como Comexport.  
Procurada pela reportagem, a Receita Federal não dimensionou a alta no percentual de cargas submetidas à inspeção física e documental mais rigorosa do chamado "canal vermelho" - n o canal vermelho, os fiscais conferem a carga fisicamente em detalhes e batem o conteúdo e o preço com os indicados nas notas.  Mas em alguns portos, como o de Santos, a estimativa é de que triplicou, diz  José Cândido Senna, coordenador do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos de São Paulo.
De acordo com Senna, Santos tem hoje "brutais ineficiências" em termos de movimentação de cargas. O congestionamento, afirma, tem levado as empresas a armazenar contêineres em pilhas de até cinco andares, contra os quatro tradicionais, e dificultado as manobras de caminhões e empilhadeiras nos pátios. 
"Em maio de 2011, o tempo médio de permanência das cargas no porto já era elevado, aproximadamente 17 dias. Houve um rearranjo de contêineres, de forma que o tempo médio diminuiu para 10 dias. Mas agora, com a Maré Vermelha, essa média subiu para 20 dias", afirma Senna. Há muitos relatos de importadores, porém, que tem demorado mais de 30 dias para conseguir liberar cargas.
Mesmo quem defende a iniciativa sofre com ela. É o caso da UPS.  Daniel Souza, gerente de desembaraço aduaneiro da companhia americana de cargas expressas, afirma que o maior rigor da Receita se justifica pelo aumento das importações. “O objetivo é proteger o mercado contra fraudes”, diz o executivo, que viu o prazo de liberação de algumas cargas da UPS aumentar de 10 a 15 dias para 15 a 30 dias.  As fiscalizações recaem sobre produtos eletrônicos, de alto valor agregado”, diz.
Segundo Senna, do  Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos de São Paulo, o que preocupa mais é o fato de a operação não ter prazo definido para acabar. "Estamos apreensivos com a possibilidade da junção do fim da guerra dos portos com a Maré Vermelha sobrecarregar demais o porto de Santos", afirma.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Associação criada




Nova associação criada

Apesar de há décadas serem representadas pelo seu sindicato, o Snea, as empresas aéreas brasileiras decidiram criar uma associação. Se chamará ABEA (associação Brasileira das Empresas Aéreas) e será presidida por Eduardo Sanovicz, ex-presidente da Embratur.
Fundada por TAM, Gol, Azul, Avianca e Trip, a ABEA entrará na pista com o poder de esvaziar o Snea, até aqui a única voz do setor.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Roubo de carga dos caminhões cresce 39% em São Paulo


Delegacia do Pari é a 4ª a registrar mais casos
No último dia 25, a Secretaria de Segurança Pública do estado divulgou as estatísticas criminais referentes aos roubos de cargas na cidade de São Paulo. Segundo esse levantamento, o registro de roubos de carga subiu 39% em março de 2012, se comparadas ao mesmo período do ano passado.
Em março começou a fiscalização de restrição de caminhões na Marginal Tietê e outras vias da região. Desse modo, esses veículos passaram a aguardar o fim da proibição, aguardando  nas proximidades das transportadoras e na chegada das principais rodovias que dão acesso a capital, esse seria o fator principal para o aumento de roubos.
A PM (Polícia Militar) nega que esse seja o motivo, porém policiais civis, responsáveis por investigar os crimes, apontam possíveis ligações e dizem terem feito reuniões com a Polícia Militar sobre o tema.
Ano passado, no mês de março, todos os distritos policiais e delegacias especializadas da cidade registraram 314 casos de roubo de carga. Já este ano, no mesmo período que corresponde ao primeiro mês de restrição, foram registrados 437 casos.
Dentre as delegacias com mais registros de roubo de carga no mês de março/2012 estão:  em primeiro lugar a 90º DP – Parque Novo Mundo, com 32 casos; em segundo está a 46º DP – Perus com 31 casos; em terceiro lugar a 74º DP Parada de Taipas com 30 casos; e quarto lugar a 12º DP – Pari com 22 casos e em quinto lugar a 69º DP Teotônio Vilela.
Parque Novo Mundo, Perus e Parada de Taipas são distritos localizados nas proximidades de rodovias usadas pelos caminhões. Já Pari está na região central da cidade, área onde ocorre grande concentração de carga e descarga. Em Teotônio Vilela, segundo o setor, está na zona leste da capital e fica próximo às vias utilizadas como alternativa pelos motoristas.


terça-feira, 22 de maio de 2012

‘Diesel subsidiado no Brasil emperra a cabotagem’


Custo de frete menor do que o caminhão, integridade da carga e redução das emissões de gás carbônico. São com esses benefícios que as empresas de transporte marítimo tentam atrair clientes para os navios que trafegam nas águas brasileiras.
Hoje, cerca de 15% das cargas transportadas no país usam a navegação costeira. Já o modal rodoviário representa mais de 60% da matriz de transporte do Brasil.
Para o diretor executivo da Hamburg Süd, Julian Thomas, a cabotagem tem muito o que crescer no país, mas esbarra na falta de infraestrutura dos portos brasileiros e nos custos de operação, hoje muito mais altos que o do caminhão.
“O que mais pesa no custo operacional é realmente o combustível, cerca de 60%. Para navegação o preço de referência é cotado em Roterdã e uma tonelada de bunker (conteiners), chega a US$ 690, o maior da história”, explica o executivo.
Em 2009, recorda ele, no auge da crise econômica mundial, o combustível era cotado a US$ 450 a tonelada.

Em desvantagem

No caminho inverso, o caminhão tem o diesel que é subsidiado pelo governo federal. Hoje, o preço do combustível é de cerca de R$ 2 o litro.
“A cabotagem tem um potencial enorme para crescimento no país. Mas, temos que nos desdobrar para trazer para os navios cargas que são transportadas pelo caminhão. Somos economicamente mais viáveis em grandes distâncias, emitimos menos poluentes e somos mais seguros”.
Em distâncias acima de 1,5 mil quilômetros entre a origem e o destino, a navegação costeira é até 15% mais barata que o transporte rodoviário. “Há cargas que já migraram para a navegação, como o arroz. Hoje, 100% do arroz é transportado por navio”, disse Thomas.

Mercado disputado

Com o aumento do interesse pela cabotagem, a concorrência entre as empresas que realizam esse serviço no Brasil está mais acirrada.
A Aliança Navegação e Logística é quem lidera o setor, seguido pela Log-In Intermodal. A Aliança, que é a subsidiária brasileira do armador alemão, Hamburg Süd, tem dois serviços de cabotagem, cada um com quatro navios. Já a Log-In nasceu para a navegação costeira.
“O serviço para Manaus geralmente é o que tem menos capacidade ociosa. Cerca de 40% das cargas que chegam nas empresas da região são transportadas por navios. Mas, a volta tem muito o que crescer ainda”, disse o executivo. A empresa tem oito navios em operação.
Mas, mesmo com o cenário adverso, Thomas acredita que o frete no serviço deve apresentar uma recuperação este ano.
Segundo ele, as medidas macroprudenciais adotadas pelo governo federal para estimular a economia serão sentidas no segundo semestre deste ano. E com a indústria em pleno vapor o transporte por navios pode ser mais demandado.
“O primeiro trimestre a economia brasileira estava estagnada, isso fez os volumes transportados ficarem iguais ao do ano passado. Mas, já percebemos que o setor industrial está se recuperando comprando mais matéria prima.” Ele acredita que o a cabotagem no país vai crescer cerca de 8% este ano em relação a 2011.

Agência quer cobrar R$ 7 por viajante em conexão


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apresentou ao mercado proposta que fixa em R$ 7 por passageiro o valor da tarifa de conexão que começa a ser cobrada a partir do segundo semestre pelos aeroportos.
A tarifa de conexão foi criada por medida provisória em novembro. Agora a Anac colocou em audiência pública as normas para início da cobrança, válida para voos nacionais e internacionais.
A tarifa, que será recolhida pelas companhias aéreas, será cobrada quando o passageiro desembarcar no aeroporto para retornar à mesma aeronave ou tomar outro avião para ir a outra cidade. Não haverá taxa por escala.
A cobrança pelos voos de conexão foi uma exigência das empresas que estudavam disputar a concessão dos aeroportos de Cumbica (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF) e está prevista nos editais de privatização elaborados pela Secretaria de Aviação Civil. É uma nova fonte de receita para as concessionárias.
Segundo o agência, o valor-teto (que será cobrado nos principais aeroportos) corresponde a 50,84% da tarifa de embarque --um pouco abaixo dos 65% cobrados em outros países, como Alemanha, França e Holanda.
Os preços da conexão caem, de R$ 5,50 para até R$ 3, de acordo com a categoria dos aeroportos.
Em outubro do ano passado, o ministro Wagner Bittencourt (Aviação Civil) disse que não haveria impacto nos preços dos bilhetes aéreos.
O Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) estima que haja um custo extra de "bilhões" para operadores nacionais e estrangeiros que dificilmente pode ser absorvido agora. "Criam uma receita para os aeroportos e deixam os custos para as empresas", afirmou Ronald Jenkins, diretor técnico do Snea.

• ANAC autoriza operações do Aeroporto de Maringá na categoria 7


O Aeroporto Silvio Name Júnior, em Maringá, está oficialmente enquadrado na categoria 7 desde a última sexta-feira (18), quando a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) expediu a notificação. Com isso, o terminal se torna um dos quatro do Sul do Brasil aptos a receber cargas internacionais com regularidade, ao lado do Afonso Pena (em São José dos Pinhais), Foz do Iguaçu e Porto Alegre.
A autorização foi anunciada após a entrega de um caminhão do Corpo de Bombeiros, feita pelo Governo do Estado, há cerca de duas semanas. "Era o que estava faltando, pois todas as outras exigências que já foram cumpridas, como ampliação do pátio principal, equipamento completo de raio x e detector de metais, entre outros", conta o superintendente do aeroporto, Marcos Valêncio.
O aeroporto conta agora com uma unidade do Corpo de Bombeiros com três caminhões e outras viaturas menores, além de 28 homens trabalhando em regime de escala. A estrutura é uma das exigência da ANAC para garantir a segurança das operações.
A autorização para operação – conhecida no meio como Notan (Notice to Airman) – foi expedida por três meses. "Neste período haverá inspeções da ANAC para confirmar a documentação que enviamos, mas nós poderemos trabalhar com a categoria superior normalmente até até sair o documento definitivo", ressalta.
Melhorias para Maringa
Rafael Silva e Arquivo/DNP

A reclassificação do aeroporto de Maringá trará diversos 
benefícios aos usuários e empresários

A reclassificação do aeroporto trará diversos benefícios aos usuários e empresários, segundo Valêncio. Para os passageiros, a transformação imediata é a possível ampliação de voos da empresa Gol. "Agora poderemos receber mais voos de boeings 737-800, que transporta 186 pessoas. Esse era um pedido da empresa Gol para ampliar suas operações na cidade, pois com a categoria 6 poderíamos fazer apenas 700 movimentações deste gênero em um trimestre, com o novo patamar, as operações desta aeronave podem ser diárias", explica.

Mas o impacto maior deve ser sentido na área comerciale a possibilidade de receber boeings 767-300. Para Valêncio, a mudança colocará o aeroporto de Maringá na rota das grandes empresas e o tornará uma referência em todo o País, em função da sua posição estratégica.
Desde 2008 o aeroporto de Maringá recebe cargas internacionais. Com a reclassificação, o terminal se torna apto a atender demandas com maior frequência. "Antes os voos aconteciam quinzenalmente, ou menos, pois para o empresário o investimento só é interesse quando há regularidade, pois facilita o processo de comercialização do produto. Com a consolidação da nova categoria, as linhas poderão ser semanais, permitindo esse planejamento empresarial", afirma Valêncio.
A mudança deve atrair várias empresas em função da posição estratégica da cidade, opina o superintendente. "Nossa vantagem é a localização, ótima para aqueles que desejam despachar mercadorias para o Sul do Brasil, São Paulo e países do Mercosul. Diversos empresários, interessados em desviar do tumulto dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, já expressaram interesse em mudar sua rota para Maringá, caso haja voos regulares", ressalta.
As linhas comerciais devem ser administradas pela Elog (empresa que adquiriu o Porto Seco de Maringá em 2011) , e estava esperando a consolidação da nova categoria para iniciar a programação dos voos comerciais regulares e angariação de clientes.
Conforme Valêncio, a característica maior das cargas que chegam a Maringá são de produtos de alta tecnologia e alto valor agregado. "Acredito que a nova categoria é importante para o desenvolvimento da região e deve movimentar bastante o setor de logística de toda a região", fala.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Tam recebe autorização para 20 voos internacionais



A Anac publicou ontem no Diário Oficial da União que alocou à Tam novos voos ligando o Brasil aos Estados Unidos, à França e à Alemanha. Foram destinadas à empresa 15 frequências semanais para a realização de serviços aéreos regulares entre o Brasil e os Estados Unidos, duas frequências semanais ligando o Brasil e a França e mais três frequências semanais do Brasil para a Alemanha.

A empresa tem 180 dias para fazer um pedido formal de autorização para operar esses voos e informar quais aeroportos e aeronaves serão utilizados nas frequências alocadas.

Em comunicado, a Tam disse que não comentaria a publicação da Anac devido ao quiet period estipulado pela CVM durante a oferta pública de ações para criação da Latam.